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Relacionamento: e se você parasse de fugir dos conflitos?

KŁÓTNIA MAŁŻEŃSKA
Shutterstock
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As brigas e as consequências que elas nos podem trazer nos deixam com medo. Aceitar os conflitos pode, portanto, ser uma atitude benéfica para o relacionamento, com a condição de que sigamos algumas regras básicas

Eu e minha esposa muitas vezes vivemos situações de conflito, diz Eduardo. Eu não consigo mais suportar essas situações que nos esgotam e nos deixam frustrados, decepcionados. Quando discordamos, eu prefiro logo interromper a discussão, o que deixa minha esposa ainda mais zangada. E hoje eu temo que tenhamos errado em escolher nos casar”. Essa situação acontece com muitos casais.

Ao olhar mais de perto os gatilhos, o desenrolar e os sentimentos gerados desses conflitos destrutivos, parece que eles surgem durante o confronto de ideias, sentimentos e intenções antagônicas entre os cônjuges.

Aquele que abaixa sua bandeira sempre que surge uma situação assim o faz porque se sente incapaz de sustentar a discussão e confrontá-la. Geralmente ele se sente em perigo e prefere se esquivar. Será que essa é uma boa atitude para ter face aos conflitos de relacionamento?

Os benefícios dos conflitos de casal

Alguns podem pensar que esquivar-se é uma atitude de sabedoria. Mas não se engane: se o ato de fugir é capaz de evitar conflitos abertos, ele não erradica o conflito de opiniões que permanece latente e vivo no interior, a envenenar as relações.

Portanto, será que esses temidos conflitos sempre devem ser evitados? Será que esse não poderia ser o momento, uma boa oportunidade para levar em conta a individualidade de seu cônjuge ou uma maneira de mostrar a ele o respeito que seu amor desperta?

Não tenha medo de expor seu ponto de vista. Isso permite que todos existam como são. Contanto que você faça as perguntas certas e atente para a forma certa de falar, para não ferir o outro.

Durante esses confrontos, é importante fazer a seguinte pergunta: “Será que eu sei como distinguir os diferentes sentimentos que me norteiam (como o medo de minha própria agressividade que poderia machucar minha esposa; como minha teimosia pessoal…) do questionamento principal dessa discussão?”. A insatisfação não partilhada em uma ou mais áreas da vida cria um grande risco de gerar hostilidade no relacionamento.

Algumas regras a seguir antes de ousar o confronto

Antes de ousar confrontar o outro será necessário, por um lado, reconhecer que sofremos com essas situações de oposição (e dizer isso ao cônjuge) e, por outro, aceitar a ideia de que nossa opinião não fará mal.

Para isso, será necessário respeitar algumas regras básicas: falar na primeira pessoa (“senti”, “prefiro”) e demonstrar uma escuta ativa, ou seja, com ênfase na satisfação mútua das necessidades. Como Moisés (Dt 4, 30), devemos ousar afirmar que a proximidade harmoniosa é a consequência da verdadeira escuta mútua.

Marie-Noël Florant

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