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Ponto para Trump: entre seus primeiros atos, o fim de financiamentos ao aborto

AFP/Getty Images
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A medida foi criticada, conforme já se esperava, pelos segmentos autodenominados eufemisticamente "pró-direito de escolha"

Em seu primeiro dia útil como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou decretos de grande impacto, entre eles o que proíbe financiamentos do governo do país a organizações não-governamentais que atuam no exterior promovendo ou pagando procedimentos de aborto.

A medida impede os Estados Unidos de darem dinheiro a quaisquer órgãos não-governamentais prestadores de serviços de saúde em outros países nos casos em que se pratica o aborto como opção de “planejamento familiar” ou se assessora a gestante para abortar.

Trata-se de uma política implantada pelo ex-presidente republicano Ronald Reagan na década de 1980, que foi revogada pelo democrata Bill Clinton na década seguinte, reimplantada pelo republicano George W. Bush em seus dois mandatos nos anos 2000 e novamente derrubada pelo democrata Barack Obama já em seu terceiro dia de governo, a partir de 2009. Seguindo a tradição republicana de rejeição ao aborto, Donald Trump retomou a medida que representa um passo a mais no combate à prática infanticida: a legislação norte-americana já proibia havia décadas a destinação de dinheiro público a serviços de aborto mesmo nos países onde a eliminação de bebês nas primeiras semanas da gestação era considerada legal, mas o decreto assinado por Trump, assim como por Reagan em 1984, veta inclusive o financiamento a prestadores de serviços de saúde que incluam “aconselhamento” pró-aborto entre os seus “procedimentos”.

O novo presidente norte-americano se alinhou à tradição republicana anti-aborto durante a campanha eleitoral da qual saiu vencedor. Em ocasiões anteriores, ele tinha se declarado “favorável ao direito de escolha” e manifestado posições ambíguas em relação ao extermínio de bebês no ventre materno.

Apoiada por organizações e indivíduos que lutam pela defesa da vida nos Estados Unidos e no mundo inteiro, a medida adotada hoje foi criticada, como já era esperado, pelos segmentos autodenominados eufemisticamente “pró-direito de escolha“, em referência ao suposto “direito” de optar pelo aborto sob a alegação pseudocientífica de que ele se restringiria a uma decisão estritamente ligado ao corpo da mulher. Representantes dessa corrente ideológica participaram da “Marcha das Mulheres”, evento que levou milhares a desfilar pelas ruas de Washington no último sábado, dia 21, como protesto contra as políticas anunciadas por Donald Trump (e contra a própria pessoa do novo presidente norte-americano, que, há meses, vem sofrendo ataques incessantes dos grandes setores da mídia que apoiavam a candidatura de Hillary Clinton).

PLANNED PARENTHOOD

Uma das organizações abortistas internacionais que serão afetadas pelo decreto é a controversa Planned Parenthood, entidade promotora da prática em mais de 180 países sob a bandeira da “saúde reprodutiva”. A Planned Parenthood se viu envolvida em um gigantesco escândalo durante o ano de 2015 ao ter diretores flagrados em vídeo negociando a comercialização de órgãos de fetos abortados. Saiba mais a respeito desse escândalo nos artigos “Estarrecedor açougue humano: maior conglomerado abortista dos EUA vende órgãos de fetos assassinados” e “Mais uma vez, a ciência desmascara o açougue humano da rede abortista Planned Parenthood“.