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Por que o Brasil celebra São Benedito em 5 de outubro, mas o resto do mundo em 4 de abril?

São Benedito

Paul R. Burley, CC BY-SA 4.0, via wiki Wikimedia Commons

São Benedito, popularmente chamado de "O Negro" ou "O Mouro"

Francisco Vêneto - publicado em 05/10/22

Muito querido inicialmente entre os escravos negros, São Benedito conquistou o coração de toda a população brasileira

O Brasil celebra São Benedito em 5 de outubro, mas o resto do mundo em 4 abril, que é a data da sua entrada na vida eterna. Mas por quê?

Tem a ver com a relação direta deste grande santo franciscano com São Francisco de Assis: em 1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concedeu a São Benedito a deferência canônica de ser celebrado no dia seguinte à festa de São Francisco, que recai em 4 de outubro.

São Benedito conta com enorme popularidade e devoção no Brasil, onde também é chamado de Benedito, o Negro, por conta da sua ascendência africana. De fato, ele era filho de pais africanos levados para a ilha da Sicília, na Itália, onde nasceu na região de Messina em 1526 com o nome de Benedito Manasseri.

O sobrenome vem da família à qual “pertenciam” os pais de Benedito, que foram alforriados quando o bebê nasceu. Os antes “senhores” foram também os padrinhos de batismo do pequeno.

Criado pelos pais e pelos padrinhos como católico fervoroso, o menino demonstrava grande amor a Deus e à fé desde a infância – tanto que era chamado de “nosso santo mouro”, termo então empregado em referência às pessoas de pele escura e não somente aos muçulmanos, como ocorre em espanhol.

Aos 21 anos, Benedito se juntou aos eremitas da Irmandade de São Francisco de Assis, que tinha sido fundada em Palermo por Jerônimo Lanza em adesão à regra franciscana. Começando como irmão leigo e cozinheiro, Benedito chamou rapidamente as atenções de companheiros e superiores pela sua sabedoria e discernimento, o que o levou a ser nomedo mestre de noviços e, pouco mais tarde, superior do convento.

Com a morte do fundador da Irmandade em 1562, o Papa Paulo IV determinou que os eremitas se unissem à original Ordem de São Francisco de Assis. Benedito então se mudou para o convento franciscano de Santa Maria de Jesus, em Palermo, onde passou o resto da vida exercendo ofícios singelos como os de faxineiro e, novamente, cozinheiro. Ele chegou a ser eleito superior também nesse convento: cumpriu o seu período à frente da comunidade e, ao encerrá-lo, retornou alegre ao cargo de cozinheiro.

Sua fama foi muito além dos muros do convento graças aos milagres atribuídos à sua intercessão. Em busca das suas orações e conselhos, recorriam a ele desde pessoas humildes das redondezas até membros da realeza, passando por sacerdotes e teólogos.

Em 4 de abril de 1589, Benedito, o Negro, partiu deste mundo como um simples irmão leigo, humilde e desprendido das glórias terrenas, mas com a fama de santidade que se perpetuou pelos séculos. Seu corpo repousa na igreja do convento de Santa Maria de Jesus, em Palermo.

O Papa Pio VII o canonizou em 1807. A devoção ao santo italiano de origens africanas correu mundo e se fortaleceu em especial entre os escravos negros, as donas de casa, os cozinheiros e os profissionais da nutrição.

No Brasil, a sua humildade, alegria e santidade conquistaram grande espaço no coração de boa parte da população.

Tags:
BrasilDevoçãoHistória da IgrejaSantosTestemunho
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