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A menina que mudou a história da doação de órgãos na Argentina

JUSTINA
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Lei aprovada recentemente diz que todos os argentinos maiores de 18 anos passam a ser doadores de órgãos, a menos que expressem desejo contrário a isso

Justina Lo Cane é uma menina argentina que morreu aos 12 anos de idade enquanto esperava por um transplante de coração. Ela padecia de uma cardiopatia congênita descoberta quando a garota tinha um ano e meio.

Os pais dela, então, organizaram uma campanha nas redes sociais e, com isso, conseguiram quadruplicar a quantidade de argentinos que se registravam como doadores voluntários de órgãos.

Agora, o Congresso da Argentina aprovou uma nova lei de transplantes de órgãos, segundo a qual todos os argentinos maiores de 18 anos são considerados doadores, a menos que expressem desejo contrário. A lei foi chamada de “Lei Justina”, em homenagem à garotinha.

Os pais e irmãos dela estiveram presentes na Câmara dos Deputados durante a votação da lei e foram ovacionados por todos os representantes políticos.

Mais de 7 mil argentinos estão na lista de espera para receber um órgão que lhes dê nova oportunidade para viver.

O que diz a igreja sobre doação de órgãos?

O Catecismo da Igreja Católica afirma: “a doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória” (n. 2301).

Já a encíclica Evangelium Vitae ensina que: “merece particular apreço a doação de órgãos feita segundo normas eticamente aceitáveis para oferecer possibilidades de saúde e de vida a doentes, por vezes já sem esperança” (n. 86).

O assunto também foi abordado pelo Papa João Paulo II, que, por ocasião do 18º Congresso Internacional sobre Transplantes de Órgãos, disse: “A doação de órgãos é uma decisão livre de oferecer, sem recompensa, uma parte do próprio corpo em benefício da saúde e do bem-estar de outra pessoa”. (Roma 29 de agosto de 2000).

De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a doação de órgãos não contraria à fé cristã na ressurreição final, pois “Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia” (Rm 4,17). Todos aqueles que se dispõem a doar órgãos aos irmãos, tenham a certeza de que o amor e tudo o que se faz por amor permanecerão para sempre: “o amor jamais acabará” (1Cor 13,8).

No entanto, destaca a Conferência, “a doação de órgãos exige rigorosa observância dos princípios éticos que proíbem a provocação da morte dos doadores, a comercialização e o tráfico de órgãos. Sejam conscienciosamente respeitadas a inviolabilidade da vida e a dignidade da pessoa. A ética determina, ainda, que o consentimento do doador ou de sua família seja livre e consciente, após ter recebido todas as informações requeridas”.

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