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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

No dia 1 de Janeiro de 1968, celebrou-se o primeiro "Dia Mundial da Paz", anunciado por Paulo VI, que, na mesma mensagem de 8 de Dezembro, expusera programaticamente os vários aspectos deste grande tema do seu magistério. "Importa sempre falar de paz — escreve — importa educar o mundo para amar a paz, construí-la, defendê-la; quer contra as renascentes premissas da guerra, quer contra as insídias de um pacifismo táctico que narcotiza o adversário para abatê-lo ou desarma nos espíritos o sentido da justiça, do dever e do sacrifício.. Importa suscitar nos homens do nosso tempo e das gerações vindouras o sentido e o amor da paz, fundada sobre a verdade, a justiça, a liberdade, o amor”.

O ano de 1967 fechara com muitas sombras na esfera internacional. A voz do Papa levantava-se num momento em que a realidade dos factos parecia duramente contradizê-la. Poucos dias antes, Paulo VI vivera um momento significativo da sua luta contra o conflito vietnamita, recebendo em audiência o Presidente dos Estados Unidos da América Johnson. "Paz, paz!" — exclamou no discurso do fim de ano. "Paz ao mundo em nome do Senhor!" — repete em onze línguas. Algumas horas antes, tinha ido ao Hospital do Menino Jesus pedir às crianças enfermas que, à sua, associassem a própria oração pela paz.

O "doce nome de paz" iria ressoar inúmeras vezes, através do ano, nos lábios do Santo Padre. Voltou ao tema, no dia 3 de Janeiro, quando falou aos "Laureati" da Acção Católica sobre "o sentido cristão da paz", e depois, em 18 de Janeiro, no discurso aos Chefes de missão do Corpo Diplomático, os quais — disse — "consagram os seus esforços ao prosseguimento do magnifico ideal da luta contra a guerra, isto é, contra a loucura dos homens, pelo triunfo da razão e do direito, pelo advento duma paz justa e duradoura sobre a terra".

No colóquio de Paulo VI com o Presidente do Conselho jugoslavo Spiljak, a paz teve ainda um lugar dominante, como também em 24 de Janeiro com o Primeiro-Ministro da Roménia, Maurer, e, em 4 de Fevereiro, com o Chanceler alemão Kiesinger. Nem o Papa, enquanto continuavam a chegar de todo o mundo mensagens de adesão ao "Dia", se cansava de recordar o tema em qualquer ocasião: falando em 17 de Janeiro a um grupo de peregrinos vietnamitas, presentes na Audiência geral; saudando em 19 da Janeiro a missão especial denominada "de boa vontade", à partida para Nova Delhi; recebendo, em 27 de Janeiro, professores e alunos do Colégio de Defesa da NATO.

Paz e justiça

Por meio da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, enviava Paulo VI, no dia 29 de Janeiro, também uma mensagem ao Secretário-Geral da UNCTAD, relembrando o ensinamento da Populorum progressio. No discurso dirigido, em 18 de Fevereiro, a onze novos Embaixadores e a um Ministro plenipotenciário que apresentavam as Cartas Credenciais, unia de novo a solicitude para com os Países em vias de desenvolvimento ao convite para procurar e robustecer por todos os meios uma paz justa e duradoura.

Nos mesmo, dias, assinalava-se a notícia de uma nova oferta do Santo Padre, através da "Cáritas", para suavizar os sofrimentos dos feridos, dos prófugos e de todas as vítimas do conflito vietnamita.
A paz esteve presente ainda na Carta Pontifícia à Reunião das Semanas Sociais de França e nas breves exortações dominicais do Santo Padre, ao "Angelus", de 5, 11 e 18 de Fevereiro. Em 17 do mesmo mês, Paulo VI tinha pronunciado tocantes palavras de agradecimento às crianças que tinham oferecido orações e pequeninos sacrifícios pela Paz. "Que pode desejar mais o Papa — confidenciava às crianças recebidas em audiência — senão que reine a Paz? Que todos os homens se amem entre si como irmãos? Que cessem os horrores da guerra em tantas partes do mundo, onde são vítimas também multa, crianças inocentes como vós, as quais ficam sem pais, sem leito, sem pão?".

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