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Beato Columba Marmion

Monge beneditino (†1923)

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Joseph Aloysius Marmion nasceu em Dublin (Irlanda), no dia 1 de abril de 1858, de pai irlandês (William Marmion) e mãe francesa (Herminie Cordier). Ingressou no Seminário diocesano de Dublin aos dezesseis anos, e terminou os seus estudos de teologia no Colégio “de Propaganda Fide”, em Roma. Foi ordenado sacerdote na Igreja de Sant’Agata dei Goti, no dia 16 de junho de 1881.

Após ter concluído brilhantemente os estudos teológicos em Roma descobriu a vida beneditina. Sonhava em ser monge missionário na Austrália, mas deixou-se cativar pela atmosfera litúrgica da nova Abadia de Maredsous, que tinha sido fundada na Bélgica em 1872, pelo Mosteiro de Beuron (Alemanha), onde foi visitar um companheiro de estudos antes de regressar à Irlanda. Quis ingressar nesse mosteiro, mas o seu Bispo pediu-lhe que esperasse algum tempo.

Como pároco, no trabalho do seu ministério sacerdotal, de 1881 a 1886, conservou zelo pastoral de missionário desempenhando várias funções: vigário em Dundrum, professor no Seminário Maior de Clonliffe, capelão de um convento de monjas redentoristas e de um cárcere feminino. Teve contato com uma seção transversal da humanidade e era diariamente chamado para aconselhar, ensinar, consolar e dar todo tipo de ajuda espiritual e material. Marmion possuía uma facilidade extraordinária para se adaptar a outras pessoas, e acima de tudo para confortar os outros e colocá-los à vontade. Durante este período ele começou a aprender “a delicada arte da direção espiritual na qual se destacaria mais tarde”. Seus quatro anos como professor em Clonliffe (1882–1886) ajudaram a completar sua formação intelectual e espiritual. Jogado na atmosfera da vida universitária, ele logo se encontrou em seu elemento natural.

No entanto, o seu grande desejo era tornar-se monge beneditino e tal permissão só lhe foi dada em novembro de 1886. Ingressou na Abadia de Maredsous, na diocese de Namur (Bélgica), que fora fundada pela Abadia de Beuron (Alemanha), um dos centros que favoreceram na Igreja o retorno às fontes bíblicas, litúrgicas, patrísticas e ecumênicas: ideal fascinante para o jovem irlandês de alma missionária e contemplativa.

Ingressou no mosteiro ao final do ano de 1886, aos 28 anos. Seu noviciado, dirigido pela austera orientação de Dom Benoît d’Hondt, mestre dos noviços severo e rígido, será ainda mais difícil para ele por ter que mudar de hábitos, cultura, linguagem, além de ter que se adaptar à juventude dos outros noviços. Entretanto, esforçou-se na formação da disciplina monástica e assim pôde emitir os votos solenes no dia 10 de fevereiro de 1891.

Foi cogitada sua vinda ao Brasil (Olinda), em 1896, para ajudar D. Gerardo van Caloen e demais monges alemães e belgas, que no ano anterior tinham iniciado a restauração da vida monástica no país. Declarou-se disponível, mas ao final seu abade não permitiu sua saída da Bélgica. Já abade, escreverá a D. Gerardo: “A obra (de restauração) do Brasil tem as minhas simpatias mais sinceras e quero favorecer toda verdadeira vocação (para aí) (carta de 20/10/1909). D. Columba será enviado a Louvaina, em 1899, para auxiliar na fundação da Abadia de Mont-César. Nesta nova Abadia desenvolverá seus dons de pregador e de diretor espiritual, tornando-se confessor, confidente e amigo do futuro cardeal Mercier, primaz da Bélgica.

Neste período, a Abadia de Maredsous estava sob os cuidados do abade Dom Hildebrand de Hemptine, seu segundo abade, que em 1893 se tornou, a pedido de Leão XIII, o primeiro Primaz da Confederação Beneditina. Devido a suas frequentes estadias em Roma, ele então renunciará e solicitará sua substituição como abade. Dom Columba Marmion é, então, eleito terceiro abade de Maredsous, em 28 de setembro de 1909 e recebeu a benção abacial em 3 de outubro do mesmo ano. Viu-se, então, frente a uma comunidade de mais de 100 monges, com uma Escola de humanismo, uma escola de artes aplicadas, uma grande fazenda e uma fama consolidada pela pesquisa e estudos sobre as origens da fé, com a “Revue Bénédictine”, em particular, e em várias outras publicações.

Essas múltiplas atividades locais forçarão Columba Marmion, apesar de seu zelo missionário, a renunciar à oferta feita pelo governo belga a Maredsous para abrir uma missão em Katanga. A partir desse momento, viveu intensamente o espírito monástico beneditino e a sua influência espiritual atingiu sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, orientando-os para uma vivência deveras cristã através dos seus livros, retiros e da direção espiritual.

Em 1917 foi publicada uma versão escrita de suas conferências espirituais, “Jesus Cristo, vida da alma”, seguido de “Jesus Cristo nos seus mistérios” e de “Jesus Cristo, ideal do monge”. Todos estes livros tiveram uma influência considerável na formação espiritual de seminaristas, do clero, dos religiosos e religiosas, dos leigos, também no Brasil. É considerado um dos grandes mestres espirituais do séc. XX.

Quando faleceu, a 30 de janeiro de 1923, vítima de uma epidemia de gripe, muitos dos seus contemporâneos o consideravam um santo e mestre de vida espiritual.

Foi beatificado pelo Papa São João Paulo II, em Roma, a 03 de setembro de 2000, no contexto do Ano Santo juntamente com os Papas Pio IX, João XXIII, o arcebispo de Gênova, Tomas Reggio e o sacerdote francês Guilherme José Chaminade.

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