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Tolerância Zero: Vaticano condena arcebispo por abusos sexuais

Papa Francisco
Antoine Mekary - ALETEIA
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Determinação dos Papas Bento XVI e Francisco vem sendo implementada apesar das arraigadas resistências de burocratas acobertadores

Os Papas Bento XVI e Francisco determinaram “tolerância zero” ao escândalo dos clérigos culpados de abusos sexuais, independentemente da sua importância hierárquica.

Em coerência com essa política, que vem sendo implementada apesar das muitas e arraigadas resistências de burocratas acobertadores, o Tribunal Apostólico da Congregação para a Doutrina da Fé, composto por cinco juízes, acaba de emitir neste dia 16 de março uma sentença de primeira instância que declara culpado de algumas das acusações recebidas o réu dom Anthony Sablan Apuron, O.F.M. Cap., arcebispo de Agaña, na ilha de Guam.

A ilha é um território norte-americano que serve como importante base aérea do exército dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Apuron foi acusado, por seis pessoas, de abusos sexuais perpetrados contra menores quando era pároco na paróquia de Our Lady of Mount Carmel. Desde a apresentação formal das acusações, em junho de 2016, o arcebispo tinha se afastado do cargo por iniciativa própria, embora negasse os delitos imputados a ele.

Demitido das funções como arcebispo, dom Anthony fica proibido de manter residência na arquidiocese que presidia enquanto o processo continua no Vaticano. Por ser uma sentença de primeira instância, ele tem direito a recurso, mas, caso não o apresente, a sentença se tornará definitiva.

Além do julgamento eclesiástico, também cabe o processo civil, já que, em 2016, o Senado norte-americano aprovou uma lei que cancela a prescrição de crimes sexuais.

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