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Testemunhas de Jeová tentam converter um padre e levam aula de doutrina

Pe Gabriel Vila Verde
Pe. Gabriel Vila Verde / Facebook
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Pe. Gabriel Vila Verde: "O católico que tem conhecimento da sua religião e da Palavra de Deus jamais terá sua fé abalada".

O padre Gabriel Vila Verde, sacerdote brasileiro, recebeu (e não pela primeira vez) uma visita de duas Testemunhas de Jeová que, para sua surpresa, tentaram “convertê-lo”. Serenamente, o padre refutou seus argumentos apresentando-lhes com segurança a verdadeira doutrina católica. Ele mesmo conta o fato em seu perfil no Facebook, observando que o católico que tem conhecimento da sua religião e da Palavra de Deus “jamais terá sua fé abalada”.

Confira na íntegra o testemunho publicado pelo pe. Gabriel:

MAIS UMA VEZ… AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Vocês devem se lembrar daquele episódio, quando eu morava na cidade de Cruz das Almas e fui visitado por duas Testemunhas de Jeová que não aceitaram beber o suco. Pois bem. A história se repetiu, de maneira diferente, hoje pela manhã (22/03/18).

Estando eu numa comunidade, pregando o retiro das Irmãs Mínimas, uma das irmãs me disse: “Padre, tem visita para o senhor”. E começou a sorrir. Percebi que havia algo estranho e, quando saí no portão, eram duas senhoras distribuindo folhetos.

Me aproximei e saudei as duas. Uma me pergunta: “Qual o seu nome?”

– Padre Gabriel.

– Ah, sim… Já vi o senhor de longe, passando de carro. E como posso lhe chamar?

– Padre Gabriel.

– Ah, certo… (dando um sorriso irônico).

– Senhor Gabriel, estamos aqui entregando esses convites para a celebração da morte de Jesus. Como o senhor sabe, ele fez a última ceia, tomou o pão e disse que era um símbolo do seu corpo…

– Minha amiga, ele não disse isso. Ele disse “ISTO É O MEU CORPO”. Não uma representação.

– Sim, mas isso não significa que aquele pão é a carne de Jesus…

– Então ele estava brincando. Ele poderia dizer muito bem “isto representa o meu corpo”, mas disse “ISTO É”.

– Então o senhor acredita que aquele pão se transforma num pedaço de carne?

– É claro que sim. Assim como Jesus transformou água em vinho, Ele tem poder de transformar qualquer coisa. A Palavra de Deus criou o céu e a terra do NADA, quanto mais transformar uma matéria em outra. Ele mesmo disse em João cap. 6: “O pão que eu darei é a minha própria carne para a salvação do mundo”.

– Sim… Nós conhecemos esta passagem. Nós também temos o corpo de Cristo.

– Eu sei, mas vocês fazem um teatro, uma recordação do passado. A prova é que, quando tudo termina, o pão e o vinho que sobram são descartados. Já o nosso Pão Consagrado vai para o Sacrário e lá fica para a adoração dos fiéis. É verdadeiramente o Corpo de Jesus!

– Ok, padre. Mas eu queria lhe mostrar outra coisa. Sabemos que há uma esperança celestial e outra terrena, não é verdade?

– A minha esperança é o Céu. Essa terra aqui não me interessa. Tudo vai passar…

– A minha esperança é terrena, porque somente 144.000 poderão entrar na esperança celestial.

– Minha amiga, quantos Testemunhas de Jeová existem no mundo?

– Mais de 8 milhões.

– E o restante dessa turma vai pra onde???

– Ficarão aqui na terra, como diz o salmo. “Os justos possuirão a terra”.

– Mas essa esperança terrestre é vetero-testamentária. Os judeus que queriam um reino terreno. Jesus deixou bem claro, no diálogo com Pilatos, que o reino d’Ele não é deste mundo! Eu não sou do Antigo Testamento. Somos cristãos. E o próprio Apocalipse vai dizer, que João viu uma multidão que ninguém podia contar… Logo, são mais que 144 mil, porque 144 mil é uma conta exata.

– É, mas a minha esperança é terrena.

– Minha senhora, e Colossenses cap.3 ? São Paulo não nos diz para BUSCAR AS COISAS DO ALTO e não fixar nossos olhos nas coisas daqui da terra???

Outra dupla de mulheres que estavam esperando as colegas atrás do meu carro se aproximaram e uma disse:

– Então leia Apocalipse 21, 4.

– Agora mesmo!

Tomei a Bíblia dela emprestada, abri no capítulo 21 e comecei a ler a partir do versículo primeiro. Ela me interrompeu:

– Eu disse o versículo 4.

– Sim, minha irmã. Mas nós, católicos, não lemos versículos soltos. Nós lemos o texto integral para entender o sentido.

Li o trecho, expliquei o significado da “nova terra” e, antes que eu terminasse, a dupla se afastou. Pedi que aguardassem, mas não fui atendido. As outras que chegaram primeiro disseram:

– Olha, senhor. Nós não queremos discutir religião.

– Não estamos discutindo. Estamos dialogando. E por falar em religião, eu já vi na revista Sentinela muitas acusações e calúnias contra a Igreja Católica. Inclusive dizendo que os nossos santos são coisas más.

– É porque o senhor não leu o…

– O salmo 115????

– Isso.

– Pois eu li. Aliás, foram 7 anos de teologia antes de minha consagração. Não foi apenas um curso para sair de casa em casa.

Enquanto isso, elas já iam se despedindo e me deixando só, no portão. Eu pedi:

– Esperem um pouco. Se há tempo para bater na porta dos católicos, deve haver um tempo para escutar os católicos. O salmo 115 fala dos ídolos. “Os ídolos deles são ouro e prata”. Por acaso a Igreja afirmou alguma vez que Maria é um ídolo? Que Irmã Dulce é um ídolo? Que Santo Antônio é um ídolo?

– Não… Eles foram exemplos.

– Exatamente, minha irmã. O próprio São Paulo escreveu na Bíblia: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Irmã Dulce pode dizer o mesmo: sejam meus imitadores, porque eu pratiquei a caridade de Cristo. Por isso temos as suas pinturas e representações. Não são ídolos.

– Tá certo, senhor. Tenha um bom dia.

– Bom dia para vocês também. Deus abençoe!

Por mais uma vez, tive que expor a verdadeira doutrina para quem não a conhecia. Infelizmente, não tinha suco para oferecer, mas tinha a certeza de minha religião e o conhecimento da Palavra de Deus. O Católico que possui isso jamais terá sua fé abalada.

Pe. Gabriel Vila Verde
22 de março de 2018