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Igreja socorre vítimas do vulcão na Guatemala: possibilidade é de 3 mil mortos

Volcan de Fuego
Wikimedia Commons / Polícia Nacional da Guatemala
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Cerca de 70 mortes foram confirmadas, mas as previsões mais pessimistas estimam que o número pode chegar a estarrecedores 3 mil

Já são 70 as vítimas fatais e quase 2 milhões os afetados pela poderosa erupção do Vulcão de Fogo (“Volcán de Fuego”), na Guatemala, que, com mais de 3.700 metros de altura, fica a menos de 20 quilômetros de um dos principais destinos turísticos do país, a cidade de La Antigua, que foi a primeira capital guatemalteca.

A repentina erupção noturna entre domingo e segunda-feira lançou gás, fumaça e cinzas na atmosfera. Em seguida, as cinzas se precipitaram sobre áreas densamente povoadas, criando um efeito semelhante ao de Pompeia, há quase 2.000 anos – uma das tragédias vulcânicas mais famosas da história. Algumas localidades foram virtualmente enterradas pelas cinzas.

O Vulcão de Fogo é conhecido por sua atividade do tipo estromboliana, em que as erupções se caracterizam pela ejeção de cinzas e partículas incandescentes, frequentemente acompanhadas por bombas vulcânicas, materiais que são projetados a dezenas ou até centenas de metros de altura. Também são frequentes as fontes de lava nas fases mais efusivas. O fenômeno que está acontecendo agora é o mais sério nesta parte do país em pelo menos quatro décadas.

Imediata mobilização da Igreja

A diocese de Escuintla, a mais afetada pelo desastre, emitiu ontem uma nota de apelo assinada pelo bispo dom Victor Hugo Palma Paúl:

“Pedimos às autoridades governamentais locais e nacionais para continuarem a fornecer os serviços que lhes cabem. Em muitos casos, encontramos prontidão e compromisso civil. É importante não ficar no meio do caminho e prestar atenção às milhares e milhares de pessoas afetadas em Escuintla, Chimaltenengo y Secatepéquez”.

Além de instar o governo a fazer a sua parte, a Igreja está fazendo a dela. Através das paróquias e da Cáritas, a prioridade é o atendimento àqueles que perderam suas casas e ficaram repentinamente sem abrigo. Três centros de acolhimento foram criados rapidamente em três paróquias.

A sede da Cáritas em Escuintla é referência de “centro de coleta de medicamentos, roupas e alimentos e, especialmente, de água potável”, o produto de maior necessidade no momento. Uma coleta será realizada em todas as paróquias da diocese neste domingo, 10 de junho. Dom Palma acrescenta sobre a gravidade da situação:

“A área afetada na região de Escuintla, especialmente as localidades de Los Lotes e El Rodeo, bem como outros pequenos povoados, é densamente habitada por agricultores, pequenos proprietários de terras, cafeicultores, cultivadores de hortaliças e frutas. A densidade populacional favoreceu a gravidade da catástrofe”.

3 mil pessoas podem ter morrido na pior erupção em 44 anos

O resgate ainda não conseguiu chegar às áreas mais povoadas. Existe o medo de que a tragédia ocorrida seja sem proporções. Segundo Mario Arévalo, secretário executivo da Cáritas da Guatemala, o pior cenário com que se trabalha prevê que o número de vítimas pode chegar a arrepiantes 3 mil.

Arévalo comenta:

“Há 44 anos que o Vulcão de Fogo não causava danos tão sérios. A extensão dos danos não é quantificável neste momento. Há tantas pessoas desaparecidas e, como as autoridades estabeleceram três linhas de segurança, não é possível alcançarmos as áreas mais povoadas. Atualmente, o número provisório é de cerca de 70 vítimas, mas alguns especialistas temem que haja 3 mil pessoas sob as cinzas”.

“Como Cáritas da Guatemala, em coordenação com a Cáritas diocesana, estamos trabalhando para coletar alimentos e organizar pessoas em hotéis e centros de recepção. As pessoas afetadas são 1 milhão e 700 mil, um número que pode aumentar. Há também sérios danos à infraestrutura pública, especialmente estradas e pontes. Por isso as comunicações são muito difíceis”.

Apelo a todas as pessoas de boa vontade

Arévalo acrescenta:

“Infelizmente, no governo, falta uma estrutura para lidar com as emergências e o risco é que ninguém pense nas pessoas afetadas pela catástrofe. Na Cáritas, precisamos pensar tanto na emergência imediata quanto olhar para o médio prazo. Por esta razão, também apelo às Cáritas europeias e a todas as pessoas de boa vontade”.

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Com informações da Agência SIR via Vatican News