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Brasília: mães católicas se manifestam contra o aborto diante do STF

Supremo Tribunal Federal, Brasília

Alejandro Zambrana | Shutterstock

Supremo Tribunal Federal, Brasília

Francisco Vêneto - publicado em 14/09/23

Argumentação contra o aborto se baseia nos fatos da biologia, na ética natural e em princípios jurídicos consagrados pela própria constituição federal brasileira

O grupo Educar para o Céu, composto por mães católicas de Brasília, realiza neste dia 14, festa litúrgica da Exaltação da Santa Cruz, um ato pró-vida diante do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), às 19h. A manifestação é motivada, particularmente, pela recente liberação, para julgamento, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, que pretende descriminalizar o aborto a partir da 12ª semana de gestação, independentemente da justificativa.

A liberação para julgamento foi determinada nesta terça-feira pela ministra Rosa Weber, atual presidente do STF – segundo matéria do jornal Folha de S.Paulo, a ministra teria pressa para antecipar o julgamento, dado que se aposenta em outubro. A data do julgamento, porém, ainda não foi definida.

O grupo Educar para o Céu foi criado em Brasília em setembro de 2021 para compartilhar experiências maternas no tocante à educação dos filhos, com vistas, literalmente, a educá-los para o Céu. Participam hoje 570 mães na capital federal, além de mais de 200 em Goiânia e até mesmo uma que reside no Canadá.

A agência católica ACI Digital entrevistou uma integrante do grupo, Ana Cláudia Amaral, que declarou que o ato das mães em frente ao STF é “um momento de oração” pelo Brasil e, em especial, “pela não legalização do aborto”. Ela acrescenta que se trata de uma manifestação espontânea que surgiu no grupo e que, de início, as mães não haviam percebido que a data seria justamente a da Exaltação da Santa Cruz. Ela observa, agora, que “é um bom momento” para se unirem “em Cristo a fim de salvarmos tantas vidas que serão ceifadas caso a ADPF seja aprovada”.

Embora o grupo de mães tenha inspiração abertamente católica, Ana Cláudia enfatiza que a argumentação contrária à legalização irrestrita do aborto até a 12ª semana de gestação se baseia nos fatos da biologia, na ética natural e em princípios jurídicos consagrados pela própria constituição federal brasileira:

“O Brasil deve preservar a dignidade da pessoa humana, que possui direitos e garantias individuais desde a concepção. Posso dizer até que é uma cláusula pétrea (inciso IV, parágrafo 4 do artigo 60 da CF/88). O início da vida humana se dá no preciso instante da fecundação de um óvulo por um espermatozoide. Este ato é uma oportunidade de mostrarmos a importância da vida humana. Afinal, todas somos mães e sabemos do valor dos nossos filhos”.

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AbortoBrasilIdeologiaJustiçaVida
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