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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

É longo catálogo de intervenções que abarca apenas a actividade de poucos meses. Para cada ano, para cada breve período, poder-se-iam compilar elencos idênticos, pôr em fila datas e iniciativas. Mas o património de actos que nos deixou o Santo Padre Paulo VI é tão vasto e rico que é preciso proceder sumariamente, limitando a uma série de recordações vivas o que deveria ser uma nota biográfica mais completa. Os grandes temas, por outro lado, aparecem continuamente em todos os momentos do pontificado. O Concílio está sempre presente, como na exortação de 5 de Abril de 1968 que principia com as mesmas palavras da Constituição conciliar sabre a Igreja no Mundo Contemporâneo: Gaudium et Spes. "Renovação, sim — admoestava o Papa na exortação —; mudança arbitrária, não. História sempre viva e nova da Igreja, sim; historicismo que dissolve o empenho dogmático tradicional segundo o ensino do Concílio, não; teologia conforme com livres teorias subjectivas, muitas vezes tomadas por empréstimo de fontes adversárias, não. Igreja aberta à caridade ecuménica, ao dialogo responsável e ao reconhecimento dos valores cristãos dos irmãos separados, sim; irenismo que renuncia às verdades da fé ou propenso a uniformizar-se com certos princípios negativos que favoreceram a separação de tantos irmãos cristãos do centro da unidade da comunhão católica, não. Liberdade religiosa para todos, no âmbito da sociedade civil sim; como igualmente; liberdade de adesão pessoal à religião, segundo a escolha meditada da própria consciência, sim; liberdade de consciência, como critério de liberdade religiosa, não apoiada na autenticidade de um ensino sério e autorizado, não; e assim por diante".

E a mesma solicitude pela integridade da fé que se encontra no "Credo do Povo de Deus" que assinala o ano da fé e o quinto do pontificado.

Humanae vitae

O sexto ano é o ano da Humanae vitae (25 de Julho); encíclica fundamental, então hostilizada pela onda permissiva da moda, mas destinada, com o tempo, a demonstrar progressivamente o seu indubitável peso específico no quadro do contexto mais amplo da defesa da vida: outro grande tema do pontificado, desenvolvido de modo especial no magistério dos últimos anos, em coincidência com a aprovação em vários países do mundo de leis iníquas que liberalizam o aborto. Paulo VI será incansável em afirmar o sacro valor da vida que vem de Deus e, como tal, deve ser respeitada e tutelada pelo homem contra qualquer tentativa de rebaixá-la e de negá-la.

O ano de 1969 abre-se com a celebração do Dia da Paz. "Não se improvisa uma paz verdadeira — são palavras do Papa durante a Homilia da Missa celebrada, nesta ocasião, na Basílica romana de Santa Maria de Ara Coeli —: não se mantém uma paz imposta pela opressão ou pelo temor ou por ordenamentos jurídicos iníquos e não admissíveis. A paz deve ser humana; portanto, livre, justa e feliz". Também na semana seguinte, na audiência ao Corpo Diplomático, Paulo VI exporá o conceito do serviço comum às grandes causas humanas, pondo-se em primeiro plano no empenho pela busca do verdadeiro bem de todos os povos: um empenho reafirmado várias vezes ainda nos meses seguintes, por ocasião da intensificação do conflito no Vietnam, no Próximo Oriente e na Nigéria. O Papa falou sobre a paz também com o Presidente dos Estados Unidos da América (recebido em audiência a 2 de Março) e com outras personalidades políticas de todo o mundo com quem se encontrou em diversas ocasiões.

A 28 de Abril, o Santo Padre reuniu o Consistório Secreto para a nomeação de 35 novos Cardeais. Nesta oportunidade, anunciou o novo "Ordo Missae" e o novo Calendário romano; informou que havia instituído a Comissão Teológica Internacional e que havia disposto a divisão da Sagrada Congregação para os Ritos em dois dicastérios distintos. No primeiro de Maio, na concelebração com os novos Cardeais, Paulo VI deteve-se, na homilia, sobre o espírito de pobreza e de amor como glória e sinal da Igreja. Deve recordar-se, além do mais, no último período do sexto ano de pontificado, o "Motu proprio" Sanctitas Clarior que dispõe a unificação dos dois processos das Causas de beatificação e de canonização.

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Beatificacao
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