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É certo pedir emprego a São José?

St. Joseph the Worker Shrine Lowell

Shrine of St. Joseph the Worker

Hozana - publicado em 22/04/22

Buscar sua ajuda na hora da dificuldade condiz com os preceitos bíblicos?

O desempregado se aflige com vários sentimentos negativos: medo do futuro, de não conseguir dar de comer aos filhos, de não ter o básico para viver, de ficar com o nome sujo, de não conseguir mais honrar com seus compromissos. Esta situação é tão triste quanto antiga, e aparece até mesmo na parábola dos trabalhadores da vinha: “Por que estais todo o dia sem fazer nada? Eles responderam: ‘É porque ninguém nos contratou” (Mt 20,6)

Nos dias atuais, a Covid-19 tem trazido, além dos óbitos e sequelas diversas, um aumento avassalador de desempregos. Não é difícil encontrar alguém que perdeu emprego por conta de algum fator relacionado à maldita pandemia.

Diante deste cenário, muitos recorrem a São José Operário, pedindo-lhe a graça de um emprego. Mas, é certa esta atitude? Buscar sua ajuda, na hora da dificuldade, condiz com os preceitos bíblicos?

Para entendermos isso, é importante entender o que as Sagradas Escrituras e a Sagrada Tradição nos ensinam.

Jesus, o único mediador entre Deus e os homens

Jesus Cristo nos exorta: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede recebe; quem procura acha; e ao que bate, abre-se a porta” (Mt 20,7-10) “Ninguém vai ao Pai, senão por mim” (Jo 14,6). E ainda: “Qualquer coisa que me pedirdes (ao Pai) em meu nome, vo-Lo farei”. (Jo 14,4).

Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por esta razão, nosso único mediador, ou seja, o único capaz de se aproximar do Trono da Graça e pedir por nós. Afinal, é o mediador, aquele que está no meio, entre o Pai e a humanidade.

Para que servem os santos?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a Igreja nunca nega a ninguém a capacidade de “ir direto a Deus”. Mas afirma com Tiago que certas pessoas têm mais poder; logo, é razoável tê-las como mediadoras: “Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor” (Tg 5, 14).

Assim, “Os bem-aventurados, estando mais intimamente unidos com Cristo (…) não cessam de interceder a nosso favor, diante do Pai, apresentando os méritos que na terra alcançaram, graças a (…) Jesus Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, § 956).

Se temos tantos santos, pra que recorrer a São José?

É fato que os Evangelhos falam pouco sobre São José, por serem centrados em Jesus Cristo. Ora, a vocação de José, no silêncio e no escondimento, supera a dos grandes Apóstolos, porque toca de mais perto o mistério da Encarnação redentora, unido a Maria e Jesus. Logo, não estará São José, depois de Maria, o mais perto possível do próprio Autor da graça?

Se é assim, José recebeu no silêncio de Belém, no exílio do Egito, até mesmo em sua casinha em Nazaré, graças mais copiosas do que as que já receberam os outros santos. Ele é, de fato, uma luz na escuridão e modelo de trabalhador. Revela a malícia dos inimigos da família e ilumina a escuridão dos movimentos errôneos que, por vários ardis, procuram despir as pessoas de sua dignidade e apagar Deus das mentes e dos corações das famílias e nações.

Como modelo de trabalhador. “ele pertence à classe operária e experimentou o peso da pobreza, em si e na Sagrada Família, da qual era chefe vigilante e afetuoso” (Divini Redemptoris, n. 81).

Assim, em 1870, o papa Pio IX declarou José patrono da Igreja Universal e instituiu uma solenidade com uma oitava, realizada em sua homenagem na quarta-feira na segunda semana após a Páscoa. Esta festa foi substituída no Calendário Romano Geral do Papa Pio XII, em 1955, pela Festa de São José Operário, a ser comemorada em 1º de maio.

Deus “é obrigado” atender os nossos pedidos?

Então Deus é “obrigado” a atender nossas súplicas feitas aos santos, especialmente de São José?

Não. É na oração do Pai-Nosso que Jesus clama: “Seja feita a Vossa vontade (do Pai) assim na Terra como no Céu” (Mt 6,10).

Ou seja, “sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade” (Jo 9,31). “Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar” (Fl 2,13).

São José Operário, modelo dos trabalhadores

Se você se encontra nessa situação de desemprego, ou conhece alguém, não tenha medo! Reze! Peça! Clame! O Senhor é um pai bondoso que nos quer felizes e realizados. Não tenha medo de entregar os desejos do seu coração a Deus. É lícito trabalhar e sustentar a sua vida com o suor deste mesmo trabalho. Então, clame a São José Operário — que sustentou a Sagrada Família com o suor do seu trabalho — o emprego que você tanto deseja. Clique aqui para se inscrever na Novena a São José Operário – pela graça de um emprego.

Finalmente, assim como Jesus, desde a eternidade, escolheu São José como seu pai adotivo, na mesma medida peçamos a São José que nos acolha também como filhos adotivos, certos de que, com este modelo de trabalhador, seja nosso socorro em meios as labutas e desafios que aparecem em nossas atividades laborais e dar a dignidade de um emprego àqueles que buscam por trabalho e condições melhores para sobrevivência.

E aguardemos com fé e confiança que, no tempo oportuno, Deus atenderá às nossas súplicas e desejos se forem da Sua santa vontade.

Wellington de Almeida Alkmin, pelo Hozana

Tags:
BíbliaSão JoséTrabalhotradição
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