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Papa Francisco: Deus tem paciência; nós também devemos ter

© Vincenzo PINTO / AFP
El Papa Francisco saluda a los fieles 
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Não apenas nós devemos ter paciência: Ele também tem! Ele nos espera. E nos espera até o final da vida. Pensemos no ladrão, que no fim reconheceu Deus

Deus nos pede que sejamos pacientes e irrepreensíveis, caminhando sempre em sua presença. Foi o que afirmou o Papa Francisco na missa desta sexta-feira, na Casa Santa Marta.

 

No contexto da liturgia da Palavra, o Papa assinalou que o Senhor entra lentamente na vida de Abraão; ele tem 99 anos quando lhe é prometido um filho. Mas o Senhor entra rapidamente na vida de um leproso: Jesus escuta a sua oração, toca-o e acontece o milagre.

 

“Quando o Senhor chega – observou o Papa –, nem sempre faz da mesma maneira. Não existe um protocolo de ação de Deus em nossa vida, não existe”. Uma vez Ele “faz de uma forma, outras vezes de outra”, mas sempre faz. “Sempre existe o encontro entre nós e o Senhor.” 

 

“O Senhor escolhe sempre seu modo de entrar em nossa vida. Muitas vezes o faz muito lentamente, de forma que nos arriscamos a perder um pouco a paciência: ‘mas Senhor, quando? E rezamos, rezamos… E não chega a sua intervenção em nossa vida. Outras vezes, quando pensamos no que o Senhor nos prometeu, é tão grandioso que somos um pouco incrédulos, um pouco céticos e, como Abraão, um pouco às escondidas, sorrimos”, afirmou o Papa.

 

“O Senhor tem o seu tempo. Mas inclusive Ele, nesta relação conosco, tem muita paciência. Não apenas nós devemos ter paciência: Ele também tem! Ele nos espera. E nos espera até o final da vida. Pensemos no ladrão, que no fim reconheceu Deus”, disse Francisco.

 

Segundo o Papa, “o Senhor caminha conosco, mas muitas vezes não se deixa ver, como no caso dos discípulos de Emaús. O Senhor se implica em nossa vida, isso é fato! Mas muitas vezes não o vemos. Isso exige paciência”. 

 

Algumas vezes na vida – afirmou o Papa – “as coisas se tornam obscuras, há muita escuridão, e nós queremos – se estamos em dificuldades – descer da cruz”. Este é o momento preciso: “a noite é mais escura quando está próximo o amanhecer. É o momento em que descemos da cruz, e o fazemos cinco minutos antes de chegar a libertação, no maior momento da impaciência”.

 

“Jesus, na cruz, escutava que o desafiavam: ‘desce, desce, vem’. Paciência até o fim, porque Ele tem paciência conosco. Ele entra sempre, Ele se implica, mas o faz à sua maneira e quando pensa que é melhor para nós. Apenas nos diz o que disse para Abraão: ‘anda na minha presença e sê perfeito’, sê irrepreensível, é a palavra justa. Anda na minha presença e tente ser irrepreensível. Esse é o caminho com o Senhor e Ele intervém, mas devemos esperar, esperar o momento, caminhando sempre em sua presença e tentando ser irrepreensíveis. Peçamos esta graça ao Senhor: caminhar em sua presença, tentando ser irrepreensíveis.”

 

© Radio Vaticano

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