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Santa Edwiges: esposa, mãe, viúva, freira, santa e padroeira dos endividados

Reprodução / Facebook
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Ela é uma das muitas grandes mulheres que ajudaram a construir com solidez a vasta história de dois mil anos da Igreja Católica

A Igreja celebra em 16 de outubro uma das muitas grandes mulheres que ajudaram a construir com solidez a sua vasta história de dois mil anos: Santa Edwiges, esposa e mãe de família que, junto com o marido, fundou mosteiros e, depois de ficar viúva, se tornou freira ela própria, continuando a se dedicar aos doentes e necessitados a ponto de vir a ser padroeira dos pobres e endividados.

Infância

Nascida na Alemanha em 1174, de família nobre, ela demonstrou delicadeza espiritual e desprendimento das coisas materiais desde a infância.

Conforme o costume da época, casou-se muito cedo, aos 12 anos de idade, com o duque da Silésia e da Polônia, Henrique I, que tinha 18 anos. O casal teve sete filhos.

Consagração matrimonial a Jesus

Aos 20 anos de idade, porém, Edwiges se sentiu chamada a uma vida de maior consagração a Jesus e foi nisto acompanhada pelo marido: os dois fizeram o voto de castidade incluindo a renúncia à vida sexual matrimonial, com o objetivo de dedicar-se integralmente ao cuidado dos filhos e dos pobres, a quem doavam grande parte do seu patrimônio.

Obras de caridade em favor dos pobres, endividados e doentes

Edwiges prestou especial atenção aos endividados. Muitos eram presos por causa de dívidas. Ela chegou a ir pessoalmente aos cárceres para pagar as dívidas desses presos, libertá-los e ainda lhes arranjar trabalho.

Junto com o esposo, fundou inúmeros conventos e hospitais, como o Hospital da Santa Cruz, em Breslau, e outro para leprosos em Neumarkt, onde atendiam pessoalmente os enfermos.

Grandes provações

A vida, no entanto, não foi fácil para a família. Edwiges perdeu nada menos que seis dos seus sete filhos. Chegou a vez também do marido, vitimado por uma doença decorrente do seu cativeiro como prisioneiro de guerra. Quando Henrique I morreu e muitas freiras dos conventos fundados por ele e por Edwiges choraram, foi a santa quem as consolou:

“Por que lamentam a vontade de Deus? Nossa vida está nas mãos d’Ele e tudo o que Ele faz é para o bem”.

Vida religiosa e intensa devoção a Maria

Viúva, Edwiges se tornou freira no convento de Trebnitz, mas continuou realizando obras em prol dos pobres.

Recebeu de Deus o dom da profecia e, por seu intermédio, Deus operou muitos milagres, em especial de cura de doentes. Profundamente devota de Maria, Edwiges estava sempre com uma pequena imagem de Nossa Senhora: essa mesma imagem, quando a santa freira morreu em 15 de outubro de 1243, foi impossível de retirar das suas mãos. Aliás, depois de vários anos, quando seu corpo foi transladado, a imagem continuava empunhada firmemente em suas mãos e os dedos que a seguravam estavam incorruptos.

Santa Edwiges foi canonizada em 1266 pelo Papa Clemente IV.