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Fake news: o dia em que inventaram que o Papa Francisco tinha sido preso (!)

Papa Francisco

Antoine Mekary | ALETEIA | I.MEDIA

Francisco Vêneto - publicado em 28/10/22

Como se não bastasse, os boatos ainda afirmavam que a prisão tinha ocorrido durante um "apagão histórico" no Vaticano

A história das assim chamadas “fake news” inclui episódios que até soariam cômicos se o fenômeno da desinformação não fosse trágico o suficiente para não ter graça nenhuma. Um desses episódios surreais foi registrado no dia em que inventaram que o Papa Francisco tinha sido preso (!)

As falsas notícias se espalharam num domingo, 10 de janeiro de 2021, plena Solenidade do Batismo do Senhor e pleno auge da pandemia de covid-19.

Naquele dia, agências de notícias informaram que estavam sendo divulgados boatos desencontrados, impulsionados por alguns blogs e logo repercutidos por alguns perfis de redes sociais, principalmente nos Estados Unidos.

Segundo os boatos, estaria acontecendo um “apagão histórico” no Vaticano e, naquele contexto, o Papa Francisco teria sido preso pela polícia da Itália por “conspiração nas eleições norte-americanas”, além de “fraudes” e até “tráfico de crianças”. O suposto “apagão histórico”, aliás, teria sido provocado pelo próprio Vaticano para tentar ocultar a ação policial.

Ainda de acordo com as notícias falsas, o Papa estaria detido em Roma ao aguardo de um interrogatório conjunto pela Interpol, pela polícia italiana e por agentes federais dos Estados Unidos.

Na vida real, o Papa Francisco jamais foi preso e não houve falta de energia elétrica alguma no Vaticano durante aquele domingo.

Falsas notícias sobre o Papa Francisco

Que as mídias sociais são um veículo pródigo em impulsionar absurdos não é novidade alguma, inclusive a respeito do pontífice. Mas, naquela ocasião, o nível do despropósito foi extraordinário.

Aparentemente, um dos “argumentos” para amparar a narrativa mentirosa sobre a suposta prisão do Papa foi a sua ausência na celebração de Solenidade do Batismo do Senhor, realizada na Capela Sistina. Trata-se de uma Santa Missa particularmente especial porque, nela, o Papa costuma batizar algumas crianças, em geral filhos de funcionários e colaboradores do próprio Vaticano.

De fato, o Papa Francisco não presidiu a Missa naquele dia, mas não por ter sido preso: na verdade, a celebração pública já tinha sido cancelada fazia quase uma semana devido à pandemia de covid-19. O anúncio oficial do cancelamento havia sido feito pela Sala de Imprensa da Santa Sé ainda no dia 5 de janeiro.

O Papa presidiu normalmente, porém, a oração do Ângelus, diretamente do Palácio Apostólico do Vaticano. Aliás, foi durante a sua alocução no Ângelus que o próprio Francisco recordou aos fiéis que, infelizmente, os batismos na Capela Sistina não puderam ser celebrados em 2021.

Ele completou:

“No entanto, desejo assegurar as minhas orações pelas crianças que estavam inscritas e pelos seus pais, padrinhos e madrinhas, e estendo-as a todas as crianças que recebem o Batismo neste período. Recebem a identidade cristã, recebem a graça do perdão, da redenção. Deus abençoe a todos”.

Apagão histórico?

A respeito do suposto “apagão histórico”, o “argumento” alegado foi um vídeo gravado por uma câmera instalada de modo permanente na Praça de São Pedro. Essa câmera transmite imagens ao vivo, 24 horas por dia, num canal do Vatican Media no YouTube.

Em dado momento do domingo, a imagem transmitida por essa câmera escureceu devido a uma subexposição. O mesmo vídeo continuou mostrando, porém, que as luzes da Basílica de São Pedro não estavam apagadas, embora parecessem mais tênues devido ao problema da própria câmera e não a um “apagão”.

O mesmo fato também havia ocorrido na transmissão ao vivo durante a noite de 10 para 11 de janeiro: a imagem permaneceu subexposta até quase escurecer, durante praticamente a noite toda.

Cabe registrar, com aliviado bom humor, que não apareceu ninguém pedindo a prisão do Papa por negligência com a câmera da praça…

Tags:
mentiramidiaPapa FranciscoRedes sociais
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