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O papa Francisco depois do “caso dos coelhos”

AP Photo/Andrew Medichini
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Há motivos para o alvoroço entre os católicos?

Para vários católicos, a imagem do papa Francisco sofreu certa “deflação” na semana passada.

Foi a semana do “eu fiquei devastado com o que este papa disse”. Algumas pessoas “ficaram devastadas” porque o Santo Padre fez uma explícita e vigorosa defesa da doutrina da Igreja que rejeita a contracepção artificial. Aqui nos Estados Unidos, este foi o caso da popular escritora e colunista Margery Eagan, que escreveu no site Crux: “O papa Francisco fez com que eu me sentisse uma tola por ter esperado que, com ele, a Igreja fosse acabar com a proibição completamente indefensável da contracepção”.

Já para os cristãos que acreditam que é justamente o uso generalizado da contracepção artificial que é indefensável, o momento “fiquei devastado com o que este papa disse” veio um pouco mais tarde. Na entrevista coletiva durante o voo de volta de Manila, o papa pronunciou as palavras fatídicas: “Alguns acham que, para ser bons católicos, precisam ser como coelhos. Não! Paternidade responsável!”.

E ele destacou um caso em particular. “Faz alguns meses, numa paróquia, eu repreendi uma mulher que estava grávida do oitavo filho, depois de passar por sete cesarianas. Mas você quer deixar os sete órfãos? Isso é tentar a Deus!”.

Para os católicos como eu, que compartilho com entusiasmo as novidades de cada viagem com os meus nove filhos (o último dos quais nasceu num contexto de muitas dificuldades médicas), essas palavras do papa foram bem difíceis de digerir. Vínhamos acompanhando encantados as palavras doces com que ele tem defendido o casamento tradicional e a abertura à vida, e, de repente, foi como se, no meio dessa doçura toda, fôssemos surpreendidos por uma mordida seca.

O conselho que eu dou aos meus filhos se aplica neste momento a mim mesmo: “Não se sinta machucado pela maneira de alguém dizer alguma coisa; entenda, por trás do tom, o conteúdo das palavras e veja se elas estão dizendo algo verdadeiro”.

E o conteúdo das palavras do papa é verdadeiro. O planejamento familiar natural pode e deve ser usado para limitar o tamanho da família quando existe uma razão séria para isso.

Mas o tom utilizado na declaração me pareceu equivocado. Os católicos do Ocidente relutam muito em ter filhos; a comparação com os coelhos pode piorar a situação.

Para seu grande crédito, o papa esclareceu a sua posição já na primeira oportunidade, elogiando as famílias numerosas. Mas o estrago estava feito. O “sentimento de encanto” tinha passado. E se o Facebook servir como indicativo, muitas famílias católicas numerosas estão bem menos encantadas com o papa Francisco depois do "caso dos coelhos".

Acontece que isso, talvez, seja uma coisa boa!

O próprio papa Francisco já falou do quanto se sente desconfortável com a visão idealizada que muita gente tem dele: "Se eu não estou enganado, Sigmund Freud disse que em toda idealização existe uma agressão", declarou Francisco, explicando que representar o papa como uma espécie de super-homem ou um tipo de astro é irreal. “O papa é um homem que ri, que chora, que dorme serenamente e que tem amigos, como todo mundo. Uma pessoa normal”, disse ele. E isso também é verdade.

Na leitura do Evangelho deste último domingo, quando Jesus chama os primeiros apóstolos, incluindo Pedro, o primeiro papa, ele escolhe homens que são não “impressionantes” para os padrões do mundo. Deus sempre faz isso. Ele quer que não reste nenhuma dúvida sobre isso: Ele chama homens em conflito, como Moisés; homens assustados, como Jonas; homens inconstantes, como Pedro. São homens que nunca poderiam salvar o mundo. Só Deus pode. E salva. No entanto, Deus escolhe agir através de homens e mulheres normais, cheios de virtudes e defeitos.

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