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“Mas por quê?” Como responder às intermináveis perguntas das crianças

Father, Daughter, Draw

Stockfour I Shutterstock

Edifa - publicado em 24/09/20

Por que eu tenho que ir para a cama agora? Por que o céu é azul? Por que nós morremos? Frente às mil perguntas das crianças, muitas vezes a nossa vontade é de dizer “Shhh!”. Mas será que é essa a atitude certa a adotar?

Bem-aventuradas as crianças que perguntam, se ao seu redor há adultos prontos para ouvi-las! A curiosidade não é necessariamente uma coisa ruim e, embora algumas perguntas possam ser indelicadas, a maioria reflete uma mente alerta, que está interessada e busca compreender. Os pequenos aguardam confiantemente uma resposta, seguros da ciência inesgotável de papai e mamãe. Os filhos mais velhos muitas vezes já deixaram ir as suas ilusões, mas isso não os impede de nos questionar, mesmo que isso signifique misturar, às vezes, a pergunta com um toque de provocação.

De qualquer forma, algumas perguntas nos colocam numa grande “saia justa” porque não sabemos como responder; ou porque se trata de um assunto complexo que exige muitas nuances; ou ainda porque a questão toca segredos de família; ou porque parece ser algo que exige muita maturidade; ou, simplesmente, porque a criança está nos fazendo perguntas em um momento totalmente inoportuno. A tentação de fingir que não ouviu e depois parecer ter esquecido pode ser grande, ou mesmo de evitar a pergunta com um evasivo “veremos isso mais tarde”. No entanto, toda pergunta merece ser respondida, e com carinho, não respondida de qualquer jeito!

Para dar boas respostas as crianças, primeiro é preciso ouvi-las

Se todas as vezes nos esquivamos quando somos questionados, nossos filhos vão parar de nos fazer perguntas, mas procurarão essas respostas em outro lugar, e provavelmente não nos melhores lugares. Teremos perdido uma grande oportunidade de cumprir nossa missão de pais e de ganhar a confiança dos filhos. Porque, de fato, nossos filhos não esperam que saibamos tudo, mas que prestemos atenção a tudo que os intriga ou preocupa. Eles esperam que mostremos respostas não como um mecanismo de busca da Internet faria, mas com o cuidado que só uma pessoa que é única para outra poderia ter. Para responder bem, devemos começar ouvindo. Frequentemente o mais importante não é a pergunta em si, mas “a pergunta por trás da pergunta”.

Mas e se não soubermos como responder? Reconheça, simplesmente, que você não sabe! E, quando possível, convide a criança a buscar também a resposta no dicionário, na internet, na Bíblia ou em outro lugar. Quando a pergunta toca numa verdade da fé que está além de nós (o mistério da Santíssima Trindade, por exemplo, ou a Eucaristia, a Ressurreição, etc.), podemos dar à criança alguns elementos que o ajudem a descobrir a resposta, despertando a sua esperança e a sua alegria em descobrir os mistérios de Deus. Não devemos nunca apresentar estas realidades como enigmas obscuros, mas como maravilhas que nunca poderemos compreender inteiramente nesta Terra.

E quando a resposta não vem…

E se ficarmos desconfortáveis ​​em responder? E se, por exemplo, a pergunta toca tão de perto alguma realidade interior nossa, que chega a ser impossível falar sobre o assunto sem uma intensa emoção? E se ela trata de acontecimentos familiares que prometemos nunca mencionar? E se temos medo de ferir a criança por sermos incapazes de dar uma boa resposta? De toda forma, não precisamos responder imediatamente. A criança só precisa saber que ouvimos bem a sua pergunta, sua dúvida, o que ela tinha para dizer. Sobretudo, que não achamos ruim que ela tenha perguntado, pelo contrário, e que traremos a resposta assim que possível.

Dediquemos tempo para refletir em oração e, então, possivelmente com a ajuda de um conselheiro externo, discernir o que podemos e devemos dizer e o que não devemos dizer. Responder a uma criança em verdade não significa dizer-lhe toda a verdade de uma vez só. Não tenhamos medo de responder aos questionamentos dos nossos filhos. Se existe um medo, este seria o de trair a sua confiança e apagar a sua sede de verdade, a alegria de conhecer e descobrir. O Espírito Santo está em nosso auxílio, portanto, apoiemo-nos nele, para que ele mesmo coloque nos nossos lábios as palavras certas.

Christine Ponsard

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