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A missão da NASA que leva o nome de um astrônomo católico

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O astrônomo, inclusive, chegou a trabalhar para um Papa

A Missão Cassini-Huygens em Saturno, realizada em conjunto pelas agências espaciais americana (NASA), europeia (ESA) e italiana (ASI) foi lançada em 1997 com o objetivo de explorar o planeta Saturno.

Giovanni Domenico Cassini, que dá nome à missão, nasceu em Perinaldo, uma localidade próxima a San Remo, na República de Gênova, Itália, em junho de 1625. Ele estudou no Colégio dos Jesuítas de Gênova e entrou no seminário de São Frutuoso.

Cassini observou a natureza física das plantas e conseguiu várias conquistas astronômicas, como “o apogeu e a excentricidade de um planeta”, e sustentava que a Terra era o centro do sistema solar, com os planetas girando ao seu redor.

Em 1664, ele propôs a teoria dos cometas. Sua discussão era que esses corpos giravam ao redor do Sol em órbitas circulares. O centro da órbita estaria em direção à estrela Sírio.

Cassini trabalhou para o Papa de 1663 a 1665 como superintendente de obras e águas dos Estados Eclesiásticos e se destacou na Engenharia Hidráulica, criando os serviços de fornecimento de água da época.

Ele também descobriu o segundo satélite de Saturno, publicou o primeiro mapa da superfície da lua, obteve, por triangulação, a distância da Terra ao Sol e, com isso, deduziu a distância até Marte. Não há somente uma nave da missão espacial da NASA com seu nome, mas também uma cratera lunar, outro na superfície de Marte e o asteroide 24101 foram batizados com nome de Cassini.

A Missão Cassini-Huygens deve ser encerrada em setembro de 2017.

 

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