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São Fidélis de Sigmaringa

Presbítero e Mártir (†1622)

Public Domain

São Fidélis de Sigmaringa

Markus Rey nasceu dia 01 de outubro de 1578, na cidade de Sigmaringa, filho do empresário Johannes Rey e Genoveva Rosenberger. Perdeu os pais cedo, mas seu tutor depois dos estudos preparatórios na sua cidade natal matriculou-o na Universidade de Friburgo, na atual Suíça, onde estudou Filosofia e Direito civil e canônico, vindo a formar-se em Direito em 1604.

Iniciou a carreira de advogado na cidade de Colmar, na Alsácia, onde exerceu a profissão durante alguns anos. Católico fervoroso assumia gratuitamente a defesa dos necessitados, tornando-se conhecido pelo seu espírito caritativo.

Aos 35 anos de idade tornou-se frade capuchinho em Friburgo. Incorporou sua biblioteca à do seminário episcopal e os bens distribuiu-os entre os pobres. Adotou então o nome religioso de Fidélis (do latim fidelis, “fiel”) e impôs a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia.

Nomeado superior do convento em Feldkirch, conseguiu a conversão de muitos calvinistas à Igreja Católica. Quando no acampamento militar apareceu uma epidemia, São Fidélis tornou-se o anjo da caridade dos pobres doentes, que recebiam suas visitas diárias. Como superior, usava de máximo rigor para si, lia muitas vezes a santa regra e pedia a Deus não permitisse que um dia fosse pedra de escândalo. Com caridade e mansidão repreendia as faltas aos outros, sendo, porém inexorável quanto à disciplina monástica.

Preocupada com os avanços do calvinismo na região dos Grisões, a Congregação da Propagação da Fé, recentemente instituída, confiou aos capuchinhos a missão de deter a marcha da Reforma naquela região suíça. Com oito companheiros dirigiu-se Fidélis ao novo campo de ação. Estes trabalhos foram coroados de êxito. Muitos calvinistas, entre os quais pessoas de alta colocação, voltaram à fé católica, o que provocou o descontentamento e o ódio de outros sectários. Suas pregações obtiveram algum resultado, em Seewis im Prättigau foram violentamente interrompidas. Houve um grande tumulto na igreja em que pregava e no tiroteio uma bala o atingiu. Antes de abandonar a igreja, ajoelhou-se junto ao altar, recomendando-se a Deus. Tentou tomar o caminho de volta a Grüsch, onde estava localizado seu convento, mas foi atacado por vinte homens armados que lhe exigiram, aos gritos, que renegasse a sua fé. Foi, então, derrubado, e enquanto seus inimigos lhe retalhavam o corpo com armas, pedia a Deus que perdoasse a seus assassinos. Era dia 24 de abril de 1622. Fidélis tinha então 45 anos. A sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos, tendo contribuído para a pacificação da região. Passou a ser considerado mártir da Igreja Católica e figura venerada entre os opositores ao calvinismo.

O corpo de Fidélis foi sepultado com todas as honras, na igreja dos capuchinhos em Feldkirch. Glorioso foi-lhe o túmulo e muitos milagres testificaram a santidade do mártir.

Foi beatificado pelo Papa Bento XII em 24 de abril de 1729 e teve seu nome inscrito no catálogo dos santos  por Bento XIV em 29 de Junho de 1746.

Markus Rey nasceu dia 01 de outubro de 1578, na cidade de Sigmaringa, filho do empresário Johannes Rey e Genoveva Rosenberger. Perdeu os pais cedo, mas seu tutor depois dos estudos preparatórios na sua cidade natal matriculou-o na Universidade de Friburgo, na atual Suíça, onde estudou Filosofia e Direito civil e canônico, vindo a formar-se em Direito em 1604.

Iniciou a carreira de advogado na cidade de Colmar, na Alsácia, onde exerceu a profissão durante alguns anos. Católico fervoroso assumia gratuitamente a defesa dos necessitados, tornando-se conhecido pelo seu espírito caritativo.

Aos 35 anos de idade tornou-se frade capuchinho em Friburgo. Incorporou sua biblioteca à do seminário episcopal e os bens distribuiu-os entre os pobres. Adotou então o nome religioso de Fidélis (do latim fidelis, “fiel”) e impôs a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia.

Nomeado superior do convento em Feldkirch, conseguiu a conversão de muitos calvinistas à Igreja Católica. Quando no acampamento militar apareceu uma epidemia, São Fidélis tornou-se o anjo da caridade dos pobres doentes, que recebiam suas visitas diárias. Como superior, usava de máximo rigor para si, lia muitas vezes a santa regra e pedia a Deus não permitisse que um dia fosse pedra de escândalo. Com caridade e mansidão repreendia as faltas aos outros, sendo, porém inexorável quanto à disciplina monástica.

Preocupada com os avanços do calvinismo na região dos Grisões, a Congregação da Propagação da Fé, recentemente instituída, confiou aos capuchinhos a missão de deter a marcha da Reforma naquela região suíça. Com oito companheiros dirigiu-se Fidélis ao novo campo de ação. Estes trabalhos foram coroados de êxito. Muitos calvinistas, entre os quais pessoas de alta colocação, voltaram à fé católica, o que provocou o descontentamento e o ódio de outros sectários. Suas pregações obtiveram algum resultado, em Seewis im Prättigau foram violentamente interrompidas. Houve um grande tumulto na igreja em que pregava e no tiroteio uma bala o atingiu. Antes de abandonar a igreja, ajoelhou-se junto ao altar, recomendando-se a Deus. Tentou tomar o caminho de volta a Grüsch, onde estava localizado seu convento, mas foi atacado por vinte homens armados que lhe exigiram, aos gritos, que renegasse a sua fé. Foi, então, derrubado, e enquanto seus inimigos lhe retalhavam o corpo com armas, pedia a Deus que perdoasse a seus assassinos. Era dia 24 de abril de 1622. Fidélis tinha então 45 anos. A sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos, tendo contribuído para a pacificação da região. Passou a ser considerado mártir da Igreja Católica e figura venerada entre os opositores ao calvinismo.

O corpo de Fidélis foi sepultado com todas as honras, na igreja dos capuchinhos em Feldkirch. Glorioso foi-lhe o túmulo e muitos milagres testificaram a santidade do mártir.

Foi beatificado pelo Papa Bento XII em 24 de abril de 1729 e teve seu nome inscrito no catálogo dos santos por Bento XIV em 29 de Junho de 1746.

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