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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

O "Angelus," do primeiro domingo da Quaresma foi ocasião de uma exortação pontifícia para escutar a voz da Igreja, diante de "vozes tão amargas que nos chegam do mundo nestes dias".

Na manhã de 9 de Março, o Papa celebrou na Capela particular a Santa Missa para implorar do Senhor a paz cristã entre as populações da África meridional, perturbadas por questões raciais. Num telegrama do Cardeal Cicognani ao Arcebispo de Salisbury, deploravam-se as execuções de africanos praticadas na Rodésia, e formulavam-se ardente, votos de que não fossem efectuadas outras condenações.

No mês de Março, um novo telegrama, assinado pelo Secretario de Estado, fazia ressoar ainda no mundo perturbado por um novo conflito, a voz de Paulo VI ansiosa de paz. Profundamente angustiado pelas notícias de violências e de recontros na Jordânia, o Papa augurava e abandono do uso da força e uma "solução justa e duradoura dos prolongados dissídios". Era o primeiro aniversário da Populorum progressio. Ao celebrá-lo, Paulo VI teve no dia 27 de Março severas palavras contra a teologia da violência. Em 7 de Abril, o assassínio de Martin Luther King, "inerme e cristão profeta da integração racial", esteve no centro dos pensamentos do Papa, o Qual depois de haver benzido os Ramos — associou, na homilia, a ocorrência à "trágica narração da Paixão de Cristo". A Conferência da UNCTAD concluíra-se, entretanto, com insucesso.

No discurso pronunciado no dia da Páscoa, antes da Benção "Urbi et Orbi", o pensamento de Paulo VI correu ainda “à difícil paz naquela faixa estreita de terra asiática onde a guerra parece não poder terminar nunca" e "ao pavoroso abalo" que sentiu o mundo pelos conflitos no Próximo Oriente e na África. Aos votos de que "não triunfe o cepticismo acerca da inaptidão constitucional da humanidade para progredir na liberdade, na justiça e na paz" uniu os da "afirmação mais clara, mais respeitável, mais operante dos direitos do homem". Retomou amplamente este tema na mensagem ao Presidente da Conferência de Teerão (aberta a 22 de Abril) e na carta ao Secretário da Pontifícia Comissão "Justitia et Pax", por ocasião da Conferência de Beirute sobre o desenvolvimento.

A 5 de Maio, ao comentar o início dos encontros para a paz no Vietnam, Paulo VI escolheu precisamente um dos colóquios dominicais com os fiéis, no "Angelus", para informar que tinham sido oficialmente oferecidos os palácios do Vaticano e de Latrão a fim de que, "na falta de outra alternativa, fossem aqui iniciados, sem nenhuma interferência Nossa, os primeiros colóquios". Mas acrescentava: "o acordo que deve garantir a paz a ambas as regiões do País asiático, teatro da guerra, não parece ainda maduro nos espíritos. É preciso um prodígio que suplicaremos à Rainha da Paz".

Ainda num colóquio directo com os fiéis, durante a audiência geral de 8 de Maio, o Santo Padre anunciou a sua iminente viagem a Bogotá, exprimindo pensamentos de paz e votos pelo desenvolvimento da América Latina. O tema da paz esteve presente em todos os discursos pronunciados na Colômbia, no mês de Agosto, onde pregou a justiça social, condenando a violência em todas as suas formas.

Um novo luto cala sobre o mundo no mês de Junho. Pelo assassínio de Robert Kennedy, o Papa teve mais uma vez palavras de vibrante deploração. "A coragem ideal e moral destas vítimas insignes da covardia mortal e das paixões perversas donde esta haure a sua desumana ferocidade, especialmente o ódio e o egoísmo — disse, além do mais, no ‘"Angelus" de domingo, 9 de Junho seja uma admoestação salutar a cada um de nós a consagrar-lhe o nosso pensamento e a nossa acção". A exaltação da não-violência foi o tema central do discurso que o Papa dirigiu, em 24 de Junho, ao Sacro Colégio dos Cardeais ao qual fez um amplo panorama da situação internacional, ocupando-se principalmente da evolução das negociações referentes ao Vietnam, das tristes consequências da guerra na Nigéria, da situação no Próximo Oriente, do problema de Jerusalém e dos Lugares Santos. Manifestou depois a sua satisfação pela aprovação que as Nações Unidas deram ao Tratado de não-proliferação nuclear.

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