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Bem-aventurado Carlos de Jesus (Charles de Foucald)

Sacerdote (†1916)   

VISCOUNT CHARLES DE FOUCAULD

Public Domain

Bem-aventurado Carlos de Jesus (Charles de Foucald)

Nascido aos 15 de dezembro de 1858 em Estrasburgo, viveu uma vida desregrada buscando apenas o próprio prazer. Começou a carreira militar, mas foi afastado com desonra, por indisciplina e má conduta. Diante da expulsão, se dedicou a viajar e a explorar o Marrocos. Voltando à Europa foi até a igreja de Santo Agostinho de Paris, queria receber uma instrução religiosa, mas ouviu outra indicação por parte do padre Henri Huvelin: devia se confessar e receber a santa comunhão. Ele de pronto obedeceu e, em seguida, escreveu: “Daquele dia em diante, a minha vida foi uma sucessão de bênçãos”. Numa carta escrita ao amigo Henri de Castries: “Apenas comecei a crer que houvesse um Deus, compreendi que não poderia viver senão para ele: a minha vocação religiosa nasceu no mesmo momento em que nascia a minha fé: Deus é grande… mas não creia que minha fé tenha se formado entre uma manhã e uma noite”. Em todo caso, Charles aceitou o conselho do padre Huvelin, de ir em peregrinação até a Terra Santa. Indo até a Terra Santa, Charles seguiu os passos de Jesus, permanecendo particularmente tocado pela cidadezinha de Nazaré, onde ficou por dez dias. Retornando à Europa, decidiu entrar no mosteiro trapista de Nossa Senhora das Neves, em Ardéche. Em 1897 volta à Nazaré e aí compreende que deve seguir o sacerdócio. De fato, em 1901 é ordenado sacerdote. Em 1905 o encontramos junto à população tuareg de Tamanrasset: assimilou tão profundamente a vida dos tuareg que, infelizmente, acabou por ficar doente, em virtude de uma grande seca. Nessa ocasião, os próprios habitantes tomaram conta dele durante o período de convalescência. Apesar disso, continuou seu trabalho pastoral. No dia 1 de dezembro de 1916, estava trabalhando quando sentiu que batiam à sua porta. Abriu a porta e se deparou com um grupo de salteadores. Após o roubo, o grupo ficou assustado, em função do ruído da chegada de um destacamento de soldados, cavalgando dromedários. Diante dessa chegada inesperada, um jovem que custodiava Charles, se assustou e disparou um tiro de fuzil que acabou por vitimá-lo. Seu corpo, jogado no fosso do forte, onde se encontrava, foi resgatado pelo comandante Laperrine, que o sepultou num local mais adequado. Em 1929, seus restos mortais foram transferidos para o cemitério francês de El Golea, na Algéria. Seu exemplo de vida chegou a ser citado na Encíclica Populorum Progressio do papa Paulo VI:

“Em muitas regiões foram contados entre os pioneiros do progresso material e do desenvolvimento cultural. Basta relembrar o exemplo do padre Charles de Foucauld, que foi considerado digno de ser chamado, pela sua caridade, “Irmão universal”, e redigiu um precioso dicionário da língua tuaregue. Sentimo-nos na obrigação de prestar homenagem a estes precursores, tantas vezes ignorados, a quem a caridade de Cristo impelia, assim como aos seus êmulos e sucessores, que ainda hoje continuam a servir generosa e desinteressadamente aqueles que evangelizam” (n. 12).

No dia 24 de abril de 2001, o papa São João Pualo II autorizou a promulgação do decreto que declarava Venerável o irmão Charles de Foucald. A beatificação ocorreu sob o pontificado de Bento XVI, aos 15 de maio de 2005, na solenidade de Pentecostes.

Nascido aos 15 de dezembro de 1858 em Estrasburgo, viveu uma vida desregrada buscando apenas o próprio prazer. Começou a carreira militar, mas foi afastado com desonra, por indisciplina e má conduta. Diante da expulsão, se dedicou a viajar e a explorar o Marrocos. Voltando à Europa foi até a igreja de Santo Agostinho de Paris, queria receber uma instrução religiosa, mas ouviu outra indicação por parte do padre Henri Huvelin: devia se confessar e receber a santa comunhão. Ele de pronto obedeceu e, em seguida, escreveu: “Daquele dia em diante, a minha vida foi uma sucessão de bênçãos”. Numa carta escrita ao amigo Henri de Castries: “Apenas comecei a crer que houvesse um Deus, compreendi que não poderia viver senão para ele: a minha vocação religiosa nasceu no mesmo momento em que nascia a minha fé: Deus é grande… mas não creia que minha fé tenha se formado entre uma manhã e uma noite”. Em todo caso, Charles aceitou o conselho do padre Huvelin, de ir em peregrinação até a Terra Santa. Indo até a Terra Santa, Charles seguiu os passos de Jesus, permanecendo particularmente tocado pela cidadezinha de Nazaré, onde ficou por dez dias. Retornando à Europa, decidiu entrar no mosteiro trapista de Nossa Senhora das Neves, em Ardéche. Em 1897 volta à Nazaré e aí compreende que deve seguir o sacerdócio. De fato, em 1901 é ordenado sacerdote. Em 1905 o encontramos junto à população tuareg de Tamanrasset: assimilou tão profundamente a vida dos tuareg que, infelizmente, acabou por ficar doente, em virtude de uma grande seca. Nessa ocasião, os próprios habitantes tomaram conta dele durante o período de convalescência. Apesar disso, continuou seu trabalho pastoral. No dia 1 de dezembro de 1916, estava trabalhando quando sentiu que batiam à sua porta. Abriu a porta e se deparou com um grupo de salteadores. Após o roubo, o grupo ficou assustado, em função do ruído da chegada de um destacamento de soldados, cavalgando dromedários. Diante dessa chegada inesperada, um jovem que custodiava Charles, se assustou e disparou um tiro de fuzil que acabou por vitimá-lo. Seu corpo, jogado no fosso do forte, onde se encontrava, foi resgatado pelo comandante Laperrine, que o sepultou num local mais adequado. Em 1929, seus restos mortais foram transferidos para o cemitério francês de El Golea, na Algéria. Seu exemplo de vida chegou a ser citado na Encíclica Populorum Progressio do papa Paulo VI:

“Em muitas regiões foram contados entre os pioneiros do progresso material e do desenvolvimento cultural. Basta relembrar o exemplo do padre Charles de Foucauld, que foi considerado digno de ser chamado, pela sua caridade, “Irmão universal”, e redigiu um precioso dicionário da língua tuaregue. Sentimo-nos na obrigação de prestar homenagem a estes precursores, tantas vezes ignorados, a quem a caridade de Cristo impelia, assim como aos seus êmulos e sucessores, que ainda hoje continuam a servir generosa e desinteressadamente aqueles que evangelizam” (n. 12).

No dia 24 de abril de 2001, o papa São João Pualo II autorizou a promulgação do decreto que declarava Venerável o irmão Charles de Foucald. A beatificação ocorreu sob o pontificado de Bento XVI, aos 15 de maio de 2005, na solenidade de Pentecostes.

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