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 Como escolher os livros certos para seus filhos

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Edifa - publicado em 30/03/21

Nada supera as histórias lidas pelos pais que educam os pequenos a jogar, estimulam a sua imaginação e transmitem a cultura. Mas como escolher boas histórias para que seus filhos não se sintam entendiados? Por ocasião do Dia Internacional do Livro Infantil em 2 de abril, aqui estão algumas chaves para o ajudar a fazer a escolha certa entre as prateleiras das livrarias.

Todos os professores dizem: se os pais lerem histórias para os filhos regularmente, muitas dificuldades podem ser evitadas nos primeiros anos da escola. Não entramos no mundo da linguagem e da leitura com o aceno de uma varinha mágica, mas pela impregnação, banhando-nos no que alguns especialistas conceituam como “banho de linguagem”. Tanto é verdade que, desde o jardim de infância, a leitura de histórias em voz alta pela professora ocupa um lugar significativo na aprendizagem.

Mas atenção: o “banho de linguagem” não deve se limitar ao clichê bastante difundido que consiste em não prestar atenção na qualidade dos livros, mas em pensar que enquanto você lê (que seja qual for o conteúdo ), você já está ganhando. O que pode acontecer é que pode-se aprender muito bem a ler tecnicamente, mas não “gostar” de ler. Esta é a tragédia de muitos adolescentes, quando no colégio são obrigados a fazer a leitura de obras literárias clássicas. Por quê? Porque não podemos passar automaticamente de histórias com três linhas por página e frases simples, para Balzac, cujo estilo terá o mesmo efeito em nossas cabeças que uma língua estrangeira. Aqui estão as três coisas a refletir para fazer seu filho querer ler.

1. Cuide das necessidades da criança enquanto se diverte

O despertar da imaginação passa pela transmissão da cultura. Em casa e na escola, a armadilha é muitas vezes ceder à subcultura infantil desde o berço, a imagens sem ambição artística, a contos muito realistas, fofos ou sem dramaturgia, por medo de confundir as crianças. Pelo contrário, a primeira infância é a idade em que podemos ter mais ambições, porque é aquela em que somos mais receptivos, vivemos o prazer personificado na proximidade com quem lê. Outra armadilha é que são os adultos que compram os livros e os lêem para as crianças, perdendo de vista algumas vezes as necessidades dos pequenos.

2. Não se preocupe muito com os livros da primeira infância

Muitos pais reclamam que é difícil encontrar livros que realmente contem uma história, com um volume e nível de texto adequados, uma boa alquimia com ilustração… isso exige horas de leitura nas livrarias, por falta de uma referência editorial confiável. Muitos livros rotulados como “A partir dos 5 anos” apresentam um nível de linguagem bastante acessível para crianças de 3 anos. Os livros infantis são perfeitos quando os pequenos estão aprendendo a falar (sua grande paixão é apenas dar nomes às coisas, expandir seu vocabulário). Mas se pensarmos muito nisso, corremos o risco de nos perder. Aumentando lentamente o nível das leituras, podemos fazer-lhes interessar pelos grandes clássicos desde muito cedo. Começamos primeiro a contar as histórias simplesmente observando as imagens. Em seguida, passamos para uma leitura corrida do texto (fazendo um esforço para dar o tom de voz adaptado), esse é um passo essencial para a criança entrar na música da linguagem escrita, cuja importância muitas vezes é subestimada pelas famílias.

3. Considere variar os estilos

Devemos também ceder às orelhinhas compulsivas que reivindicam a mesma história vinte vezes, porque o prazer da repetição é essencial e útil, imprimindo na memória das crianças as estruturas das frases, a concordância dos tempos, toda a lógica da linguagem. Mas você também deve pensar em variar os estilos para evitar uma formatação precoce (há algo diferente da Disney na vida real!). Misture contos clássicos e histórias contemporâneas.


ANXIETY

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Clotilde Hamon

Tags:
ArteCriançasEducaçãoLivros
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