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É possível comunicar-se com os mortos? (4 de 4)

LACZ Gerard / SUNSET
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Conheça mais sobre o que está por trás do espiritismo

Se somente Deus conhece o futuro, o que ocorre realmente em uma sessão de comunicação com os mortos?

Na maior parte das vezes, o que existe é uma fraude, um engano por parte dos supostos médiuns. Quando se fala de sons, barulhos e fenômenos difíceis de explicar, em geral, quando investigados, têm causas naturais.

Em alguns casos, pode ocorrer que pessoas com problemas psicológicos (como em alguns casos de esquizofrenia) acreditem ouvir vozes ou ter sensações que na verdade não são reais, que só ocorrem em sua mente – alucinações e delírios. E em raríssimas ocasiões, como diz São Tomás de Aquino, pode acontecer que sejam os demônios que se fazem passar por espíritos dos mortos, por meio de sugestões ou fazendo aparições falsas de pessoas falecidas. Porém, não se trata de enxergar demônios em todos os cantos, como alguns falsamente interpretam, porque o fato de isso ser possível não significa que é frequente – já que o mais comum é que se trate de uma fraude mesmo.

O documento da Conferência Episcopal da Toscana, de 1994, chamado “Magia e demonologia”, afirma que, “nas sessões de espiritismo, os participantes e o médium (forma moderna dos antigos necromantes) se prodigam na invocação das almas dos defuntos (por exemplo, supostas gravações de vozes); na realidade, introduzem uma forma de alienação do presente e realizam uma mistificação da fé no além, geralmente com truques, agindo de fato como instrumentos de forças do mal, que os usam às vezes para fins destrutivos, orientados a confundir a pessoa e afastá-la de Deus“.

O mesmo documento alerta sobre a “busca de fatos extraordinários e milagrosos, que podemos detectar inclusive em ambientes cristãos – busca que, algumas vezes, apela a um falso misticismo ou a fenômenos de revelações privadas; outras, chega inclusive a dirigir-se a referências demonológicas, sem uma verificação racional e longe de uma autêntica maturidade na fé”.

A Igreja sempre se opôs a este tipo de prática – inclusive, quando se tornou comum frequentar sessões espíritas, manifestou-se da seguinte maneira:

O Santo Ofício (4 de agosto de 1856) afirmou, em referência a experimentações do então chamado magnetismo, mesmerismo ou hipnose, também usado para falar com os mortos, que era uma prática ilícita: “A aplicação de princípios e meios puramente físicos a coisas e efeitos verdadeiramente sobrenaturais para explicá-las fisicamente não é senão um engano totalmente ilícito e herético. (…) Até tal ponto cresceu a malícia dos homens que, descuidando o estudo lícito da ciência, buscando, ao invés disso, saciar a curiosidade, com grande prejuízo para as almas e dano à própria sociedade civil, se gloriam de ter alcançado certo princípio de vaticinar e adivinhar. Daí que, com os embustes do sonambulismo e da que chamam de clara intuição, (…) presumem pronunciar palavras sobre a própria religião, evocar as almas dos mortos, receber respostas, descobrir coisas distantes e desconhecidas, e praticar outras superstições do estilo, com o fim de lucrar (…). Em tudo isso, seja qual for a arte ou ilusão que utilizem, ou meios físicos para fins não naturais, há decepção totalmente ilícita e herética, bem como escândalo contra a honestidade dos costumes”.

O Santo Ofício (24 de abril de 1917) afirmou que não era lícito, “por meio do chamado ‘médium’ ou sem ele, empregando ou não o hipnotismo, assistir a quaisquer alocuções ou manifestações espíritas, sequer as que apresentam aparência de honestidade ou de piedade, ora interrogando as almas ou espíritos, ora ouvindo suas respostas, ainda que seja só observando, sem intenção de falar com os espíritos malignos”.

Nunca foi demonstrado e não há prova alguma suficientemente contrastada pela qual se possa dizer que é possível entrar em contato com os mortos e falar com eles recorrendo a bruxos, necromantes, adivinhos ou magos de qualquer tipo. Apesar do que alguns acreditam, não há prova alguma. Quase todos os casos são fraudes e enganos, como já afirmamos. Dessa maneira, os sacerdotes Carlos María de Heredia, S. J., e Óscar González Quevedo, S. J., ou cientistas como Dmitri Mendeléyev, Martin Gardner, bem como magos (especialistas em truques e fraudes) como James Randi, entre outros, demonstraram a fraude dos espíritas e suas supostas comunicações com os mortos.

Portanto, tenhamos fé e confiança em Deus, em sua Providência, inclusive nos momentos de escuridão. Porque o que é certo é que podemos, sim, falar com Deus, rezar a Ele; e que nele depositemos nossos desejos e petições, nossos assuntos, inclusive os que tenhamos com pessoas já falecidas, pois só Ele, Senhor de vivos e mortos, é quem tem este senhorio. Só Deus.

Leia mais (as 4 matérias completas):

É possível comunicar-se com os mortos? (1 de 4)

É possível comunicar-se com os mortos? (2 de 4)

É possível comunicar-se com os mortos? (3 de 4)

É possível comunicar-se com os mortos? (4 de 4)
Referências:

+ “La fe cristiana ante el espiritismo”, Miguel Pastorino, pbro.
http://info-ries.blogspot.com.es/2012/12/cristianismo-y-espiritismo.html
+ “¿Puedo asistir a un médium para poder comunicarme con mi abuelita que murió hace un año?”, Miguel Ángel Fuentes, IVE.
http://www.es.catholic.net/sectasapologeticayconversos/574/3063/articulo.php?id=37676

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