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#Synod2018: “Igreja não tem medo de ouvir os jovens”

SYNOD
Antoine Mekary | ALETEIA | I.MEDIA
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A Igreja está pronta para se por “à escuta da voz, da sensibilidade e da fé dos jovens, mas também quer ouvir suas críticas e dúvidas”

Foi apresentada na Sala de Imprensa da Santa Sé a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que começa quarta-feira (03/10) e vai até domingo (28/10) com o tema: “Juventude, fé e discernimento vocacional”.

Estavam presentes para ilustrar o evento os Cardeais Lorenzo Baldisseri, Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, e Sérgio da Rocha,(arcebispo de Brasília) Relator geral, e Dom Fabio Fabene, subsecretário da Secretaria-geral.

A Igreja está pronta para se por “à escuta da voz, da sensibilidade e da fé dos jovens, mas também quer ouvir suas críticas e dúvidas”, disse Baldisseri. “O tema dos jovens é um desafio e a Igreja não tem medo de enfrentá-lo, mesmo que seja difícil e insidioso”, prosseguiu.

“Os jovens olharão para a Igreja ‘além dos escândalos que a atingiram’, pois são abertos para compreender a fragilidade humana”, completou o Secretário-geral, explicando que “os trabalhos serão divididos em três fases, correspondentes às partes do Documento de Trabalho (Instrumentum Laboris): Reconhecer (a Igreja em escuta da realidade); Interpretar (fé e discernimento vocacional); e Escolher (caminhos de conversão pastoral e missionária).

Por sua vez, o Cardeal brasileiro Sérgio da Rocha, nomeado pelo Papa como Relator-geral do Sínodo sobre os Jovens, indicou que o Instrumentum Laboris é a referência, a síntese das ilhares de páginas de testemunhos, reflexões e demandas que provieram de todo o mundo. “Certamente não é a receita pronta para acompanhar os jovens à fé e à plenitude da vida, nem muito menos uma solução fabricada para os questionamentos propostos no encontro pré-sinodal”.

Ainda na coletiva, foi apresentada a nova Instrução sobre a celebração das Assembleias Sinodais e a atividade da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, promulgada com a constituição apostólica do Papa, Episcopalis communio, no último dia 15 de setembro.

“Todas as funções e procedimentos estão regulamentados para facilitar o máximo os debates e a troca de opiniões entre os Padres Sinodais, de modo que possa emergir a riqueza das vozes das Igrejas espalhadas por toda a terra”, explicou o subsecretário Fabio Fabene.

Uma das principais novidades da nova Instrução é que o Sínodo poderá ter poder deliberativo, se o Papa assim decidir. Neste caso, o Santo Padre apenas ratificaria o Documento Final redigido e aprovado na conclusão da Assembleia.

(Vatican News)