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Festividade do dia

segunda-feira 25 março
Santa Maria Alfonsina Danil Ghattas

Virgem e Fundadora (†1927)

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Santo do dia

O recém-eleito Monsenhor Giuseppe Valerga (o primeiro bispo latino em Jerusalém depois do restabelecimento do patriarcado em 1847) pensou em criar o seminário e as escolas paroquiais de Jerusalém. De acordo com o costume da época, era necessário pensar em mulheres para a educação de meninas, então ele fez um apelo aos institutos missionários da Europa. O primeiro a responder foi o das Irmãs de São José da Aparição, que fora fundado na França em 1832 e chegou a Jerusalém em 1848. Começaram a ingressar na instituição as vocações locais. Quando se apresentou uma adolescente de 17 anos, Sultaneh, filha de Danil Ghattas, o patriarca determinou que, durante sua formação, ela não poderia andar fora do ambiente religioso. As autoridades competentes obtiveram as devidas permissões. Com o hábito religioso e sob o santo Calvário, a jovem recebeu o nome de Irmã Maria Alfonsina. Recebeu uma formação de noviça “fora dos padrões”, permanecendo em sua pátria. Também no Santo Sepulcro emitiu, algum tempo depois, seus votos perpétuos.
Nascida em 1843, em Jerusalém, Maria Alfonsina Danil Ghattas foi designada para ensinar religião. Os jovens estudantes se apegaram à freira, que tinha quase da mesma idade deles, e ela pensou em fundar com eles a Irmandade da Imaculada Conceição. Ela sugeriu então ao pastor que organizasse mães cristãs que oferecessem como assistentes para a Irmandade. Esta Irmandade ainda existe hoje em Jerusalém. A jovem freira era conhecida por seu zelo na escola e a Irmandade, mas permanecia humilde e tentava de todas as maneiras não aparecer muito. No entanto, ela tinha dons realmente “especiais”. Conhecemos os fenômenos sobrenaturais de sua vida interior graças ao seu diretor espiritual, o sacerdote Pe. Joseph Tannùs, que em 8 de novembro de 1879 ordenou que ela escrevesse um diário. Esse documento permaneceu desconhecido de todos, até quando, em seu leito de morte, a irmã Alfonsina entregou seus diários à sua irmã, Madre Giovanna.
A Virgem Santa apareceu à Irmã Alfonsina pela primeira vez em 6 de janeiro de 1874, festa da Epifania. Ela estava recitando o rosário no oratório das freiras, quando a Virgem apareceu de pé, em uma nuvem brilhante, de mãos abertas. No peito, uma cruz, dependurada num rosário aberto em círculo, que tocava suas mãos abertas e descia quase até os pés. A cabeça da Virgem era cercada por quinze estrelas. Sob seus pés havia duas nuvens, em cada uma das quais dois conjuntos de sete estrelas brilhavam.
Em 31 de maio desse ano, no mesmo oratório e sempre durante a oração do rosário, a freira teve uma segunda visão da Virgem. Nesta ocasião, ela teve pela primeira vez a inspiração interior que a levou à fundação das Irmãs do Rosário.
Uma série de visões, no ano seguinte, tornaram-na cada vez mais consciente do que a Virgem lhe pedia: fundar uma nova congregação dedicada ao Santo Rosário.
Ela foi então ao patriarca, que a ouviu graciosamente e indicou Dom Antônio Belloni para acompanhá-la como diretor espiritual. O missionário italiano fundou um instituto de assistência aos órfãos (hoje a Obra Salesiana), em Belém, em 1874, e foi popularmente chamado de “pai dos órfãos”.
