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Socorro, meu filho está se divorciando!

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Bénédicte De Saint-Germain - publicado em 27/07/23

O anúncio do divórcio de um filho raramente é uma boa notícia. Que reações a separação pode provocar nos pais e no restante da família?

“Quando Frédéric nos anunciou que estava se divorciando, sentimos uma grande decepção e tristeza”, lembra Anne-Lise. “Primeiramente, nos preocupamos com os netos. Achamos que as coisas poderiam ter sido diferentes. Na vida, existem dificuldades que não escolhemos, por exemplo, um acidente, uma guerra ou um terremoto. Neste caso, é diferente: depende da vontade das pessoas”, conclui.

Quando os pais ficam sabendo que um filho vai se divorciar, “raramente é uma boa notícia, exceto em certos casos em que eles sentem que o filho ou a filha está infeliz ou em perigo, então pode ser um alívio”, explica Sophie Passot, conselheira matrimonial e familiar.

Amplos impactos

Qualquer divórcio abala os pais. “Para quem é cristão pode ser ainda mais complicado porque o divórcio vai de encontro aos seus valores”, observa Sophie Passot. Também é motivo de preocupação: você se preocupa com seu filho e com os netos que você sabe que sofrerão, seja qual for a idade, com a separação dos pais. “Nossos filhos são carne da nossa carne. Quando vi minha filha sofrer, foi como se meu coração estivesse sendo pisoteado. Mãe sente tudo”, lembra a especialista.

O impacto do divórcio também é sentido no restante da família. “É vivido, em primeiro lugar pelas pessoas envolvidas, mas também pelos parentes”, observa a conselheira matrimonial. “Irmãos, irmãs, cunhados, cunhadas: todos podem ser impactados por uma separação na família”, acrescenta a especialista.

Anne-Lise, por exemplo, tinha uma filha que ainda era solteira quando o irmão se divorciou. “Ingrid me disse que isso a desanimou um pouco e a fez tomar muito cuidado em sua decisão de ir mais longe com seu namoro”, explica.

Experimentando as emoções do luto

O divórcio provoca emoções comparáveis ​​às do luto. “Existem muitos lutos na vida que não estão ligados a mortes, mas a apegos”, explica Sophie Passot. 

No caso do divórcio dos filhos, os pais podem passar pelas mesmas fases do luto: espanto, raiva, tristeza, vergonha, negação. Então, em algum momento, vem a aceitação. “Alguns pais, por exemplo, se sentem culpados e se perguntam o que fizeram de errado na educação para levar o filho a tal decisão, outros ficam tão estupefatos que não conseguem falar sobre o assunto. Alguns escondem a situação por medo de serem mal julgados ou rejeitados pelos amigos”, afirma a especialista.

Obviamente, em um casal, os cônjuges não sentem as mesmas emoções diante do divórcio de um filho. “É desejável que os pais falem sobre isso juntos para desarmar bombas e receber o filho divorciado de braços abertos”, aconselha Sophie.

“Se forem católicos, os pais podem rezar juntos, ir à missa pelo filho, pelos netos. Essa pode ser uma oportunidade para apoiar uns aos outros na fé”, finaliza a conselheira.

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