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Cuidado com 3 palavras ao escrever materiais católicos

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A linguagem é uma ferramenta de muito poder

Se você é redator de avisos, comentários, preces, notícias e textos para a catequese, sites diocesanos, paróquias e outros meios católicos, tenha grande atenção ao uso destas palavras em suas redações e, preferencialmente, evite usá-las.

Gênero

Gênero é uma palavra de  uso originalmente científico, pois é uma categoria da taxonomia, a área da Biologia que classifica os seres vivos diferenciando-os, de modo geral, em reino, filo, classe, ordem, família, gênero, e espécie. O ser humano é classificado como Homo Sapiens, onde Homo é seu gênero. Portanto, todos os humanos possuem o mesmo gênero.  Mas no uso popular, a palavra gênero já foi utilizada como uma forma alternativa à palavra sexo, para distinção entre masculino e feminino. 

Mas, a partir da década de 1990, gênero começa a ser utilizada por feministas com outro significado, nada cristão, que é a intenção de separar a natureza biológica feminina ou masculina de uma suposta identidade construída pelo próprio indivíduo. Aí está o cerne da Ideologia de Gênero. Independente de religião, sabemos que isto é uma grande mentira, pois não existe a possibilidade de se optar por um gênero. Cada indivíduo é, por sua totalidade biológica, homem ou mulher devido às mais de seis mil diferenças genéticas entre os dois sexos, algo que nenhuma cirurgia e, muito menos hormônios, podem mudar. 

Portanto, se em algum momento for necessário se referir a homem e mulher, como em caso de se referir à violência, que se escreva violência contra a mulher e não violência de gênero. Se for falar sobre diferenças de oportunidades, trate simplesmente como tratamentos diferentes entre os sexos. Ou, se quiser ser ainda mais simples, escreva apenas “diferenças de tratamento a homens e mulheres”.

Diversidade

Todos somos diferentes em vários aspectos, das características físicas às psicológicas. Tais características constituem, de fato uma diversidade. O apóstolo São Paulo, em sua carta aos Coríntios, diz que “há diversidade de dons, mas um só Espírito”(1 Cor 12,4). Mas quando o assunto é sexo, o ser humano, o Homo Sapiens, é masculino ou feminino e não se fala em diversidade. Em escolas infantis  era comum encontrarmos cartazes com “Viva a diferença!” para promover o respeito entre colegas independentemente de estilo de roupas, cabelo, raça ou mesmo deficiência física, por exemplo. Hoje, encontramos cartazes com “Viva a diversidade”, pois esta palavra se instalou em nosso meio com significado distorcido, carregado de ideologia. Ainda que professores e diretores não tenham tal intenção, estão promovendo o discurso da Ideologia de Gênero ao promoverem cartazes assim. Se a intenção é fazer referência às diferenças naturais entre os seres humanos, pense mais um pouco ao escrever e evite e palavra diversidade. 

E, mais perigoso ainda é a associação da palavra gênero à diversidade, pois não há diversidade de gênero, ou se é homem ou se é mulher. Permear os documentos oficiais e também os materiais religiosos com esta expressão é tudo que os ideologistas de gênero e as feministas querem.

Feminismo

Falar em feminismo é defender a mulher? Não, isso não é verdade. Em sua origem, há alguns séculos, podíamos entender o feminismo como um movimento a favor da mulher para que fosse tratada com a mesma dignidade que o homem  e pudesse ter reconhecidos direitos como voto, estudo e acesso ao mercado de trabalho.

Mas atualmente o movimento feminista organizado está muito, para não dizer totalmente, alinhado com a Ideologia de Gênero. Seus objetivos falam em empoderamento da mulher baseado em normas de gênero e, assim, constitui grande inimigo da realização da mulher no plano de Deus e também do conceito de família. Chega a soar estranho o discurso feminista que defende normas de gênero, pois como ser feminista e não reconhecer que existe um sexo feminino? Mas tais concepções se atropelam e se multiplicam dia a dia gerando grande confusão.

Quer falar da defesa dos direitos e promoção da mulher? Não use a palavra feminismo, mas simplesmente promoção, cuidado, defesa e tantas outras que não alimentem o grande lobby do movimento feminista e da Ideologia de Gênero.

Infelizmente, já tem sido comum encontrar tais palavras circulando nos materiais católicos. É uma armadilha dos grupos a favor da ideologia de gênero tentar colocar, sorrateiramente, suas expressões nos materiais católicos para que nos acostumemos com o termo. Se assim for, em um breve futuro,  usaremos estas expressões com tanta tranquilidade que não nos assustaremos ao escutar o absurdo de uma prece que peça orações para aqueles que lutam pelo feminismo e em favor da diversidade de gênero. 

A linguagem é uma ferramenta de muito poder. Não seja ingênuo, pois aquilo que se escreve chega a lugares inimagináveis e causa grandes impactos, principalmente se é escrito em nome de um movimento, paróquia ou diocese.  Não somente este termo, mas outros atuais e que virão merecerão grande atenção e discernimento. Orai e vigiai! (Mt 26,41)