No dia do terço do ano 1877, depois da comunhão, Irmã Maria Alfonsina teve uma nova visão: “Vi um convento disposto em forma de círculo como uma coroa. Nossa Senhora do Rosário estava no terraço, acima da entrada. Quinze janelas se abriram no perímetro do convento e todas as salas emolduravam uma Irmã do Rosário. Cada irmã escreveu seu nome e o nome do mistério [do rosário] que havia sido dado a ela acima da cabeça. Assim tivemos: Maria da Anunciação, Maria da Visitação, Maria da Natividade etc. Quanto a mim, me vi na décima janela, sob o nome de Maria da Cruz”. O nome era apropriado. Ela havia feito a vestição de seu hábito e emitira os votos sob o Calvário e no caminho começou a realizar um verdadeiro Calvário.
Administrar uma nova congregação não foi fácil. Antes de tudo era necessário abandonar a família religiosa a que pertencia. Depois de vinte anos de atividade e com resultados apostólicos unanimemente reconhecidos, não era previsível que os superiores, completamente alheios à sua experiência mística, concordassem com tal pedido. Um encontro decisivo foi com o Padre Joseph Tannus, que ao se tornar seu diretor espiritual e ficou pessoalmente interessado na fundação das Irmãs do Rosário. O padre há muito tempo conhecia o zelo da religiosa, mas queria ter certeza do caráter sobrenatural das visões. Uma vez convencido da autenticidade, pediu à irmã que elaborasse a narração completa dos pedidos da Santíssima Virgem sobre a congregação e pediu-lhe que elaborasse um esboço das Constituições. Era dia 8 de novembro de 1879.
Cinco moças apareceram e estavam disponíveis para levar adiante o projeto. Padre Tannus encontrou uma modesta casa de cinco cômodos na estrada entre o patriarcado e a paróquia de São Salvador, cujo aluguel perfazia a soma de 660 francos ao ano. A pequena família dos “cinco mistérios da alegria” se encontraria naquele pequeno convento em 24 de julho de 1880, às três da tarde. Cada uma das moças teria falado sobre isso na família quinze dias antes, isto é, sábado, 10 de julho. Naquela manhã, o sacerdote as reuniu sob Calvário, no altar de Nossa Senhora das Dores e depois da missa, cada uma retornou para casa. Todas as famílias apresentaram dificuldades, mas ao final deixaram que as jovens seguissem o ideal delas. No sábado, 24 de julho, a pequena família religiosa se reuniu e entrou no convento temporário. A casa era pobre, típica de pobres e a primeira refeição foi de pão e zatar (pó de tomilho).
Depois de uma vida de oração, em 25 de março de 1927, enquanto recitava os quinze mistérios do rosário, pronunciando distintamente as palavras “Rogai por nós agora e na hora de nossa morte”, Maria Alfonsina entregou a alma a Deus. Foi sepultada em Jerusalém, na cripta do que em 1937 se tornou a igreja do Rosário. Após sua morte, seguindo as instruções de sua irmã, Madre Giovanna tirou o lacre dos dois cadernos que compunham o diário de Maria Alfonsina. Estavam bem selados, com cera vermelha, e continham as histórias das aparições. Ela entregou os escritos ao patriarca Luigi Barlassina, que, sem conhecer o árabe, os traduziu e os colocou nas mãos do superior geral.
Só então foi revelado o segredo de Madre Maria Alfonsina: foi a Santa Virgem que quis a Congregação do Rosário para a promoção das mulheres em sua pátria terrena.
O papa Bento XVI anunciou a cerimônia de beatificação da Irmã Maria Alfonsina para o dia 22 de novembro de 2009, na Basílica da Anunciação, em Nazaré, Israel. Segundo o pároco da cidade da Galileia, o franciscano Amjad Sabbara, foi a primeira beatificação realizada na Terra Santa, e por isso havia grande expectativa entre os católicos locais, sobretudo de Belém, Jerusalém e Ramallah. As autoridades israelenses concederam visto especiais aos convidados oriundos dos Territórios Palestinos. A cerimônia de beatificação foi presidida pelo Arcebispo ngelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e enviado especial do Papa para o evento.
No Sétimo Domingo de Páscoa, a 17 de maio de 2015, foi canonizada pelo Papa Francisco, na Praça de São Pedro, Vaticano.

