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SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

REI DO UNIVERSO    

JESUS ON THE CROSS

Zwiebackesser | Shutterstock

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

A “Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo” foi instituída pelo Papa Pio XI, em 11 de Dezembro de 1925, com a Carta Encíclica Quas Primas.

No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio pela Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia e em diversos países do leste europeu, a revolução maçônica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais se estabeleciam por toda parte. Os tempos apresentavam-se tão sombrios quanto os de hoje, e Pio XI, homem de muita praticidade, – já tinha fundado a Ação Católica em 1922 – instituiu então esta Festa com o intuito de promover a militância católica e ajudar a sociedade a viver dos valores cristãos.

O título de Rei poderia parecer um título ultrapassado e com forte conotação ideológica, pois igualaria Jesus aos senhores ricos e poderosos deste mundo. Para não dar margem a equívocos foi necessário destacar a descrição que o próprio Jesus fez dos Reis: “Os Reis das nações, diz Jesus, dominam sobre elas” (Lucas 22,25). E a sua advertência: “Não seja assim entre vós” (Lc 22,26). E, todavia, Jesus diz-se Rei, confirmando, neste domínio, as suspeitas de Pilatos (Mc 15,2; Jo 18,37). Para entendermos o quê Jesus quis dizer quando se afirmou como Rei, é preciso saber como a Sagrada Escritura traça o perfil de um Rei. Dois enfoques podem ser dados para esta compreensão. No primeiro enfoque, o Rei é alguém muito próximo a Deus, completamente entregue às mãos de Deus, sempre atento a sua Palavra, de modo que deve ter, para seu uso pessoal, uma cópia da Lei de Deus, feita pela sua própria mão e deve lê-la todos os dias, nada fazendo por sua conta, mas sempre e só de acordo com a Palavra de Deus (Dt 17,18-19). No segundo enfoque, que complementa o primeiro, o Rei é alguém muito próximo do seu povo, sempre atento ao seu povo, de forma a orientá-lo para a prosperidade, bem-estar, saúde, paz, alegria, felicidade e salvação. Este é o retrato completo de Jesus Cristo como Rei: sempre perto de Deus, sempre perto do povo. Nós estamos no Calvário. Jesus está pregado na cruz. Este é apenas um pobre desgraçado. Onde estão os sinais da realeza? Ele não domina do alto do seu trono, está pregado numa cruz de madeira; não está rodeado de servos que o servem e que se inclinam a seus pés; não há soldados prontos a dobrar a cabeça a todas as suas ordens; diante dele há pessoas que o insultam e fazem pouco dele; não se veste de hábitos luxuosos e está completamente nu. Não ameaça ninguém, mas usa palavras de amor e de perdão para com todos. É contrária à concepção comum de realeza humana. A inscrição colocada na cruz proclama “Rei dos judeus” um homem derrotado, incapaz de se defender, privado de qualquer poder. Um rei assim deita por terra todas as nossas concepções humanas de soberania. Volta então insistentemente a pergunta: “Como é possível que seja este o Messias prometido?”. Habituados a proclamar a “vitória da Cruz”, corremos o risco de esquecer que o Crucificado nada tem a ver com um falso triunfalismo que esvazia de conteúdo, o gesto mais sublime de humilde serviço de Deus para com as Suas criaturas. A Cruz não é uma espécie de troféu que mostramos a outros com orgulho, mas o símbolo do Amor crucificado de Deus que nos convida a seguir o seu exemplo. Ele reina pelo Amor.

Nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos de nossa História recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!”.

A Festa de Cristo Rei era celebrada no último Domingo de Outubro. A reorganização da Liturgia no pós-Concílio Vaticano II passou a Festa para o último Domingo do Ano Litúrgico, com o título de “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo”.

A “Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo” foi instituída pelo Papa Pio XI, em 11 de Dezembro de 1925, com a Carta Encíclica Quas Primas.

    No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio pela Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia e em diversos países do leste europeu, a revolução maçônica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais se estabeleciam por toda parte. Os tempos apresentavam-se tão sombrios quanto os de hoje, e Pio XI, homem de muita praticidade, – já tinha fundado a Ação Católica em 1922 – instituiu então esta Festa com o intuito de promover a militância católica e ajudar a sociedade a viver dos valores cristãos.

