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Papa Francisco: a Igreja não deve ter ideologias, mas a Palavra

© Andreas SOLARO / AFP
El Papa Francisco
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Peçamos a graça: a dignidade de João, sem um Evangelho que seja considerado uma propriedade, só uma Igreja, uma voz que indica a Palavra e que isso seja assim até o martírio

Como São João, a Igreja está chamada a proclamar a Palavra de Deus até o martírio. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa de hoje na Casa Santa Marta, na solenidade do nascimento de São João Batista.

 

Segundo o Papa, a figura de João Batista não é fácil de entender. “João é aquele que indica, que assinala; o sentido da vida de João é assinalar o outro”. João era “o homem da luz, levava a luz, não era a própria luz, mas a refletia”. Ele era como “uma lua”: quando Jesus começou a pregar, a luz de João começou a diminuir e baixar.

 

João parece ser ninguém”. “Mas quando contemplamos a vida deste homem, tão grande, tão potente – todos acreditavam que ele era o Messias –, quando contemplamos a sua vida, como ia se abaixando até a obscuridade de um cárcere, contemplamos um grande mistério. Não sabemos como foram os últimos dias de João. Não sabemos. Sabemos apenas que foi assassinado, de sua cabeça em uma bandeja.”

 

No cárcere – prosseguiu o Papa –, João experimentou dúvidas, sentia angústia, e chamou seus discípulos para que fossem perguntar a Jesus: “És tu ou devemos esperar outro?” Existe “a escuridão, a dor em sua vida”. Nem sequer disso João foi preservado: “a figura de João me recorda muito a Igreja”.

 

“A Igreja existe para proclamar, para ser voz de uma Palavra, do Esposo, que é a Palavra. E a Igreja existe para proclamar esta Palavra até o martírio. Martírio pelas mãos, precisamente, dos soberbos, dos mais soberbos da Terra. João poderia ter-se feito importante, poderia ter falado de si mesmo. Mas nunca fez isso: ele apontava, se sentia voz, não Palavra. O segredo de João. Por que João era santo e não pecava? Porque nunca assumiu uma verdade como própria, não se tornou ideólogo. Ele negou a si mesmo, para que a Palavra chegasse. E nós, como Igreja, devemos pedir hoje a graça de não nos convertermos em uma Igreja ideologizada”.

 

A Igreja – acrescentou Francisco – deve escutar a Palavra de Jesus e se converter em voz, proclamá-la com valentia. “Esta é a Igreja sem ideologias, sem vida própria: a Igreja que é o mysterium lunae, que tem a luz de seu Esposo e que deve diminuir para que Ele cresça”.

 

“Este é o modelo que João nos oferece, para nós e para a Igreja. Uma Igreja que esteja sempre a serviço da Palavra. Uma Igreja que não tome nada para si. Hoje na oração pedimos a graça da alegria, pedimos ao Senhor que anime esta Igreja no serviço da Palavra, que seja voz desta Palavra, que pregue esta Palavra. Peçamos a graça: a dignidade de João, sem ideias próprias, sem um Evangelho que seja considerado uma propriedade, só uma Igreja, uma voz que indica a Palavra e que isso seja assim até o martírio. Assim seja.”

 

(Com Radio Vaticano)

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