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Oração para esta manhã

Na companhia da Virgem Maria,
Rezemos e aclamemos a Deus!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém
Hino
Ó luz que o anjo traz à Virgem
da salvação és mensageira.
Vai se cumprir a profecia,
de gozo enchendo a terra inteira.

O que do Pai no eterno seio
eternamente foi gerado,
escolhe Mãe em nosso mundo,
sujeito ao tempo, que é criado.

Ele se esconde em carne humana,
preço de nossa salvação,
para que o sangue do inocente
trouxesse aos crimes o perdão.

Verdade, em carne concebida
dum seio virgem sob o véu,
a vossa luz é dada aos puros,
dai-nos tal luz, que vem do céu.

E vós, humilde coração,
Serva de Deus vos proclamais,
agora sois do céu Rainha,
sede a patrona dos mortais.

Glória e louvor a vós, Jesus,
da Virgem Mãe por nós nascido,
a vós, ao Pai e ao Espírito
louvor eterno é devido.

Salmo 149
Os filhos da Igreja, novo povo de Deus, se alegrem no seu Rei Cristo Jesus (Hesíquio)

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
e o seu louvor na assembleia dos fiéis!
Alegre-se Israel em quem o fez,
e Sião se rejubile no seu Rei!

Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra!
Porque, de fato, o Senhor ama seu povo
e coroa com vitória os seus humildes.

Exultem os fiéis por sua glória,
e cantando se levantem de seus leitos,
com louvores do Senhor em sua boca
e espadas de dois gumes em sua mão,

para exercer sua vingança entre as nações,
e infligir o seu castigo entre os povos,
colocando nas algemas os seus reis,

e seus nobres entre ferros e correntes,
para aplicar-lhes a sentença já escrita:
Eis a glória para todos os seus santos.

Glória ao Pai...

Leitura breve Fl 2,6-7
Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo.

Maria, alegra-te, ó cheia de graça; O Senhor é contigo.
És bendita entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre

BENEDICTUS
Pelo amor infinito com que Deus nos amou, enviou-nos seu Filho, numa carne semelhante à carne do pecado.

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai...

Preces
A solenidade da Anunciação do Senhor, que hoje celebramos, marca o início da nossa salvação. Cheios de confiança, oremos a Deus Pai:

R. Interceda por nós a santa Mãe de Deus!

Assim como a Virgem Maria recebeu com alegria a mensagem do anjo,
fazei, ó Deus, que recebamos com gratidão o nosso Salvador. R.

Assim como olhastes para a humildade de vossa serva,
lembrai-vos e tende compaixão de todos nós, Pai de misericórdia. R.

Assim como Maria, a nova Eva, obedeceu plenamente à vossa Palavra divina,
cumpra-se também em nós a vossa vontade. R.

Que a Santa Virgem Maria socorra os pobres, ajude os fracos, console os tristes,
reze pelo povo, proteja o clero e interceda pelas mulheres em seu devotamento. R.

(Intenções livres)

Pai nosso...

Oração
Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Meditação do dia

O Verbo se fez carne e habitou entre nós

A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza, pela força, a mortalidade, pela eternidade. Para saldar a dívida de nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à natureza passível. Deste modo, como convinha à nossa recuperação, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, podia submeter-se à morte através de sua natureza humana e permanecer imune em sua natureza divina.
Por conseguinte, numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. Por “nossa humanidade” queremos significar a natureza que o Criador desde o início formou em nós, e que assumiu para renová-la. Mas daquelas coisas que o Sedutor trouxe, e o homem enganado aceitou, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo fato de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana, tornou-se participante dos nossos delitos.
Assumiu a condição de escravo, sem mancha de pecado, engrandecendo o humano, sem diminuir o divino. Porque o aniquilamento, pelo qual o invisível se tornou visível, e o Criador de tudo quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não uma falha do seu poder. Por conseguinte, aquele que, na sua condição divina se fez homem, assumindo a condição de escravo, se fez homem.
Entrou, portanto, o Filho de Deus neste mundo tão pequeno, descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai; é gerado e nasce de modo totalmente novo. De modo novo porque, sendo invisível em si mesmo, torna-se visível como nós; incompreensível, quis ser compreendido; existindo antes dos tempos, começou a existir no tempo. O Senhor do universo assume a condição de escravo, envolvendo em sombra a imensidão de sua majestade; o Deus impassível não recusou ser homem passível, o imortal submeteu-se às leis da morte.
Aquele que é verdadeiro Deus, é também verdadeiro homem; e nesta unidade nada há de falso, porque nele é perfeita respectivamente tanto a humanidade do homem como a grandeza de Deus. Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia nem o homem é destruído com sua elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza, em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza o que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.
A natureza divina resplandece nos milagres, a humana, sucumbe aos sofrimentos. E como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, também a carne não deixa a natureza de nossa raça. É um só e o mesmo – não nos cansaremos de repetir – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem. É Deus, porque no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus: e o Verbo era Deus. É homem, porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,1.14).

São Leão Magno
45° Papa da Igreja Católica (†461).

