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São Silvestre Guzzolini

Abade beneditino (†1267)

JESUS WITH A GROUP OF PEOPLE

Waiting For The Word | CC BY 2.0

Em 1177, Silvestre Guzzolini nasceu do casal de nobres Gislerio Guzzolini e Bianca Ghisleri de Jesi, em Osimo, na província de Ancona, Itália.
Aos vinte anos foi enviado para estudar jurisprudência no colégio de Bolonha (Direito). No entanto, sentiu-se chamado ao estado eclesiástico (não encontrando satisfação em seus estudos e os considerava muito seculares) e abandonou o Direito pela Teologia e pelos estudos das Sagradas Escrituras. Mudou para a Universidade de Pádua para estudar Teologia, onde não seguia os vícios de sua juventude e não se permitia discursos fúteis, perigosos ou desonestos.
Ao retornar para casa, em 1208, dizem que seu pai – irritado com sua mudança de propósito – recusou-se a falar com ele por uma década.
Guzzolini aceitou o cargo de cônego em Osimo (depois que o bispo diocesano o ordenou em 1217) e se dedicou ao trabalho pastoral com tanto zelo que nos primeiros anos do seu sacerdócio, com a força dos estudos em Bolonha, defendeu virilmente os direitos da sua Catedral, prejudicada pelos senhores locais. O prelado ameaçou destituí-lo de seu cargo e o cônego pensou em deixar o mundo para viver uma vida eremítica.
Em 1227, decidiu retirar-se do mundo, desejoso de agradar somente a Deus. O comportamento do seu Bispo, mais militar do que pastoral, aceitou o seu propósito. Silvestre retirou-se para um lugar deserto, longe de Osimo e ali viveu em extrema pobreza até que o dono da terra – o nobre Corrado – o reconheceu e lhe ofereceu um local melhor para seu eremitério. A umidade o afastou daquele lugar e, em seguida, foi estabelecer-se numa caverna nos Apeninos de Marche, chamada Grotta Fucile, anteriormente uma cova de salteadores, não muito longe das famosas cavernas de Frasassi, no município de Genga. (onde posteriormente construiu um mosteiro para sua futura ordem religiosa). Neste lugar, suas penitências eram mais severas, pois ele vivia de ervas cruas e água e dormia no solo nu. Discípulos acorreram a ele buscando sua direção espiritual e tornou-se vital para ele escolher uma Regra para conduzi-los.
Sua fama preocupou o Papa Gregório IX, em 1228, e ele decidiu enviar os frades dominicanos Riccardo e Bonaparte para convidá-lo a juntar-se a uma ordem, mas ele se recusou.
Após ter uma visão de São Bento, Guzzolini optou pela Regra de São Bento como guia de seu monaquismo e recebeu o hábito de abade de um mosteiro próximo, um certo Pietro Magone. Outros discípulos se reuniram, ansiosos para entrar em sua escola de perfeição cristã. A caverna ficou estreita demais e o lugar seco demais para acomodar os monges.
Em 1230, depois de uma extensa busca por um lugar solitário mais acolhedor, Silvestre pousa em Montefano, perto de Fabriano. Um ano depois fundou no local o Mosteiro de Montefano incluindo a Fonte Vebrici, situada num vale da montanha (850 m). Durante esta construção aconteceram os milagres da viga alongada e da pedra imóvel, tornada leve e transportável. Silvestre foi muitas vezes chamado pelos cônegos de São Venâncio (Fabriano) para propor ao povo a Palavra de Deus: era um excelente pregador e médico.
De 1231 a 1248 fundou mosteiros, todos caracterizados pela pobreza, solidão, lectio divina e pregação ao povo.
Em 27 de junho de 1248, ele obteve do Papa Inocêncio IV uma bula papal confirmando sua ordem como sendo canônica e, antes de sua morte, fundou onze mosteiros após essa aprovação.
Por volta dos noventa anos, São Silvestre foi para a cama com uma febre ardente. Exortou seus discípulos a perseverar na vida santa e nas observâncias monásticas. Recebendo os últimos sacramentos, recomendou seu espírito ao Senhor e concluiu sua vida em paz, repleta de dias e obras sagradas: era 26 de novembro de 1267. Enquanto o Dr. Andrea o embalsamava a sala se encheu de uma doce fragrância quando removeu os intestinos de Guzzolini. Seus restos mortais foram posteriormente desenterrados e colocados em um santuário ainda existente na igreja de Monte Fano.
Em 1260, o Papa Clemente IV beatificou Guzzolini.
O Papa Clemente VIII posteriormente o canonizou em 1598. Há 17 milagres registrados durante sua vida e 10 após sua morte.
Hoje os seus ossos estão guardados numa preciosa urna na igreja a ele dedicada no mosteiro de Monte Fano, e há quem, ainda hoje, rezando ao santo com fé sincera, ainda se beneficia do perfume saudável da sua grande santidade.

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