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Qual é o anjo defensor da Encarnação do Filho de Deus?

Baby Jesus

Shutterstock - Romolo Tavani.

Fernando Cárdenas Lee - publicado em 23/12/22

Nem todos os anjos ficaram felizes ao saber que Jesus nasceria como homem, e "houve uma batalha no céu"

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.”

Lc 1,31

 As palavras pronunciadas pelo Arcanjo São Gabriel têm uma dimensão cósmica, afetam todo o universo e toda a criação, visível e invisível, homens e anjos.

Místicos e santos expressaram que grande alegria surgiu entre os anjos quando Deus lhes anunciou que seu Filho, Jesus, nasceria como homem.

Porém, nem todos os anjos sentiram essa alegria; houve alguns que sentiram inveja e se rebelaram contra a Encarnação do Filho de Deus..

Uma grande batalha

Essa rebelião, por parte de alguns anjos, levou à grande batalha que aconteceu no céu:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram o combate”.

Apocalipse 12,7

O dragão e seus anjos param diante do grande sinal, a mulher vestida de sol, com a lua sob os pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (Apocalipse 12,1). O dragão queria devorar o Menino o mais rápido possível (Apocalipse 12,4).

Este sinal é a Bem-Aventurada Virgem Maria, e é um sinal não apenas para os homens, mas para todo o universo, incluindo os anjos.

Diante dela estão o dragão e os anjos, como já mencionado, e também São Miguel e as hostes celestiais.

Por isso, este combate ocorrido no céu é o quadro que dá a sua verdadeira dimensão ao drama humano que se desenrola na história.

Nesse sentido, o diabo é o mentiroso que engana a respeito da encarnação, o assassino que procura destruir e matar o Menino no momento em que ele nasce.

Esse mentiroso e assassino é o mesmo inimigo que, no paraíso, levou Adão e Eva a se rebelarem contra Deus.

Se levarmos em conta que Jesus feito homem é a misericórdia encarnada, segundo Santa Faustina Kowalska, compreendemos que esta batalha descrita pelo Apocalipse não é apenas mais uma batalha.

É a batalha contra o início do mistério central da salvação. É, também, uma rebelião radical e irrevogável contra a vontade de Deus, contra o seu plano de salvação, contra a misericórdia divina, contra Maria e o papel da mulher, e contra o homem.

A força de São Miguel

Nesse sentido, João Paulo II afirmou:

“Quando se perde o sentido de Deus, também o sentido do homem é ameaçado e contaminado, como afirma conclusivamente o Concílio Vaticano II: A criatura sem o Criador desaparece… Além disso, esquecendo-se de Deus, a própria criatura fica obscurecida… O eclipse do sentido de Deus e do homem conduz inevitavelmente ao materialismo prático, no qual proliferam o individualismo, o utilitarismo e o hedonismo”.

Diante dessa rebelião, surgem São Miguel Arcanjo e seu exército celestial, que se opõem a essa tentativa de satanás e dos demônios de obscurecer o sentido de Deus.

Deus está presente e sua misericórdia se encarna em uma criança nascida em uma manjedoura.

Daí a força de São Miguel ser o primado de Deus e a manifestação do seu amor.

O canto dos anjos na noite de Natal

Na noite em que nasce o Filho de Deus, os anjos cantam: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).

Os santos anjos cantam porque a verdade, a bondade, a beleza e o amor se manifestam, e essas realidades existem e se manifestam no Menino que nasceu.

Vitória sobre o mal

Sem esta vitória de São Miguel e seus anjos sobre a serpente, não estaríamos cantando o “Glória a Deus” todo Natal, a beleza e a verdade e o amor não se manifestariam, e não poderíamos agradar a Deus.

Mas a história nos diz que “não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos” (Apocalipse 12,8-9).

Por isso, nesta noite de Natal, cantemos e alegremo-nos com estes bons amigos e cantemos o “Glória a Deus”, porque nos nasceu um salvador, Jesus que se fez homem.

Demos graças a São Miguel, sem ele e sua vitória não haveria Natal!

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