Oração para esta tarde

Antes de toda criatura ele existe,
e é por ele que subsiste o universo.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Hino
Ave, do mar Estrela,
bendita Mãe de Deus,
fecunda e sempre Virgem,
portal feliz dos céus.

Ouvindo aquele Ave
do anjo Gabriel,
mudando de Eva o nome,
trazei-nos paz do céu.

Ao cego iluminai,
ao réu livrai também;
de todo mal guardai-nos
e dai-nos todo o bem.

Mostrai ser nossa Mãe,
levando a nossa voz
a Quem, por nós nascido,
dignou-se vir de vós.

Suave mais que todas,
ó Virgem sem igual,
fazei-nos mansos, puros,
guardai-nos contra o mal.

Oh! dai-nos vida pura,
guiai-nos para a luz,
e um dia, ao vosso lado,
possamos ver Jesus.

Louvor a Deus, o Pai,
e ao Filho, Sumo Bem,
com seu Divino Espírito
agora e sempre. Amém.

Cântico Cl 1,12-20
No princípio, antes dos tempos, o Verbo era Deus. E o Verbo hoje nasceu como nosso Salvador.

Demos graças a Deus Pai onipotente,
que nos chama a partilhar, na sua luz,
da herança a seus santos reservada!

Do império das trevas arrancou-nos
e transportou-nos para o reino de seu Filho,
para o reino de seu Filho bem-amado,
no qual nós encontramos redenção,

dos pecados remissão pelo seu sangue.
Do Deus, o Invisível, é a imagem,
o Primogênito de toda criatura;
porque nele é que tudo foi criado,

o que há nos céus e o que existe sobre a terra,
o visível e também o invisível.

Sejam Tronos e Poderes que há nos céus,
sejam eles Principados, Potestades:

por ele e para ele foram feitos.
Antes de toda criatura ele existe,
e é por ele que subsiste o universo.

Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu Corpo,
é o princípio, o Primogênito entre os mortos,
a fim de ter em tudo a primazia.
Pois foi do agrado de Deus Pai que a plenitude
habitasse no seu Cristo inteiramente.

Aprouve-lhe também, por meio dele,
reconciliar consigo mesmo as criaturas,
pacificando pelo sangue de sua cruz
tudo aquilo que por ele foi criado,
o que há nos céus e o que existe sobre a terra.

Glória ao Pai...

Leitura breve 1Jo 1,1-2
O que era desde o princípio, o que nós ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida, de fato, a Vida manifestou-se e nós a vimos, e somos testemunhas, e a vós anunciamos a Vida eterna, que estava junto do Pai e que se tornou visível para nós.

A Palavra se fez carne e habitou entre nós.
A Palavra, no princípio, estava com Deus.

MAGNIFICAT
Disse o anjo à Virgem: Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo, és bendita entre todas as mulheres da terra.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Invoquemos com toda confiança o eterno Pai, que hoje, por meio do anjo, anunciou a Maria a nossa salvação; e digamos:

R. Dai-nos, Senhor, a vossa graça!

Vós, que escolhestes a Virgem Maria para ser a Mãe do vosso Filho,
compadecei-vos de todos os que esperam a sua redenção. R.

Vós, que, por meio do anjo Gabriel, anunciastes a Maria a alegria e a paz,
dai ao mundo inteiro a alegria da salvação e a paz verdadeira. R.

Vós, que, pela aceitação de vossa serva e por obra do Espírito Santo, quisestes que vossa Palavra viesse morar entre nós,
preparai os nossos corações para receber a Cristo do mesmo modo que a Virgem Maria o recebeu. R.

Vós, que elevais os humildes e saciais os que têm fome,
animai os que estão abatidos, socorrei os necessitados e ajudai os agonizantes. R.

(Intenções livres)

Deus de infinita bondade, que realizais maravilhas e para quem nada é impossível,
salvai-nos, junto com os que já morreram, na ressurreição do último dia. R.

Pai nosso...

ANTÍFONA MARIANA
Salve, Regina, mater misericordiae
Vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, exsules, filii evae.
Ad te suspiramus, gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.

Eia ergo, Advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos
ad nos converte.
Et Iesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exsilium ostende.
O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi. Amen.
(Tradução)

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.

Evangelho do dia

Evangelho segundo São Lucas 1,26-38.

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?».
O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».