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Bem-aventurada Alexandrina Maria da Costa

Cooperadora salesiana (†1955)

PRAY

mady70 | Shutterstock

Alexandrina Maria da Costa, nasceu em Balasar, uma pequena localidade pertencente à região portuguesa do Oporto. Era o dia 30 de março de 1904, quando nasceu; logo em seguida, no dia 2 de abril – que naquele ano coincidiu com o sábado santo – ela foi batizada. Sua vida, junto com a irmã mais velha, Deolinda, transcorreu sem grandes problemas no ambiente rural de Balasar. Ao completar sete anos, Alexandrina foi enviada ao povoado de Póvoa do Varzim, para cursar a escola fundamental, já que esta não existia em Balasar. Nessa localidade fará sua primeira comunhão e, em seguida, receberá o sacramento da confirmação. Após esse período de estudos Alexandrina volta para Balasar para viver com a irmã e a mãe. Era ainda uma menina, mas trabalhava duro na lavoura para ajudar a compor o minguado orçamento doméstico. Aos quatorze anos, Alexandrina iria viver um trágico fato que marcaria toda a sua vida. No sábado santo, do ano de 1918, enquanto ela, a irmã Deolinda e outra menina aprendiz se dedicavam aos trabalhos de costura, perceberam que três homens tentavam entrar no quarto onde estavam. Apesar das portas estarem fechadas, os homens conseguiram arrombá-las; suas intenções eram terríveis: queriam violentar as meninas. Deolinda e a outra menina conseguem escapar, enquanto Alexandrina, para salvar sua pureza, não hesita em se jogar do alto de uma janela: pulou de uma altura de quatro metros e, infelizmente, caiu de mau jeito ferindo sua coluna e provocando sucessivamente dores terríveis. Os agressores, diante da reação das meninas, fugiram sem conseguir levar à cabo suas intenções maldosas. Alexandrina foi socorrida, mas os médicos pouco puderam ajudar: sofreu dores terríveis por anos, até que, no ano de 1925, com o agravar da lesão em sua coluna, lhe sobreveio uma paralisia irreversível, e que haveria de mantê-la na cama pelos próximos trinta anos. Desde então, Alexandrina invocava o Senhor e a intercessão da Virgem Maria para que pudesse se curar. Fazia promessas, dizia à Virgem que se alcançasse a cura, iria se dedicar às missões, trabalhando como missionária. Pedia insistentemente e com muito fervor. Até que um dia compreendeu que sua vocação era outra: aceitar o sofrimento! Alexandrina chegou a dizer: “Nossa Senhora deu-me uma graça ainda maior: primeiro a resignação, depois a conformação completa à vontade de Deus, e finalmente o desejo de sofrer”. Era o ano de 1928. A partir desse tempo ela começa a experimentar fenômenos místicos, buscando uma grande união com o Cristo eucarístico. Os biógrafos, narram que de 1938 até o ano de 1942, outros fenômenos místicos de grande intensidade começaram a ocorrer todas as sextas feiras: saindo de seu estado habitual de paralisia, Alexandrina saia de sua cama e com movimentos e gestos acompanhados de fortes dores, ela reproduzia em seu corpo a Via Crucis de Jesus, durante um período de três horas e meia. De 1942 até sua morte, ocorrida em 1955, ela não mais se alimentou senão da eucaristia. Esse fenômeno, inexplicável até os dias de hoje, chegou a ser comprovado por uma junta de médicos que, na intenção de desmascará-la, realmente comprovou que, a não ser pela hóstia consagrada, Alexandrina nada bebia e nada comia. No início de 1955 ela recebe o prenúncio que esse será o ano de sua morte. No dia 12 de outubro quis receber a unção dos enfermos e no dia 13 de outubro, aniversário da última aparição de Nossa Senhora de Fátima, ouviu-se de seus lábios: “Sou feliz, porque vou para o céu!”. Às 19:30 desse mesmo dia, faleceu. Em seu túmulo, pode-se ler a inscrição que ela desejou que ali fosse colocada:
“Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom!… Amai-o! Amai-o! Basta de pecar!”
São João Paulo II a beatificou no dia 25 de abril de 2004.

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