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Papa: “acompanhar doentes terminais na difícil provação do fim da vida”

POPE GENERAL AUDIENCE ELDERLY
Antoine Mekary | ALETEIA | I.Media
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A Pontifícia Academia para a Vida está organizando nos dias 28/02 e 01/03, em Roma, o congresso internacional “Tratamentos paliativos: em todos os lugares e para todos. Tratamentos paliativos em todas as regiões, para todas as religiões e crenças”.

Será também apresentado oficialmente o Projeto PAL-Life para a difusão global de terapias paliativas. O objetivo principal do congresso é promover o diálogo e a cooperação entre os diferentes atores envolvidos no exercício e na difusão dos tratamentos paliativos e tutelar a dignidade da pessoa doente, assumindo a sua vulnerabilidade.

Aberto pelo Presidente da Academia, arcebispo Vincenzo Paglia, o evento recebeu uma mensagem do Papa Francisco, enviada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

Os temas tratados, escreve, dizem respeito aos momentos conclusivos de nossa vida terrena, quando o ser humano se confronta com um limite insuperável, que pode suscitar rebelião e angústia.

Os tratamentos paliativos demonstram, no âmbito da medicina, a consciência de que este limite não deve ser apenas combatido e adiado, mas também reconhecido e aceito. “E isto significa não abandonar as pessoas doentes, mas estar próximos delas e acompanhá-las na difícil provação no fim da vida”.

Francisco afirma que “quando todos os recursos do ‘fazer’ parecem se acabar, emerge o aspecto mais importante nas relações humanas, que é o ‘ser’: ser próximos e acolhedores, compartilhando também a sensação de impotência de quem chega ao ponto extremo da vida”. “ Neste momento, o limite pode mudar de significado: deixa de ser separação e solidão para ser ocasião de encontro e comunhão”.

A mensagem sublinha ainda as dimensões do acompanhamento espiritual, da oração e da família neste percurso: “Nas fases finais da vida, a rede familiar, por mais frágil e desagregada, constitui sempre um elemento fundamental”.

O Papa ressalta outro tema atual: a terapia da dor, ou seja, a legitimidade de administrar analgésicos para aliviar sofrimentos diante da morte iminente, mesmo que possam encurtar a vida do paciente.

O emprego destes procedimentos – adverte o Papa – requer sempre um atento discernimento e muita prudência, pois a sedação profunda anula a dimensão comunicativa, o que é crucial no acompanhamento das terapias paliativas. Portanto – recomenda – deve ser usada em casos extremos.

Enfim, Francisco afirma que a complexidade e a delicadeza dos temas impõem uma reflexão profunda e neste sentido, elogia a participação de representantes de diferentes religiões e culturas no congresso, em um esforço comum de aprendizagem e engajamento.

(Rádio Vaticano)

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