    O título de Rei poderia parecer um título ultrapassado e com forte conotação ideológica, pois igualaria Jesus aos senhores ricos e poderosos deste mundo. Para não dar margem a equívocos foi necessário destacar a descrição que o próprio Jesus fez dos Reis: “Os Reis das nações, diz Jesus, dominam sobre elas” (Lucas 22,25). E a sua advertência: “Não seja assim entre vós” (Lc 22,26). E, todavia, Jesus diz-se Rei, confirmando, neste domínio, as suspeitas de Pilatos (Mc 15,2; Jo 18,37). Para entendermos o quê Jesus quis dizer quando se afirmou como Rei, é preciso saber como a Sagrada Escritura traça o perfil de um Rei. Dois enfoques podem ser dados para esta compreensão. No primeiro enfoque, o Rei é alguém muito próximo a Deus, completamente entregue às mãos de Deus, sempre atento a sua Palavra, de modo que deve ter, para seu uso pessoal, uma cópia da Lei de Deus, feita pela sua própria mão e deve lê-la todos os dias, nada fazendo por sua conta, mas sempre e só de acordo com a Palavra de Deus (Dt 17,18-19). No segundo enfoque, que complementa o primeiro, o Rei é alguém muito próximo do seu povo, sempre atento ao seu povo, de forma a orientá-lo para a prosperidade, bem-estar, saúde, paz, alegria, felicidade e salvação. Este é o retrato completo de Jesus Cristo como Rei: sempre perto de Deus, sempre perto do povo. Nós estamos no Calvário. Jesus está pregado na cruz. Este é apenas um pobre desgraçado. Onde estão os sinais da realeza? Ele não domina do alto do seu trono, está pregado numa cruz de madeira; não está rodeado de servos que o servem e que se inclinam a seus pés; não há soldados prontos a dobrar a cabeça a todas as suas ordens; diante dele há pessoas que o insultam e fazem pouco dele; não se veste de hábitos luxuosos e está completamente nu. Não ameaça ninguém, mas usa palavras de amor e de perdão para com todos. É contrária à concepção comum de realeza humana. A inscrição colocada na cruz proclama “Rei dos judeus” um homem derrotado, incapaz de se defender, privado de qualquer poder. Um rei assim deita por terra todas as nossas concepções humanas de soberania. Volta então insistentemente a pergunta: “Como é possível que seja este o Messias prometido?”. Habituados a proclamar a “vitória da Cruz”, corremos o risco de esquecer que o Crucificado nada tem a ver com um falso triunfalismo que esvazia de conteúdo, o gesto mais sublime de humilde serviço de Deus para com as Suas criaturas. A Cruz não é uma espécie de troféu que mostramos a outros com orgulho, mas o símbolo do Amor crucificado de Deus que nos convida a seguir o seu exemplo. Ele reina pelo Amor.

    Nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos de nossa História recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!”.

    A Festa de Cristo Rei era celebrada no último Domingo de Outubro. A reorganização da Liturgia no pós-Concílio Vaticano II passou a Festa para o último Domingo do Ano Litúrgico, com o título de “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo”. 

A “Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo” foi instituída pelo Papa Pio XI, em 11 de Dezembro de 1925, com a Carta Encíclica Quas Primas.

    No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio pela Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia e em diversos países do leste europeu, a revolução maçônica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais se estabeleciam por toda parte. Os tempos apresentavam-se tão sombrios quanto os de hoje, e Pio XI, homem de muita praticidade, – já tinha fundado a Ação Católica em 1922 – instituiu então esta Festa com o intuito de promover a militância católica e ajudar a sociedade a viver dos valores cristãos.

    O título de Rei poderia parecer um título ultrapassado e com forte conotação ideológica, pois igualaria Jesus aos senhores ricos e poderosos deste mundo. Para não dar margem a equívocos foi necessário destacar a descrição que o próprio Jesus fez dos Reis: “Os Reis das nações, diz Jesus, dominam sobre elas” (Lucas 22,25). E a sua advertência: “Não seja assim entre vós” (Lc 22,26). E, todavia, Jesus diz-se Rei, confirmando, neste domínio, as suspeitas de Pilatos (Mc 15,2; Jo 18,37). Para entendermos o quê Jesus quis dizer quando se afirmou como Rei, é preciso saber como a Sagrada Escritura traça o perfil de um Rei. Dois enfoques podem ser dados para esta compreensão. No primeiro enfoque, o Rei é alguém muito próximo a Deus, completamente entregue às mãos de Deus, sempre atento a sua Palavra, de modo que deve ter, para seu uso pessoal, uma cópia da Lei de Deus, feita pela sua própria mão e deve lê-la todos os dias, nada fazendo por sua conta, mas sempre e só de acordo com a Palavra de Deus (Dt 17,18-19). No segundo enfoque, que complementa o primeiro, o Rei é alguém muito próximo do seu povo, sempre atento ao seu povo, de forma a orientá-lo para a prosperidade, bem-estar, saúde, paz, alegria, felicidade e salvação. Este é o retrato completo de Jesus Cristo como Rei: sempre perto de Deus, sempre perto do povo. Nós estamos no Calvário. Jesus está pregado na cruz. Este é apenas um pobre desgraçado. Onde estão os sinais da realeza? Ele não domina do alto do seu trono, está pregado numa cruz de madeira; não está rodeado de servos que o servem e que se inclinam a seus pés; não há soldados prontos a dobrar a cabeça a todas as suas ordens; diante dele há pessoas que o insultam e fazem pouco dele; não se veste de hábitos luxuosos e está completamente nu. Não ameaça ninguém, mas usa palavras de amor e de perdão para com todos. É contrária à concepção comum de realeza humana. A inscrição colocada na cruz proclama “Rei dos judeus” um homem derrotado, incapaz de se defender, privado de qualquer poder. Um rei assim deita por terra todas as nossas concepções humanas de soberania. Volta então insistentemente a pergunta: “Como é possível que seja este o Messias prometido?”. Habituados a proclamar a “vitória da Cruz”, corremos o risco de esquecer que o Crucificado nada tem a ver com um falso triunfalismo que esvazia de conteúdo, o gesto mais sublime de humilde serviço de Deus para com as Suas criaturas. A Cruz não é uma espécie de troféu que mostramos a outros com orgulho, mas o símbolo do Amor crucificado de Deus que nos convida a seguir o seu exemplo. Ele reina pelo Amor.

    Nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos de nossa História recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!”.

    A Festa de Cristo Rei era celebrada no último Domingo de Outubro. A reorganização da Liturgia no pós-Concílio Vaticano II passou a Festa para o último Domingo do Ano Litúrgico, com o título de “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo”. 

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