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É certo corrigir os filhos dos outros na presença dos pais deles?

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Ricardo Sanches - publicado em 20/06/22

Como lidar com essa questão, que provoca impasse em muitas famílias

Meus filhos não são santos. O mais novo, de quatro anos, então… Apesar da boa educação que tentamos lhe dar, muitas vezes, ele nos coloca em situações embaraçosas, porque o danado costuma chorar por qualquer coisa – e até fazer birra. Quando estamos fora de casa – visitando parentes, sobretudo – esse comportamento tende a ser mais evidente. Aí acaba sendo inevitável: todo mundo tenta, talvez com boas intenções, corrigi-lo. Mas às vezes, essa liberdade de correção acaba extrapolando os limites, me incomoda e me leva a pensar: é certo corrigir os filhos dos outros na presença dos pais deles?

Eu não me sinto no direito de corrigir os filhos dos outros. Mas, sim, com jeitinho, chamo a atenção de crianças quando, por exemplo, elas machucam meu filho. É complicado intrometer em briga de crianças, pois em um instante elas se odeiam e, no outro minuto, já se amam, graças a Deus.

Geralmente, não me importo que chamem a atenção dos meus filhos, já que eles devem sim respeitar as regras do lugar e da família que estamos visitando.

O problema é quando essa correção passa dos limites e está em desacordo com a o padrão educacional que os pais conferem aos filhos. Eu, por exemplo, sou adepto da pedagogia afetiva. Portanto, quando meu filho chora, faz artes e desobedece, vou tentar entender quais os sentimentos motivaram tais comportamentos e como lidar com eles. Gritar e esbravejar com ele eu já sei que não vão nunca funcionar. Então, não dou liberdade para que os outros, na minha presença, ajam de forma diferente.

Posso estar na contramão do mundo, afinal não há uma fórmula exata quando o assunto é educação dos filhos. Mas essa foi a forma que eu escolhi para educar os meus, com erros e acertos, mas sempre tentando transmitir valores de amor e respeito ao próximo.

Corrigir as crianças na presença dos pais delas

Para a psicóloga Talita Rodrigues ninguém deve corrigir ou chamar a atenção de crianças na presença dos seus pais. “Essa responsabilidade é única e exclusivamente dos pais. Corrigi-las, seria uma forma de tirar a autoridade dos pais. Se os pais não estiverem presentes, é importante haver uma conversa (consenso) entre pais e familiares sobre possíveis comportamentos da criança e qual a melhor forma de corrigi-la diante deles”, explica a especialista.

E os pais? Devem permitir que os outros corrijam seus filhos em quaisquer situações? “É uma opção dos pais. Mas quando não eles estiverem por perto, acredito que sim. É possível conversar com os familiares e delegar um pouco da responsabilidade de correção das crianças a eles na ausência dos pais. Mas o ideal é que se mantenha o padrão”, afirma a psicóloga.

Mais uma vez, o diálogo

O poder do diálogo, portanto, mais uma vez fala mais alto. Talvez só uma boa conversa é capaz de resolver este e outros impasses que envolvem as relações familiares.

Quando o comportamento de seu sobrinho, neto ou afilhado estiver incomodando, que tal conversar com o pai ou a mãe dele e pedir, gentilmente, para resolver a situação? Que tal pedir permissão aos pais antes de chamar a atenção, dar bronca ou gritar com uma criança birrenta, chorona e que você considera mal educada?

Da mesma forma, os pais que se sentirem incomodados com o comportamento invasivo de familiares na educação dos seus filhos, ainda que em casos pontuais, devem externar esse sentimento e buscar com eles um ponto em comum.

Afinal, livre de qualquer outra boa intenção, a verdadeira correção é aquela que aponta o caminho do amor, com equilíbrio e respeito.

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Tags:
CriançasEducaçãoFamíliapais
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