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Quando uma escrava sexual provocou lágrimas e indignação no Papa Francisco

prostituição escravidão sexual
Amnesty International
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O Papa dirige uma pergunta sem panos quentes aos homens que pagam por esses "serviços" e que, portanto, são cúmplices dessa escravidão

Durante o Jubileu da Misericórdia, o Papa Francisco implantou a iniciativa das “Sextas-Feiras da Misericórdia”, que ele mesmo continua praticando e nos incentivando a praticar. Trata-se de uma forma de concretizar em nossa vida cotidiana as 14 obras de misericórdia que Jesus nos pede realizar – e pelas quais seremos julgados ao final da vida. Para saber mais sobre essa bela iniciativa, acesse este artigo.

Perguntado certa vez sobre as experiências vividas nas Sextas-Feiras da Misericórdia que mais o emocionaram, o Papa Francisco mencionou alguns casos. Entre eles, está o seguinte:

“Visitei as mulheres que estão sendo resgatadas do sofrimento da prostituição. Lembro-me de uma africana: muito bonita, muito jovem… e explorada. Ela estava grávida. Não apenas tinha sofrido a exploração como ainda tinha sido forçada a sofrer agressões e torturas. ‘Tem que ir trabalhar’…

Quando ela me contou a sua história, havia outras 15 moças me contando as delas. Uma dizia: ‘Padre, eu dei à luz na rua, no inverno. Sozinha. A minha menina morreu’. Eles a obrigaram a trabalhar até aquele dia, porque, se ela não levasse um bom dinheiro aos exploradores, era espancada e até torturada. De outra moça eles cortaram a orelha…

Eu pensei não só nos exploradores, mas naqueles que pagavam as moças: será que eles não sabem que, com aquele dinheiro, para obter uma satisfação sexual, estavam ajudando os exploradores?”

Reforçando de modo especial esta última pergunta do Papa:

“…será que eles não sabem que, com aquele dinheiro, para obter uma satisfação sexual, estavam ajudando os exploradores?”

Que as consciências se perguntem.