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Os bebês têm o seu lugar na missa?

MOM,BABY,MASS
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Bebês chorando, gritando e correndo por toda parte… Não é preciso muito mais para perturbar os paroquianos… e os pais que não podem assistir à missa serenamente. Mesmo que pareça um pouco complicado de gerir, é possível assistir a uma missa com o seu bebé, sem problemas nem danos

É um bom desejo e um belo testemunho quando toda a família, qualquer que seja a idade das crianças, se reúne na Missa. Deste modo, mostra que o Senhor é o coração da sua casa e que a paróquia é uma família de famílias. Isto é sempre verdade, mesmo quando as circunstâncias levam todos a participar na Eucaristia em momentos diferentes ou em lugares diferentes. Mas o sinal sensível da nossa comunhão em torno do Senhor é precioso. Dentro da comunidade cristã, cada pessoa é um dom de Deus para os outros. Se as crianças têm de receber adultos, os “adultos” têm de receber os “pequenos”. Não é isto que Jesus está sugerindo aos seus Apóstolos, demasiado sérios, quando lhes diz: “Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc 10, 14)?

Acaso não somos todos crianças diante do Senhor?

Pessoalmente, gosto quando há pequenos nas nossas assembleias. Eu não estou chocado se eles andam por aí gentilmente e cantam “Aleluia” depois de todos, pelo contrário. Um dia, em uma grande igreja, depois da comunhão, enquanto eu estava sentado no banco da presidência, uma menina atravessou silenciosamente metade da nave e veio se sentar piedosamente ao meu lado. Acaso não somos todos crianças diante do Senhor?

Cravar os mais novos nas suas cadeiras e impôr silêncio absoluto raramente é a melhor forma de alcançar a calma. Obviamente, isto pressupõe um pouco de amabilidade dos outros paroquianos. Fico triste quando os jovens casais me contam os olhares furiosos ou os suspiros amargos que os rodeiam, se os seus filhos começarem a ficar agitados. Parece que estas pessoas moralistas prefeririam que a sua igreja fosse frequentada apenas por pessoas da terceira idade!

No entanto, temos de ser realistas: existe uma idade intermédia entre a idade do berço e a idade do jardim-de-infância em que os filhos podem ser agitados. Neste caso, não insista. Caso contrário, o tempo da celebração se torna um esforço de constante imaginação para ocupar estes queridos pequeninos, e já não é possível cuidar do Senhor. Ou a tensão aumenta, nos dois lados, e finalmente somos forçados a cruzar a igreja com uma criança gritando em nossos braços e em nossos corações a vergonha de aparecer para a assembléia como um pai indigno ou incapaz.

O verdadeiro problema é… a homilia!

Sinto uma preocupação entre os pais que me fazem a pergunta: “É grave que ele não esteja na missa?” Certamente, é importante o encontro dominical com o Senhor que reúne e alimenta o seu Povo. Mas é uma obrigação em sentido estrito só para aqueles que têm o uso da razão e que tenham atingido a idade de sete anos. Se o seu filho está numa fase perturbada e perturbadora, é melhor que fique em casa, ou com um vizinho, até dias melhores para todos.

Em algumas paróquias, os pais organizam um acolhimento para os pequenos, num salão paroquial ou na sacristia. Eles alternam entre um domingo e o outro e servem um aos outros. Se a idade das crianças o permite, podemos ter um tempo de oração, cantando, contando “uma história de Jesus”. Para os mais velhos, às vezes oferecemos uma iniciação à Missa, uma liturgia da Palavra ou uma liturgia mais leve.

Basicamente, o que é problemático é a homilia, que é dirigida aos adultos e dura um pouco mais de tempo. Padre, preferi trabalhar neste ponto: na Missa mais freqüentada pelas crianças e famílias, a homilia foi feita em diálogo com as crianças, e a liturgia mais alegre e simples. Os próprios adultos apreciaram!

Padre Alain Bandelier

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