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O que a discrição de São José pode nos ensinar

© Philippe Lissac / Godong
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No dia 19 de março, a Igreja celebra São José como o modelo perfeito do cristão. Este santo discreto nos ensina muito sobre a vida que devemos levar na terra para alcançar a santidade. Um exemplo a seguir sem moderação

A Igreja sempre reconheceu em São José o maior santo da Igreja depois da Virgem Maria. São Gregório de Nazianze (século IV), escreveu: “O Senhor reuniu em José, como no sol, tudo o que os santos têm juntos de luz e esplendor“.

Será que isso não é um exagero, dado o que sabemos sobre ele? Para responder a essa pergunta, deve-se entender que não é tanto sua biografia que é importante, mas o seu ser “teologal”. Isto é, sua própria existência em Deus. Sua discrição se torna então a linguagem do essencial.

São José, mestre em ouvir a Deus

O que é absolutamente surpreendente é que o lugar da mais alta santidade – Nazaré – também é o lugar da maior discrição. Uma vida tão simples, quase banal. Uma vida de amor conjugal e caridade familiar.

Uma vida marcada pelo trabalho. Toda a vida se voltou para Deus através da oração e da observância de prescrições religiosas.

Uma vida marcada pela obediência ao dever de estado na monotonia da vida cotidiana! Nunca deixaremos de meditar nessa relação contrastante entre essa santidade eminente e a humilde vida cotidiana.

Nesta escola em Nazaré, São José aparece como o mestre do “silêncio”. Ele é um mestre em ouvir a Deus. Ele vive plenamente o “shema Israel” (“Ouve Israel”), que ele ora duas vezes por dia. Seu silêncio, portanto, não significa ficar mudo, mas é uma qualidade de escuta!

José é rápido em obedecer: nunca avisado, mas sempre pronto! Este é o sinal convincente de seu abandono confiante na providência divina: “Ele levou sua esposa para casa” (Mt 1, 24); ele foi a Belém (Lc 2, 4); ele pegou a mãe e o menino e fugiu para o Egito (Mt 2, 13); após a morte de Herodes, ele voltou a Nazaré com sua esposa e o menino (Mr 2, 19-23).

Por seu exemplo da vida real e bem “corporificado”, o marido de Maria, o pai de Jesus e o artesão da vila se tornou uma testemunha de uma vida autenticamente mística. Ele é “justo” porque “é uma pessoa que reza, que vive pela fé e procura alcançar o bem em todas as circunstâncias concretas da vida“, disse São João Paulo II.

“Não imagine sua santidade: receba-a, edifique-a humildemente”

O que não é expresso explicitamente sobre José – esses anos de vida de amor e trabalho – nos leva a pensar, necessariamente, sobre a nossa própria vida diária.

É como se Deus estivesse nos dizendo através de José: “Não busque oportunidades de santificação em nenhum lugar a não ser no concreto da sua vida. Não fuja da sua existência para encontrar o Senhor. Não imagine sua santidade: receba-a, edifique-a humildemente, mas com firmeza, no decorrer dos eventos diários. Esses eventos são as ocasiões para obediência à vontade do Pai Celestial, as oportunidades para o generoso dom de si mesmo e os lugares para conhecer e viver o que é necessário: amar a Deus e ao próximo”.

José: uma santidade sem palavras, mas não sem eloquência. Seu silêncio nos convida a ouvir a Palavra, a Palavra feita carne que está no centro de sua vida e da nossa.

Padre Nicolas Buttet

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