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O que a ciência já descobriu sobre relacionamentos felizes e saudáveis

Por Fona/Shutterstock

Sempre Família - publicado em 11/10/18

As pesquisas sobre relacionamentos apontam para lições que são, ao mesmo tempo, simples, óbvias e difíceis de ensinar

Talvez a atitude mais comum em um relacionamento seja simplesmente se deixar levar. Nós nos entusiasmamos no começo, mas quanto mais adentramos na aridez do dia a dia, menos nos dedicamos ao nosso relacionamento e logo nos vemos envolvidos em rancores, conflitos, carências, rivalidades ou o mais puro tédio. Ninguém nega que manter relacionamentos felizes e saudáveis é um desafio.

Cada vez mais, porém, o trabalho de pesquisadores oferece orientações para realizar essa tarefa baseados em evidência científica, analisando os hábitos de casais felizes. Ao que parece, a ciência dos relacionamentos aponta para lições que são, ao mesmo tempo, simples, óbvias e difíceis de ensinar: a empatia, a positividade e uma forte conexão emocional são os motores das relações mais saudáveis e felizes.

Conexão forte

“A coisa mais importante que aprendemos, aquilo que realmente se sobressai em toda a psicologia do desenvolvimento, a psicologia social e o nosso trabalho de laboratório nos últimos 35 anos, é que o segredo para relacionamentos cheios de amor e para mantê-los fortes e vibrantes com o passar dos anos, apaixonando-se de novo e de novo, é a responsividade emocional”, diz Sue Johnson, psicóloga de Ottawa que escreveu vários livros sobre o assunto.

Essa responsividade, resumindo, tem tudo a ver com entender o que o outro está sentindo através de pequenos sinais. “A pergunta de um milhão de dólares no amor é: ‘Você está aí para mim?’”, diz Johnson. “Trata-se de sincronia emocional, de estar conectado ao outro”. A psicóloga chegou a desenvolver um método pioneiro chamado terapia com foco no emocional, durante a qual os casais aprendem a criar laços através de conversas que expressem necessidades e evitem críticas.

“O que torna um casal infeliz é quando os dois têm uma desconexão emocional e não conseguem se sentir seguros um com o outro”, aponta a psicóloga. O criticismo, a rejeição, o afastamento e o ficar na defensiva são atitudes extremamente estressantes, que o cérebro interpreta como um sinal de perigo.

Positividade

Já Carrie Cole, diretora de pesquisa do Gottman Institute, uma entidade dedicada ao estudo do casamento desde a década de 1970, diz que o afastamento emocional se torna um risco quando o casal não realiza atividades que criam positividade. “Quando isso acontece, as pessoas se sentem como se estivessem cada vez mais distantes até que um nem sequer conheça mais o outro”, explica.

Com base em suas pesquisas, a orientação fundamental do instituto é encorajar os casais a tornar rotina pequenos hábitos de contato que expressem o carinho de um pelo outro. Apostas como essa são uma via de mão dupla: elas ajudam o seu parceiro a se sentir bem consigo mesmo e seguro do seu relacionamento, ao mesmo tempo em que lembram você dos motivos pelos quais se decidiu por partilhar a vida com essa pessoa.

Cérebro e coração

A antropóloga biologista Helen Fisher, do Kinsey Institute, descobriu a partir de tomografias que três comportamentos expressos em componentes neuroquímicos estão presentes em pessoas que se consideram muito satisfeitas com seu relacionamento: a prática da empatia, o controle dos próprios sentimentos e a manutenção de uma visão positiva do parceiro.

Em relacionamentos felizes, cada cônjuge procura ter empatia e entender a perspectiva do outro em vez de sempre insistir que está certo. Para Fisher, controlar o estresse e as emoções é uma habilidade que pode ser sintetizada em um conceito simples: “Fique quieto e não se mova”. Se você não consegue se segurar sozinho quando a raiva aparece, desvie dela: vá para a academia, dê uma volta com o cachorro ou leia um bom livro. Faça qualquer coisa que tire você de um caminho destrutivo.

No fim, a qualidade dos nossos relacionamentos determina a nossa qualidade de vida. “Bons relacionamentos não são apenas mais felizes e bonitos”, afirma Johnson. “Quando sabemos como curar nossas relações e mantê-las saudáveis, elas nos fazem mais resilientes. Todos esses clichês sobre como o amor nos torna mais fortes não são só clichês: isso é fisiológico. A conexão com as pessoas que nos amam e nos valorizam é a nossa única rede de segurança na vida”.

(via Sempre Família. Com informações de Motto/Time)

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