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Façamos do Facebook um lugar melhor para viver

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Reportagem local - publicado em 12/10/16

Dicas concretas para melhorar a qualidade da nossa sociabilidade virtual

Por Ethevaldo Siqueira*

Penso, talvez ingenuamente, que todos nós, internautas que participam deste Facebook, poderíamos dar nossa contribuição pessoal para transformar esta rede num lugar realmente melhor para nosso convívio. Com esse objetivo central, faço novamente a proposta que lhes sugeri há mais de um ano. Pode parecer sonho ou utopia, mas reitero minhas sugestões, a partir destas perguntas básicas:

• Por que não contribuir com melhores textos, em lugar do besteirol dominante que vemos e lemos aqui todos os dias?

• Por que não escrever mais sobre temas de maior valor cultural, que acrescentem algo mais a cada leitor?

• Por que não oferecer textos que suscitem reflexões ou mesmo debate de alto nível de ideias?

• Por que não falar sobre arte, história, economia, tecnologia, astronomia, música, cinema, comunicação de massa, antropologia, sociologia, política, cultura, artes e ciências em geral?

Não há (nem pode haver) conteúdo indesejável ou assunto proibido nesta rede. Podemos escrever sobre tudo. O importante nesse caso não é apenas o conteúdo, mas a forma com que o tratamos. É a linguagem, o tom ou a abordagem. Eis aí o pequeno segredo para a grande transformação deste espaço virtual.

Como? Aqui vão minhas sugestões. Acho que cada de nós deveria comprometer-se com alguns procedimentos éticos:

• Nunca parecer donos da verdade.

• Não xingar o interlocutor – pois não somos superiores a ninguém, no campo das opiniões.

• Nunca partir para o ataque pessoal, nem em resposta a agressões, em lugar de responder aos argumentos do opositor de ideias.

• Não insultar, não ridicularizar nem por carapuças no contendor intelectual ou político, só porque ele não concorda com nossas premissas.

Sei que isso parece uma utopia. Ou um sonho. Mas, confesso, eu tenho esse sonho, o de usar as redes sociais para transformar o mundo em um lugar melhor para a vida dos seres humanos.

E creio que isso é possível. Não me refiro apenas ou exclusivamente a este Facebook, mas a todas as redes sociais em geral, que poderiam ser um primeiro grande passo para nos aproximarmos cada dia mais.

Pense no besteirol, nas agressões de todos os tipos, nas piadinhas estúpidas, na eterna tentativa de ridicularizar e desconstruir o adversário – fatos tão comuns nesta rede.

• Não seria muito melhor se cada um de nós pudesse dar uma contribuição construtiva, positiva e pessoal para o aprimoramento da cultura, para a democratização da informação, para o confronto civilizado de opiniões?

Poderíamos escrever muito mais sobre nosso trabalho cotidiano, nossos estudos, nossos ideais, nossas paixões intelectuais, nossa visão do futuro, nossa biografia, nossas experiências mais positivas ou mesmo sobre os episódios mais dolorosos que vivemos.

Os sábios da Antiguidade nos legaram pensamentos que sempre nos valem em momentos especiais da vida. Agora, por exemplo, eu usaria este, para resumir minha mensagem:

“Sou Homem. Nada do que é humano a mim é estranho”. (“Homo sum: Nihil humani a me alienum puto” – em latim).

Esse pensamento é de Públio Terêncio Afro, ou Publius Terentius Afer, na forma original de seu nome latino. Poeta romano, dramaturgo, autor de pelo menos seis comédias, Terêncio viveu de 195 a 159 a.C. Costumo dizer tudo isso de outra forma: “Somos seres humanos. Portanto, tudo que é humano nos diz respeito.”

Para finalizar, afirmo que todos os assuntos e temas da vida humana podem ser tratados com seriedade e respeito neste Facebook.

Aliás, em certo sentido, a internet nos oferece um espaço virtual global muito parecido com o da Ágora, a praça que existia no centro de Atenas e era um ponto de reunião diária dos cidadãos, para trocar ideias e discutir livremente os problemas de interesse de todos.

Vocês aceitam o convite para melhorar nossa Ágora Eletrônica?

*Artigo publicado no Facebook de Ethevaldo Siqueira: https://www.facebook.com/ethevaldo.siqueira.7/posts/10210681788383861

Tags:
ComunicaçãoRedes sociaistecnologia
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