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Posso beber água benta ou limpar a casa com ela?

STOUP
© P.RAZZO | CIRIC
STOUP: basin containing holy water and placed at the entrance of the church. On entering the
church, the faithful dip their fingertips in the holy water and make the sign of the cross.
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Há muitas dúvidas sobre este sacramental. Cuidado para não cair nas superstições!

Os sacramentais foram instituídos pela Igreja e constam no seu Catecismo (1667). São orações através das quais o fiel se beneficia dos bens espirituais que a Igreja conserva como um tesouro, bens que Deus deu à Igreja para que ela os administre em favor de seus filhos. 

Um dos sacramentais é a água benta. Ela ajuda a santificar as diversas circunstâncias da vida e impetra os benefícios de Deus para a sua glória. Esses são os únicos objetivos da água benta.

Mas, na prática, para que servem os sacramentais?

Servem para consagrar, abençoar e exorcizar. Vale dizer que se a matéria (neste caso, a água benta) tem certo poder, por exemplo, para expulsar demônios, não é por sua materialidade, mas porque a Igreja se uniu à matéria, abençoando-a. 

Assim, o objeto não age por si só, mas pelo poder de Cristo que se uniu a ele. Em outras palavras: a Igreja, com o poder que recebeu de Cristo, pode garantir um efeito espiritual à matéria.

 Mas qualquer pessoa pode consagrar, abençoar e exorcizar com a água benta?

Não, estas ações são reservadas a ministros ordenados, porém podem ser administradas sob sua orientação. 

E do ponto de vista do fiel? Para que finalidade ele pode usar a água benta?

Abaixo, algumas possibilidades:

  • para pensar em Cristo;
  • para se lembrar do batismo;
  • para se santificar. 

É preciso lembrar que, na Sagrada Escritura, a água está diretamente relacionada à salvação. E a água benta tem sido usada na liturgia desde os primórdios da Igreja.  

Por isso, toda vez que somos aspergidos com a água benta ou que fazemos o sinal da cruz com a água benta ao entrar na Igreja, estamos agradecendo a Deus pelos seus dons e implorando seu auxílio para vivermos de acordo com as exigências do batismo. 

Usar com critérios 

O uso da água benta, por parte dos fiéis, deve ser feita com prudência, responsabilidade e critério. É preciso afastar todo o caráter supersticioso. 

Cai-se em superstição quando são atribuídos à água benta certos poderes mágicos ou quando são dados a ela um caráter medicinal. 

A água benta não deve ser considerada como algo que tenha propriedades energéticas para limpar o lar ou qualquer tipo de objeto. Não se deve, tampouco, usá-la no pescoço para “espantar o mau-olhado”. A água benta não é amuleto nem talismã.

Quando temos uma sólida formação cristã e colocamos a Palavra de Deus no seu devido lugar, quando vivemos coerentemente a fé e quando vivemos em comunhão com a Igreja, vemos que não há espaço para as superstições. 

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