Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Ela resolveu parar e conversar com esse morador de rua. E olha no que deu

Compartilhar

Tudo começou quando Douglas pediu desculpas a ela por estar fumando perto, e ela...

Você já parou pra pensar que as pessoas em situação de rua têm uma história pra contar? E que essa história tem que ser recebida sem julgamentos, apenas escutada? Afinal, todos cometemos erros, e então por que não damos uma segunda chance para essas pessoas?

A Bruna Castro publicou recentemente em sua timeline do Facebook uma história que nos ensina a escutar mais os outros, e que qualquer pessoa pode se redimir e querer uma vida digna.

Tudo começou quando Douglas pediu desculpas a ela por estar fumando perto, e ela disse que tudo bem, pois também fumava e já engatou uma conversa. Ele então perguntou se parecia morador de rua; no que ela disse que não, ele respondeu: “Mas eu sou. Mas eu tomo banho todos os dias, mesmo no frio.”

No desenrolar da conversa ele fala que quer muito trabalhar, mas que não lhe dão chance por ter antecedentes criminais. “Mas tudo bem, prefiro isso aqui ó (respirou fundo e fechou os olhos), respirar esse ar, pisar nesse chão, do que ser rico à custa dos outros.” Leia o relato completo:

“Douglas se desculpou por estar fumando perto de mim. Falei que também fumava e já engatei na conversa, já que não desperdiço essas chances que a vida dá. Ele me pergunta- pareço morador de rua?
Eu falei- não. Ele- mas eu sou. Mas eu tomo banho todos os dias, mesmo no frio.
Em seguida, passa uma vizinha aqui do bairro Pompeia e fala- Douglas, depois trago a sua blusa lavada.
Depois passa o Tião, a Iolanda e mais uns quantos outros que o Douglas conhece.
Ele disse que quer muito trabalhar, mas ninguém dá oportunidades para ex-presidiário. Ele tinha conseguido no @pao de açúcar, mas quando puxaram a ficha de antecedentes, dispensaram. “Aquilo me doeu demais, me matou.” Ele queria ser auxiliar de limpeza, qualquer coisa. “”Eu catava papel, mas roubaram minha carroça.
Mas tudo bem, prefiro isso aqui ó (respirou fundo e fechou os olhos), respirar esse ar, pisar nesse chão, do que ser rico à custa dos outros.”
O senhor que o acompanhava entrou na conversa, contou que sua filha morou 8 anos na rua. Penso eu que, talvez, por isso, ele seja empático. Douglas podia ser seu filho.
Douglas podia ser meu pai, com a diferença que não sei como ajudá-lo. Douglas pode ser, ainda, algum de nós.
Porque nossa classe média é muito mais próxima do morador de rua que do 1% mais rico do Brasil.
Comprei uma cerveja pra gente mesmo sendo de manhã e foi
legal demais. Porque seja pinga, seja cerveja, todos nós precisamos aliviar a cabeça de vez em quando.
Pedi pra tirar uma foto dele pra colocar no meu face. Ele disse que gostaria de estar com a barba feita.
E em seguida fez 3 gestos: amor, abraço e paz.
Diz ele que seu celular tá bichado, mas que pode Ligar a cobrar porque tem crédito. 11 58913728.”

 

 

(via Razões para Acreditar)