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Histórias Inspiradoras
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A emocionante história do menino com câncer que queria ser papa

Ricardo Sanches - publicado em 14/10/22

Ele vestia batina, separava os objetos litúrgicos e encantava a todos com sua "missa"

Anos atrás, a história do pequeno Rafael Freitas emocionou o Brasil. Com apenas três anos de idade, ele foi acometido por um neuroblastoma, um tipo de câncer no sistema nervoso que tem incidência maior em crianças.

Durante o árduo tratamento no Hospital de Amor em Barretos, interior de São Paulo, Rafael chamou atenção por algo muito singular: ele contava para todo mundo que seu grande sonho era ser papa.

A história deste guerreirinho viralizou nas redes sociais após um vídeo em que ele aparece em sua brincadeira favorita: “celebrar” missa. Isso mesmo, onde quer que estivesse, Rafael montava seu altarzinho e lá ia ele repetir as palavras do padre na Sagrada Eucaristia.

Nem mesmo quando estava internado o garoto que queria ser papa deixava de brincar de missa. No hospital, convidava pacientes, enfermeiros e médicos para participar da “brincadeira”.

O garotinho vestia batina e estola, separava os objetos litúrgicos e “passava” por todos as partes da celebração, como se fosse o padre: a procissão de entrada, o beijo no altar, a acolhida, as leituras…

Aliás, no vídeo abaixo, o garoto, que ainda não sabia ler, proclamou o Evangelho com todos os doces errinhos de pronúncia comuns a uma criança. Na leitura, o pequeno mostrou que sabia de cór a mensagem que todo cristão deveria conhecer e praticar desde a mais tenra idade:

“Naquele tempo, Jesus disse: ‘Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei'”.

O menino também sabia o rito da Consagração na ponta da língua e repetia os gestos do sacerdote. Tudo com o devido respeito e a inocência de uma criança.

Um pequeno “papa” no céu

Em novembro de 2015, aos três anos de idade, o pequeno Rafael partiu para a Casa do Pai. Ele tinha deixado o hospital para uma pequena pausa no tratamento. Voltou para a casa da família, mas, depois de algumas semanas, precisou ser internado novamente. Ele morreu sedado.

Na época, a notícia deixou o Brasil consternado. Os pais dele receberam lindas mensagens de apoio nas redes sociais. Uma freira, a Ir. Clara, postou: “Este menino santo que Deus colocou entre nós, entre o nosso povo brasileiro, um menino que foi padre e Papa, que me fez amar ainda mais a nossa Igreja Santa Católica e Apostólica! Interceda por nós, Rafaelzinho, para que tenhamos mais amor, mais fé e mais autenticidade em nossa santa e verdadeira religião!”

Randersson Freitas, o pai de Rafael, declarou: “[Rafael] Deixou como herança o amor à Eucaristia, à Igreja e à família. Foi consagrado desde seu nascimento para curar os corações de todos da ausência de Deus. Foi um sinal para humanidade, cumpriu sua missão e está agora nos braços de Deus, intercedendo por todos que pede por ele.”

De fato, Rafael foi um exemplo para todos católicos. E exemplos alcançam a eternidade, assim como a vida!

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