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Google é criticada por se recusar (de novo) a recordar o Domingo de Páscoa

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Shutterstock

ACI Digital - Reportagem local - publicado em 03/04/18

Empresa parece agir há 18 anos de modo seletivo quanto às festas cristãs: se estiverem despidas o bastante do sentido original, então podem ser "celebradas"

A agência católica ACI Digital noticiou que católicos de vários países criticaram nas redes sociais o fato de que a Google omitiu pelo 18º ano consecutivo a exibição de um “doodle” em comemoração do Domingo de Páscoa. Os “doodles” são variações gráficas do logotipo da empresa na página do seu buscador, populares por recordarem, ao longo de todo o ano, eventos, festividades e figuras consideradas importantes.

Embora a Páscoa seja simplesmente a data mais importante da fé cristã, seguida por pelo menos 2,4 bilhões de pessoas em todo o planeta, a empresa a vem ignorando desde o ano 2000.

Neste domingo, a Google afirmou ao canal norte-americano Fox News que “celebrou a Semana Santa à sua própria maneira, com um tuíte sobre o feriado“. A companhia bilionária, que se diz neutra e que alega ter como missão indexar, organizar e disponibilizar sem censura o máximo de informação relevante aos usuários, tentou se justificar alegando que adota diretrizes segundo as quais não são produzidos doodles para festas religiosas:

“Nós não temos doodles para festas religiosas, de acordo com as nossas diretrizes atuais sobre o doodle. Podem aparecer doodles para algumas celebrações não religiosas que surgiram de feriados religiosos, como o Dia de São Valentim, o Festival das cores de Holi, Tu B’Av e o período de celebrações em dezembro, mas não incluímos imagens religiosas nem símbolos durante elas”.

A ACI Digital observou que, entre os críticos que se manifestaram nas redes sociais contra a voluntária omissão da festa mais importante do cristianismo por parte da Google, houve denunciantes firmes e diretos como o ator norte-americano James Woods, que escreveu no Twitter:

“Eles detestam os cristãos. Simplesmente isso”.

Um veterano da Marinha dos EUA, Jack Posobiec, também foi claro em seu protesto:

“Feliz Páscoa a todos, menos ao Google hoje”.

Omissões recorrentes

A Google foi criticada recentemente porque o seu assistente de voz respondia a perguntas como “Quem é Satanás?”, ou quem são certos líderes religiosos como Buda e Maomé, mas não respondia quem é Jesus.

David Sams, produtor de televisão nos Estados Unidos, denunciou:

“Quando pergunto ao Google se ele sabe quem é David Sams, ele sabe que sou eu, mas não sabe quem é Jesus, quem é Jesus Cristo, não sabe quem é Deus. É um pouco assustador. Parece que o Google eliminou Jesus e Deus do assistente de voz”.

Em vez de enriquecer o aplicativo e torná-lo mais fiel à verdade histórica acrescentando respostas sobre Jesus, a Google preferiu desabilitar as respostas sobre Buda e Maomé em decorrência da polêmica.

Doodles para quase tudo

Entre as celebrações que a Google comemora regularmente com os seus doodles há datas como o Dia da Terra, o Dia de Martin Luther King, o Ano Novo Lunar, o Halloween, o Dia das Mães e o Dia dos Pais.

É significativo constatar que também são celebradas algumas datas de evidente origem católica, mas que, na mídia em geral, foram despidas do seu sentido original e reduzidas a simples efemérides sociais. É o caso do Dia de São Patrício, que, em muitos países, se tornou uma data folclórica sem conotação religiosa, focada em algumas tradições irlandesas, particularmente as ligadas ao consumo de cerveja. Também é o caso do Dia de Ação de Graças, que é uma das festividades mais tradicionais e populares dos Estados Unidos, mas que foi desvinculada do seu significado religioso. O próprio Natal é vendido pela mídia e apresentado pela Google apenas como “Boas Festas” ou “Lá vem Papai Noel”, mas não como “Nasceu Jesus”, que é o seu verdadeiro sentido.

Resta saber que tipo de “inclusão”, “tolerância”, “diversidade”, “neutralidade” e “liberdade de acesso à informação” são essas de que tanto se fala nessas empresas mundiais autoproclamadas inclusivas, tolerantes, diversas, neutras e promotoras do livre acesso à informação…

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