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Religioso, célebre pintor (†1916)

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Beata Águeda Futa

Mártir tailandesa († 1940) Comemoração: 26 de dezembro

Em 1881, nasceu na vila de Bai Ban Keng Pho, Tailândia, Águeda Futa, filha única de uma família não-cristã. Converteu-se aos trinta anos, foi batizada e confirmada em março de 1918, em Xieng Vang, no Laos. Já que era solteira, decidiu servir nas cozinhas das missões de Song Khon, Mong Seng, Pkase e novamente Song Khon.

Em agosto de 1940, um grupo de policiais chegou à sua vila de barco através do Rio Mecom. Depois de descobrir que os habitantes professavam uma religião estrangeira, começaram a pressioná-los a abjurar. Ao final de novembro, o padre francês encarregado da missão na região foi expulso, mas graças ao incentivo do catequista Filipe Siphong Onphitak e de duas irmãs da congregação ‘Amantes da Cruz’, irmã Águeda Futa e irmã Lucia Khambang, todos os membros da comunidade permaneceram firmes na fé. Filipe Siphong foi morto por Lu, um dos policiais que o escoltavam até Mukdahan, na noite de 16 de dezembro de 1940, seguindo ordens recebidas por carta. Na noite seguinte, a notícia se espalhou para Song Khon, causando grande tristeza. Os soldados, esperando a abjuração imediata dos fiéis, chamaram a vila inteira para se reunir em frente à igreja, na noite de 25 de dezembro, para comunicar a ordem recebida: destruir a religião cristã matando todos os seus fiéis. Durante a noite, Águeda preparou-se para a morte junto com as freiras e meninas que lhes foram confiadas, às quais se juntaram outras que vieram ao convento por livre e espontânea vontade. Irmã Águeda escreveu uma carta a Lu, na qual ela e suas irmãs declaravam-se prontas a morrer por Cristo.

Lu voltou ao local no início da tarde do dia 26 de dezembro e perguntou a todos: “Então, já abandonaram o Deus de vocês, sim ou não?” Os presentes responderam: “Não, nunca o abandonaremos!”. Lu deu ordens para que levassem o grupo que confessou para as margens do rio Mecom, mas irmã Águeda pediu para poder morrer em local mais digno para um cristão ou perto de um cemitério. Durante o deslocamento para o cemitério alguns do grupo conseguiram escapar. Assim, começaram a execução com Irmã Lúcia, Águeda e as meninas que não haviam fugido. Elas fizeram uma fila, cantando hinos e expressando alegria. Os aldeões os seguiram, mas os soldados enviaram de volta quantos quisessem voltar. Quando as condenadas chegaram ao cemitério, se ajoelharam diante de um tronco de árvore caído, continuando a rezar e cantar. Irmã Águeda, encarando os membros do pelotão de fuzilamento, agradeceu-lhes por estarem prestes a mandá-las para o Paraíso, onde elas rezariam por eles. Os policiais abriram fogo, ordenando que as pessoas da aldeia enterrassem os corpos como se fossem cães. Antes de enterrar os corpos, eles os sacudiram para verificar se realmente estavam mortos. Maria Phon, uma das meninas que voluntariamente foi ao convento, ficou gravemente ferida e se recuperou, assim como irmã Águeda, que enviou uma mensagem aos policiais comunicando que ela ainda não estava morta. Os policiais, então, voltaram e a executaram. Irmã Lúcia, Águeda, Cecília Butsi (que a ajudou na cozinha do convento das freiras) e Viviana Hampai, outra das meninas, morreram no local. Houve uma sobrevivente, muito jovem, chamada Sorn: como era a última da fila e as balas não a tocaram. Ela retornou para a vila, onde se tornou catequista.

Os corpos das outras seis foram enterrados no mesmo cemitério onde se dera o martírio e para onde também foram transferidos os restos mortais do catequista Filipe Siphong Onphitak, encontrado apenas em 1959.

Em 1 de setembro de 1988, o Papa São João Paulo II autorizou a promulgação do decreto com o qual Filipe, Irmã Águeda e companheiras foram oficialmente reconhecidos como mártires. O mesmo pontífice os beatificou no Vaticano, no dia 22 de outubro de 1989. A memória litúrgica de todos os sete mártires foi marcada para 16 de dezembro, dia do nascimento no céu de Filipe, mas o Martirológio Romano lembra Águeda e suas companheiras no dia 26 do mesmo mês, dia de seu nascimento no céu.

Os restos mortais dos sete mártires são venerados no Santuário de Nossa Senhora dos Mártires da Tailândia, em Song Khon.

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