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Respirar fundo primeiro para depois ajudar os outros

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travel oxygen breathing airplane flight

litabit | Shutterstock

Jennifer Hubbard - publicado em 22/11/23

A jovem que uma vez respirou profundamente o oxigênio da vida, de alguma forma evoluiu para uma mãe que estava constantemente recuperando o fôlego

Já ouvi e assisti à demonstração de segurança em aviões pelo menos um milhão de vezes na minha vida e, ainda assim, por alguma razão, naquela manhã as palavras me perfuraram o coração. 

“Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente do compartimento acima. Puxe as máscaras para liberar o fluxo de oxigênio. Se houver uma criança ao seu lado, coloque a máscara primeiro em você, depois na criança”.

Já faz muito tempo que não viajo com uma criança pequena. Na verdade, o meu filho tinha acabado de entrar no segundo semestre da faculdade. Ao ajudá-lo a navegar naquela nova fase da vida, me vi perdida em ondas de minhas próprias lembranças nostálgicas dos dias em que o mundo à minha frente apresentava oportunidades deslumbrantes e possibilidades ilimitadas.  

Embora animada por ele, fiquei triste ao perceber que estava entrando em um novo capítulo da minha vida e não tinha ideia do que fazer. A jovem que uma vez respirou profundamente o oxigênio da vida, de alguma forma evoluiu para uma mãe que estava constantemente recuperando o fôlego. 

Quando ouvia a instrução de segurança nos aviões no passado, me perguntava como seria se eu não colocasse a máscara de oxigênio do meu filho antes da minha. No entanto, nesta manhã, percebi o significado disso. Acho que, em parte, estava chegando à conclusão de que, ao não respirar profundamente o oxigênio da vida destinado a mim, deixava meu coração faminto o suficiente para torná-lo quase irreconhecível. 

Decidi naquela manhã: os 12 meses seguintes seriam o ano em que me apaixonaria por mim mesma. Portanto, 2023 foi cunhado como #2020(me). Eu não gaguejaria mais e nem tropeçaria quando questionada sobre mim mesma. Minha resposta seria impregnada de autoconsciência e confiança agudas. Embora eu ame ter me tornado curadora de um museu de arte, treinado e corrido meia maratona e pintado meu escritório no tom mais perfeito de azul, em meu coração, descobri, que as ações não são o que me definem. 

Veja, parte das minhas tarefas incluía reservar um tempo para o silêncio. Foi aqui, no amanhecer do dia, que descobri que o oxigênio que minha identidade precisava desesperadamente vinha Daquele que o soprava em meus pulmões.  

Em vez de me procurar, eu deveria procurá-lo. Talvez se eu puder entender Seu amor por mim, se eu puder me afirmar como Ele me vê, se eu puder compreender como Ele me ama, meu coração responderia da mesma forma.

Então talvez o ano de #2020(me) não tenha terminado como eu esperava. Falhei em alguns desafios, mas estou aprendendo a cada dia que passa como respirar fundo o amor por Ele.

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