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Será que sou uma pessoa ansiosa demais? O que fazer?

© Zurijeta/SHUTTERSTOCK
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Procurar a causa antes de recorrer aos remédios: esta é a dica do psiquiatra Paulino Castells

Muita ansiedade e muitos remédios: uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa sobre Fitoterapia (Infito) revela que um terço dos espanhóis toma ou já tomou algum remédio contra a ansiedade. E isso não é muito diferente em outros países do mundo.
 
Recorrer aos remédios diante da tensão e do mal-estar psicológico pode ser eficaz a curto prazo, mas nem sempre é a solução mais adequada, adverte o psiquiatra especialista em temas de família, Paulino Castells.
 
Em uma conversa com a Aleteia, o professor titular de Psicologia na Universidade Abat Oliba CEU propõe, antes de tudo, parar, olhar para o próprio interior e encontrar-se consigo mesmo e com o sentido da vida.
 
Como saber se a pessoa sofre de ansiedade?
 
A ansiedade é uma sensação de mal-estar psicológico que dá ao corpo um estado de alerta, de tensão, o que não ocorre quando estamos sossegados e sem preocupações.
 
É preciso tratá-la com remédios?
 
Nem sempre. Mas, em uma sociedade em que se valoriza a rapidez nas soluções, pode parecer o caminho mais efetivo. Não consigo dormir, não consigo comer, então o remedinho parece ser a solução, ao invés de procurar a origem, a causa da insônia, da falta de apetite.
 
Nem sempre é preciso recorrer aos remédios. Há tratamentos naturais, homeopáticos, com ervas, que também podem ajudar.
 
A indústria farmacêutica tem algo a ver com o fácil acesso aos remédios?
 
Também influencia. Estamos em um momento crítico, no qual alguns acusam os laboratórios inclusive de inventar patologias, como o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Isso tampouco é verdade, mas realmente existe uma pressão dos laboratórios para vender medicamentos.
 
No caso do TDAH, uma alimentação adequada poderia substituir os remédios.
 
Por que cada vez é mais difícil ter equilíbrio mental em nossas sociedades?
 
Porque estão nos programando para ser desequilibrados. Tenta-se anular o senso crítico, o pensamento tradicional; recebemos uma série de novos paradigmas, de formas de viver, e tudo isso vai desorientando as pessoas.
 
As famílias perdem um pouco a bússola. Por isso, alguns médicos tentam divulgar outro enfoque. Não podemos cair em um pensamento unidirecional de consumismo: "Se a pessoa sofre de X, então precisa tomar o remédio Y". Eu prefiro oferecer amplos argumentos para que haja senso crítico.
 
Como chegar a este equilíbrio?
 
Parando um pouco, tampando os ouvidos e fechando os olhos; olhando para dentro, ao invés de para fora; desligando um pouco a televisão, o computador, o celular, e perguntando-se se realmente precisamos de determinada realidade, ou se há outras maneiras de resolver o problema.
 
Por que existe um movimento quase migratório de pessoas, jovens e adultos, que decidem ir morar no campo? Precisamente para fugir desse turbilhão. Muita gente faz isso, gente com responsabilidades e cargos sérios.
 
Mas nem sempre é fácil fazer esta parada; as obrigações e responsabilidades nos impedem de parar e iniciar um processo lento de mudança…
 
Não tenho tempo? Preciso buscá-lo. Tempo para a leitura, para brincar com os filhos, para meditar. O ser humano precisa se encontrar consigo mesmo. É o que dizia Victor Frankl: o homem em busca de sentido.
 
É preciso buscar o sentido da vida. Nós, cristãos, temos isso um pouco mais resolvido, porque temos uma transcendência, mas qualquer pessoa é capaz de encontrar um sentido na vida.
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