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Crianças mortas em incêndio criminoso são enterradas em Minas Gerais

GRENFELL,TOWER,DISASTER
Brian Minkoff | Shutterstock
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Duas meninas que ficaram feridas no incêndio provocado na quinta-feira por um vigia em uma creche de Janaúba, em Minas Gerais, faleceram nesta sexta (6), elevando para nove o número de mortos na tragédia, enquanto o país assistia comovido aos primeiros enterros das vítimas.

Cecilia Davine Dias e Yasmin Medeiros Salvino, de quatro anos, faleceram no início da tarde, indicou à AFP um porta-voz do hospital de Montes Claros aonde foram levadas cerca de 20 das crianças feridas.

A tragédia ocorreu na quinta-feira na creche “Gente Inocente” de Janaúba, localidade de 70.000 habitantes a 600 km ao norte de Belo Horizonte.

O fogo começou depois das 09h00, quando o vigia da creche jogou álcool nas vítimas e nele próprio e ateou fogo.

No total, sete crianças de quatro anos faleceram, assim como uma professora, de 43 anos, que tentou salvá-las.

O incêndio deixou também cerca de 40 feridos, trasladados imediatamente a três hospitais da região segundo a gravidade de seu estado.

O autor do crime, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, morreu pouco depois no hospital onde foi internado com queimaduras em todo o corpo. Segundo as autoridades locais, ele sofria de “problemas mentais” desde 2014.

Em plena comoção pela tragédia, dezenas de pessoas compareceram, na tarde desta sexta-feira, ao cemitério de Janaúba para assistir ao enterro das primeiras vítimas, segundo um fotógrafo da AFP no local.

Os pequenos caixões brancos foram abertos para alguns minutos de silêncio, ante a dor das famílias devastadas.

“É inexplicável o que aconteceu, não tenho palavras. Ouvi no rádio que tinha fogo lá e na hora pensei nos meus netos. Tinha certeza que alguma coisa tinha acontecido com eles”, disse ao jornal Folha de São Paulo o lavrador Antonio Pereira da Silva, de 56 anos, durante a despedida da sua neta.

A prefeitura de Janaúba decretou sete dias de luto oficial, enquanto o presidente Michel Temer expressou, na quinta-feira, sua “solidariedade com as famílias” vítimas desta “tragédia”.

(AFP)