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Desemprego bate 60%, mas ditador manda todos pintarem carro de branco

Berdimuhammedov
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Capricho do "presidente re-re-eleito" do Turcomenistão pode custar mais de R$ 40 mil para cada motorista da capital

O presidente do Turcomenistão, Gurbanguly Berdimuhammedov, resolveu que todos os carros que circulam pela capital Ashgabat (ou Asgabate, na versão aportuguesada) devem ser pintados de branco – ou, em todo caso, de prata, mas é “preferível” o branco.

E por que branco? Porque é a cor favorita de Gurbanguly Berdimuhammedov.

A caprichosa ordem, além do mais, veio sem aviso: carros que não eram brancos começaram simplesmente a ser rebocados. Quando os donos iam buscá-los, eram informados de que deveriam pintá-los de branco.

A regra já valia para funcionários do governo desde 2014 e agora se estende aos moradores da capital. Não se sabe se valerá também para as outras cidades do país.

Aliás, quase nada se sabe de antemão naquele país de difícil acesso para estrangeiros, com políticas isolacionistas que, em certos aspectos, recordam as da Coreia do Norte. O ditador manda e desmanda e o povo obedece.

Ditadura com “eleições”

Ex-república socialista soviética, o Turcomenistão se declarou independente em 1991. Mesmo assim, Saparmurat Niyazov, um burocrata do antigo Partido Comunista da União Soviética que já chefiava o Turcomenistão desde 1985, quando o país ainda fazia parte da URSS, continuou no poder. Em 1999, o parlamento (dominado por ele) o declarou “presidente vitalício”. De fato, Niyazov ficou no poder até a morte, em dezembro de 2006.

Gurbanguly Berdimuhammedov foi “eleito” em 2007, “reeleito” em 2012 com 97% dos votos e “re-reeleito” em 2017 com 97,67% dos votos. Essa quase unanimidade é comum nas “eleições” e “reeleições” de ditadores. Autodenominado “Turkanbashi” (“Líder dos Turcomenos”), o presidente é chefe de governo e de Estado e tem controle quase absoluto da vida no país.

Perseguição religiosa

O Turcomenistão costuma figurar entre os piores países do mundo em termos de liberdade religiosa, de acordo com os relatórios da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF). Neste quesito, ele faz companhia a países como China, Egito, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Tadjiquistão, Uzbequistão e Vietnã.

É inevitável observar algo em comum entre esses países: ou sofreram/sofrem forte opressão comunista, ou sofrem forte influência do radicalismo islâmico, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

O Turcomenistão se enquadra no terceiro cenário. Durante os seus 69 anos de comunismo, sofreu a perseguição religiosa que vem atrelada indissociavelmente a esse regime, com todas as crenças sendo atacadas como superstição, a prática religiosa sendo proibida, a grande maioria dos templos de qualquer fé sendo fechada e o ateísmo de Estado sendo oficialmente imposto a todos.

Com a queda da URSS, a religião voltou a ser permitida, mas com muitas restrições para qualquer crença que não seja o islã. Hoje, 89% da população é muçulmana, 9% são cristãos ortodoxos e 2% se declaram sem religião.

Miséria e carros brancos

A pintura de cada carro para atender ao novo capricho de Berdimuhammedov deverá custar a cada proprietário uma média de 2 mil euros, mas aumentará caso o motorista espere para fazer a mudança: o custo poderá chegar a 11 mil euros, o equivalente, mais ou menos, a 41 mil reais.

São valores muito acima da maioria dos salários no país. Para piorar, a economia local está em crise, a inflação aumenta e cerca de 60% da população está desempregada.

Mas que os carros vão ter que ser brancos, vão.

Enquanto isso…

Enquanto este e outros vários países mundo afora pisoteiam o próprio povo com desmandos que ultrapassam o surreal, Dona ONU continuará ocupada em enfiar goela abaixo a sua ideologia de gênero ao Ocidente “livre” em vez de cumprir a missão para a qual supostamente foi criada. A intolerância agradece.