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São Germano

Bispo (†448)

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Germano nasceu, em 378, em Auxerre, numa família gaulesa eminente, pois seus pais eram grandes proprietários de terras, talvez de categoria senatorial.

Estudou Artes Liberais (que na Idade Média eram sete e divididas em dois grupos: artes “literárias”, isto é, gramática, retórica, dialética e artes “científicas”, ou seja, aritmética, geometria, música, astronomia. Após o término destes estudos foi para Roma, onde obteve o grau de Doutor em Direito. Passou a exercer a advocacia em Roma e casou-se com uma mulher chamada Eustáquia.

Mais tarde, tornou-se governador da Quarta Província de Lyonnais, à qual pertencia Auxerre. Na Gália tornou-se diácono e foi professor, sendo que um de seus alunos foi São Patrício, futuro apóstolo da Irlanda.

Em 1 de maio de 418, o bispo da cidade, chamado Amatore, morreu e o clero, a nobreza e o povo, como era costume então, o escolheram como bispo, apesar de ser casado. As leis sobre o celibato eclesiástico e a nomeação de bispos pelo papa apareceram na Igreja algum tempo depois.

Germano, no entanto, mostrou-se digno da escolha feita por seus fiéis e pelo clero. Distribuiu seus bens aos pobres, adotou um estilo de vida humilde e mortificado e comportou-se com a esposa como se fosse uma irmã.

Num sínodo celebrado na Gália, em 429, Germano foi encarregado de viajar à Britânia junto com Lupo, bispo de Troyes, para combater a heresia do pelagianismo.

Voltou à Britânia em 444, com o mesmo objetivo. Conta-se que, na segunda expedição, Germano ajudou os britânicos a vencer aos ataques de pictos e saxões com o grito de guerra “Aleluia”. Os relatos sobre esta visita são fontes importantes de informação sobre a Britânia pós-romana.

Em 447, para evitar uma incursão punitiva de Flávio Aécio na Armórica (Bretanha), cujos habitantes haviam se rebelado, Germano viajou a Ravena, então sede imperial, para encontrar-se com Gala Placídia e seu filho Valentiniano. Germano conseguiu assim obter a conciliação com os habitantes da Armórica.

Germano faleceu durante uma missão quando passava pela cidade de em Ravena, em 31 de julho de 448. Seu corpo foi embalsamado, colocado em um caixão de cipreste e levado de volta para Auxerre, de acordo com seu desejo. O transporte foi organizado pela corte imperial por meio de equipes de soldados. A jornada era difícil para uma pessoa viva, dada a distância e às condições climáticas, muito menos para o transporte de um caixão, que de qualquer forma era venerado em sua passagem pelas populações locais. A procissão entrou em Auxerre no dia 22 de setembro de 448 e, após oito dias de exibição solene na catedral, o corpo foi enterrado em 1º de outubro na basílica que ele havia construído.

O culto foi imediato não apenas em Auxerre, onde ele foi o primeiro santo local, mas também em toda a Gália, principalmente entre os reis francos. O dia de comemoração foi marcado para 31 de julho e seu túmulo se tornou um destino de peregrinação.

Quando ainda estava vivo, muitos milagres foram atribuídos a ele. A esse respeito, diz-se que, quando a procissão fúnebre, chegando a Vercelli, entrou na catedral local, as velas que haviam se apagado acenderam todas juntas, iluminando o templo desde as primeiras sombras da noite.

À sua intercessão, reis e rainhas da França acorreram em todos os séculos subsequentes. Ao lado dele, estão outros cinco bispos de Auxerre, incluindo São Gregório.

Parte de suas relíquias foram destruídas em 1567 durante o saque de Auxerre, feito pelos huguenotes (denominação dos protestantes franceses, inspirados no calvinismo de Genebra, responsável pelas guerras religiosas, que grassaram pela França na segunda metade do século XVI).

Em sua terra natal, a Abadia de São Germano de Auxerre guarda sua tumba. Em Paris, a Igreja de São Germano de Auxerre, localizada em frente ao Louvre, também é dedicada a ele.

Mais de 120 municípios franceses levam o nome de Saint-Germain, embora nem todos sejam atribuídos a ele, porque existem outros santos franceses com o mesmo nome.

A principal fonte sobre sua vida é a hagiografia escrita por um aluno seu, Constâncio de Lyon, em 480: “De Vita sancti Germani”.

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