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Quaresma: um método usado por atletas para vencer as tentações 

SPORT

Jonathan Chng/Unsplash | CC0

Edifa - publicado em 15/03/21

O tempo da Quaresma nos permite experimentar nas lutas da nossa vida, no terreno dos nossos confrontos externos e sobretudo internos, uma maior tensão perante a tentação. Para lutar contra as várias tentações, tomemos o exemplo dos atletas

Faça a diferença! Todos os amantes dos esportes conhecem e apreciam esta famosa fórmula. Então, quando o campeão, à custa do esforço, consegue chegar a essa diferença, o que ele faz exatamente, o que o levou até lá? Ele se destaca do adversário mostrando que os caminhos agora divergem. A diferença significa que, com persistência, uma lacuna está aumentando. A lacuna entre a vitória e a derrota, entre o campeão e o vice-campeão. Ela é medida em segundos, em centímetros, em impulso. Todos os atletas lhe dirão, as vitórias são conquistadas com treinamento, no escondimento e na solidão, na luta amarga contra si mesmo.

A diferença vem desse esforço de construir sua força de vontade. Com que propósito? Não para ser o melhor, mas simplesmente para se tornar melhor. Para ser feliz também, porque ao revisitarmos os nossos momentos de felicidade, de profunda alegria, de orgulho pessoal, entendemos que eles surgem no fim do sofrimento, do esforço e da privação. O período da Quaresma nos permite experimentar nas lutas das nossas vidas, a partir dos nossos confrontos externos, mas sobretudo internos, uma maior tensão perante a tentação.

Escolha a vitória

Frequentemente, estamos atolados no melaço de nossas preocupações e escolhas, nossa exaustão e nossa busca por consolo. Estas situações são bem descritas por São Paulo: “Não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero” (Rm 7, 19). Sim, é isso, quanto maior somos, mais fundo sucumbimos. Nós sabemos disso, mas ainda caímos. Bem, vamos nos alegrar. Não da queda, porque ela é evitável e prejudicial, mas regozijemo-nos na tentação. Obviamente, não vamos procura-la, mas vamos enfrentá-la. Paradoxalmente, é a nossa chance, a oportunidade de decidir e fazer a escolha certa.

Para usar um termo desportivo, a tentação é a zona de atrito decisiva, o drible final, o último enquadramento, o transbordamento que permite “fazer a diferença”, escolher, assumir o risco, alcançar a vitória. É desprezar, derrotar e renunciar à desonra. O que queremos nos tornar? Que destino queremos abraçar? Uma vida de preguiçoso ou de grandeza? Um caminho de vida ou morte? Tornarnos pagãos ou santos? Quando a tentação nos dominar, pensemos nos atletas e santos que escolheram por vencer!

Este período da Quaresma é uma competição de alto nível entre o bem e o mal, o confronto e a renúncia. Felizmente, não estamos sozinhos. Nossas famílias, amigos e padres podem se revezar como companheiros de equipe e treinadores para nos ajudar a voltar para Cristo. É sempre ele quem faz a verdadeira diferença em nós.


CHIRCH

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EspiritualidadePecadoQuaresma
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